Estamos no ano das Santas Missões Populares. Toda a Diocese de Santa Maria se prepara para seu Iº Centenário em 2010. O momento forte dessa preparação são as Missões. Gostaríamos que todas as comunidades sejam atingidas pelas Missões e sejam renovadas a partir da espiritualidade missionária.
Na 65ª Romaria da Medianeira, dia 9 de novembro de 2008, fomos desafiados a cumprir três compromissos: 1º) Ler as cartas de São Paulo; 2º) Participar das Santas Missões Populares e 3º) Rezar uma dezena do terço todos os dias.
Certamente todos estão levando a sério este chamado da Igreja Diocesana. No fundo é um compromisso com a Palavra de Deus, um incentivo à oração e à missão.
Agora é a hora de intensificar a evangelização. Ninguém pode cruzar os braços ou ficar indiferente. Todos podemos e devemos fazer a nossa parte. As Santas Missões Populares serão uma grande bênção.
Nossa primeira atitude é ter Deus no coração e levá-Lo ao coração dos irmãos. O nosso mundo está cheio de grandes problemas por falta de Deus. É preciso que nos voltemos para Ele de todo coração. Com isso surge uma nova humanidade dentro de nós e ao nosso redor.
Quem tem Deus no seu coração, naturalmente sente a alegria de levá-Lo para outros. Fazendo a experiência pessoal de Deus, que é Uno e Trino, nós nos apaixonamos por Ele. Entramos na sua intimidade e observamos os seus mandamentos que são o caminho para o nosso bem e felicidade. Cultivando uma sincera amizade com Deus, deixamo-nos inundar de seu amor e sabedoria. Esta experiência é tão gostosa e forte que nos impulsiona a levar Deus ao coração dos irmãos, a partir dos mais queridos.
Quando uma pessoa é apaixonada por Jesus, sente necessidade de falar bem de Jesus, do Evangelho, da sua Igreja, da vida sacramental e da sua comunidade.
Evangelizar, portanto, é conhecer Jesus e anunciá-Lo.
Onde começar? O lugar da evangelização é na própria casa, na família, na cidade e no trabalho. Pe. Perini, num artigo sobre a hora de evangelizar, apresenta sugestões bem concretas sobre o lugar de evangelização: Na família, o marido evangeliza a esposa, ou ela a ele. Os pais evangelizam os filhos, ou talvez eles a seus pais. Os irmãos evangelizam seus irmãos. O namorado evangeliza a namorada ou vice-versa. A esposa pode evangelizar o esposo rebelde. A mãe grávida já pode evangelizar o bebê que está gerando, antes de nascer. A mãe pode evangelizar seu bebê recém-nascido, enquanto o amamenta. Eis uma obra, às vezes, difícil, mas imprescindível: evangelizar na família.
No trabalho, há tantas oportunidades de evangelizar aqueles colegas mais amigos e achegados. Podemos evangelizar os vizinhos de residência ou de apartamento, com quem temos amizade ou possibilidade de anunciar. Na escola, os professores podem evangelizar seus alunos. Os alunos podem evangelizar seus colegas de escola. Enfim, onde quer que estejamos, há sempre alguém ‘muito pobre’ de Deus, que precisa encontrar a ‘pérola preciosa’ que é Jesus (cfr. Pe. Alírio J. Pedrini, Brasil Cristão, p. 14, jan.2009).
Nossa evangelização não é imposição. Damos testemunho de Jesus com simplicidade e coerência. Nossa vida será “anunciar o Evangelho sobre os telhados… anunciar que somos de Jesus”.
Carlos de Foucauld dizia: “Meu apostolado deve ser o apostolado da bondade. Quem me vê deve pensar: já que esse homem é tão bom, sua religião deve ser boa. E se me perguntarem porque sou manso e bom, devo responder: porque sou servo de um outro muito melhor do que eu. Ah! Se vocês soubessem como é bom o meu Senhor Jesus. Gostaria de ser tão bom, que se pudesse dizer: se o servo é assim, como não será então, o Senhor?” (cfr. Edosn Damian, Espiritualidade para nosso tempo, p. 135, Ed. Paulinas, 2007).