Segunda-feira, Fevereiro 9, 2009 17:04

Cores e sabores na Feira de Carnaval

Postado por Jornal A Razão em Segunda-feira, Fevereiro 9, 2009, 17:04
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Pastéis, cucas, cocadas, conjuntos para banheiro e até bolsas e puff feitos de material reciclado, entre vários outros artigos de decoração podem ser encontrados na Praça Saldanha Marinho até a próxima sexta-feira, 13, das 8h às 19h, na Feira de Carnaval do Projeto Esperança Cooesperança. Este mês a Feira, que iniciou ontem e já é tradição na cidade, chega à Praça com cerca de 50 grupos produtores de artigos caseiros e artesanais.

O artesanato e, principalmente, as comidas são os alvos de muitos compradores como Reginaldo Santos Martins, 29 anos, que trabalha em uma loja de calçados no Calçadão. “Sempre compro lanche aqui na Feira, porque é bom de preço e eu conheço a procedência do produto, além de ficar próximo do meu local de trabalho. Mas mesmo quando eu trabalhava longe vinha aqui provar os pastéis”, comenta Reginaldo.

Ele comprava os salgados da barraquinha de Otalice Souza Martins, 62, que integra o projeto Esperança Cooesperança há 12 anos e há oito vai para a Praça vender cucas, doces em compota, merengues, bolachas, pastéis e tortas. “Na hora do almoço tem bastante procura por lanches, mas no horário do intervalo dos cursinhos isso aqui lota. Tudo sou eu que faço em casa, com a ajuda da minha secretária. Ela se formou em direito, mas não conseguiu emprego então passou a me ajudar na confecção dos produtos”, diz Otalice. A senhora conta que com o dinheiro das feiras ela conseguiu ajudar o marido a pagar escola e cursinho para os filhos. “É um bom salário para quem não tem emprego fixo”, afirma a moradora de Camobi. Na sua banca, os pastéis vão de R$0,50 até R$2,00 e as cucas variam entre

Realização profissional – Na mesma situação está a artesã Kélen Melo, 28, que participa pela segunda vez da feira através da Casa do Artesão. “Meu marido está desempregado, então a feira é boa porque rende pelo menos meio salário. Mas além do dinheiro, o bom de expor na Praça é ver como as pessoas aceitam teu trabalho, é como uma realização profissional”, conta a artesã, que ficou feliz por ter vendido todas as puxa-sacos Gilda no Natal. Kélen vende artesanato há 10 anos.

A colega de banca da artesã, Maria Eli Holkem, 67, conta que participa de feiras há quatro anos e está e a quarta fez que vai para a Praça. “Faço artesanato desde 1979 porque gosto, mas antes eu vendia só em casa. O bom da feira é que dá mais visibilidade para o produto e o retorno é razoável, conta Maria Eli cujo marido ajudou a erguer a banca das artesãs. Na tenda os preços variam de R$0,50 (ímãs) até R$100,00 (jogo de banheiro com 15 peças).

Conferindo os artigos da banca estava o casal Sirley e Luiz Fontoura, 60 e 62 anos, respectivamente. “Sempre compramos na Feira, pois os preços são bons e encontramos cucas, doces, artesanatos e geléias.

Em busca de melhores vendas – Márcio da Rosa, 33, trabalha com vendas de mudas em feiras há cinco anos e conta que os melhores resultados obtidos são das feiras na Praça. “Produzo as mudas em Santa Maria e vendo na frente da Catedral, mas onde mais chegam compradores é aqui”, diz Márcio da Associação São Paulo Apóstolo. Quem passou e aprovou os preços foi Ademir de Lima Alves, 44. “Eu compro mudas para minha horta em casa. É bom porque economizo nos alimentos e às vezes até vendo para vizinhos”, comenta Ademir. Na banca as flores custam R$0,90; as hortaliças, R$0,06 cada (ou 25 por R$1,50); ervas, R$1,50; e frutíferas R$7,50.

Fotos Osvaldo Melo / A Razão


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