Lizie Antonello
Mesmo estando a quinze dias do começo do ano letivo, em 2 de março, algumas escolas da rede pública já estão quase prontas para receberem a garotada.
Pintura, reforma e limpeza. Desde a semana passada, diretores, funcionários, pais, estudantes e voluntários da comunidade do Núcleo Habitacional Santa Marta, na região oeste de Santa Maria, colocaram a ‘mão na massa’, ou melhor, em vassouras, pincéis e rolos. Tudo para deixar a Escola Estadual Educação Básica Augusto Ruschi pronta para recepcionar os cerca de dois mil alunos.
Com exceção da pintura interna, nos 400m² do pátio da instituição, realizada por uma empresa contratada, todo o restante do trabalho foi feito por voluntários. As mães se dedicaram a limpeza das salas de aula e calçadas. Ana Neri Oliveira, 35 anos, é esposa do Policial Militar residente e resolveu contribuir. Dois dos seus três filhos estão em idade escolar. “Meus filhos estudam aqui, vim ajudar”, justifica.
Para a funcionária Maria Jane, mais do que uma obrigação, o trabalho é uma colaboração. O filho, de 19 anos, que hoje cursa o 3º ano do Ensino Médio, frequenta o colégio desde a pré-escola. “Acompanho ele durante todo o tempo que esteve no colégio”, diz.
O mesmo faz Claúdio de Souza, 64 anos, que já teve um filho e um neto que estudaram na escola e agora tem a neta Luiza, de 6, na instituição. Há nove anos ele participa das atividades promovidas para manter a estrutura.
Voluntariado – Mas mesmo quem não tem parentes no colégio veio dar sua contribuição. Carlos Vicente Dornelles, 60 anos, é funcionário público aposentado e participou do mutirão. “Faço parte da associação comunitária do bairro e acho que temos o dever de ajudar”, considera.
Até a diretoria entrou no serviço. O diretor, Danclar Rossato, mostra orgulhoso a guarita e parte da calçada que ajudou a pintar. Os tons escolhidos – verde e branco – fazem parte da idéia de padronização da pintura com as cores da escola. Elas cobriram ainda bancos, mesas, portões e lixeiras. A poda das árvores foi outra tarefa que coube ao professor.
Conforme o diretor, a iniciativa, além de trazer economia – a instituição não precisa dispor de recursos para pagamento dos serviços – ainda aproxima pais e comunidade da escola.
Parceria ajudou a garantir reforma
Parte da tinta utilizada foi conseguida através de parcerias. Uma empresa da cidade doou quatro latas. A outra parte da tinta e os materiais utilizados, como cal, foram comprados com verba do colégio.
A quadra de esportes também foi reformada com a colaboração da comunidade empresarial. O concreto foi substituído por asfalto e a marcação reforçada.
No entorno da quadra, a pista de caminhada recebeu limpeza especial feita pelos pais. Os estudantes se juntaram para a pintura externa do prédio. “Envolvendo os alunos, dessa forma, eles valorizam mais o patrimônio e cuidam depois”, diz o presidente do Círculo de Pais e Mestres (CPM), Lorandi Maciel, que ajudou nas horas de folga.
Retoques – Apesar de estar quase tudo pronto, nessa semana, devem ser feitos os retoques finais. A pracinha foi reformada e os brinquedos revitalizados, mas falta o corte de grama no local.
No total a reforma vai sair cerca de R$ 3 mil, valor parecido com o que o diretor acredita ter economizado com mão-de obra e material.
Volta as aulas… problemas de infraestrutura urbana colocando constantemente os estudantes em risco. Hoje, enviei três e-mails para a prefeitura de Santa Maria, incluíndo um para o gabinete e outros dois para secretárias responsáveis por obras e infraestrutura. No sábado foi feita uma obra na Rua Marechal Deodoro quase na frente do colégio Xavier da Rocha, nesta obra, retiraram o asfalto e taparam com terra, desde então riscos de acidente de carro acontecem constantemente ao tentarem desviar do “buraco”, a preocupação do possível acidente entre motoristas é enorme… mas, ainda maior quando se imagina uma criança atravessando a rua.
Solicito urgentemente reparos!
Se no primeiro dia de aula o quadro de professores da escola estiver completo e nenhuma turma ficar sem professor já será um milagre. E se os professores derem conteúdo já no primeiro dia, então será um coisa fantástica ! Porque “normalmente” ocorre é dispensa do aluno para recreio no pátio com a incompreensível e ilógica desculpa : “Hoje, como é o primeiro dia, não teremos aula”.
Pergunto-lhes, intrigado : “Por que não começam as aulas direto no segundo dia então ?”
James Pizarro
http://www.professorpizarro.blogspot.com
Iniciam-se as aulas, os problemas secundários como a manutenção da escola são resolvidos muitas vezes pela comunidade ou pelo CPM. O principal problema que é a qualidade do ensini público está longe de ter um início. Não sou professor, mas o que ouço e vejo é que a educação está de mal a pior. Quando escuto que crianças chegam na quarta série sem saber ler eu fico sem saber o que pensar. Sinto uma angústia muito grande quanto a isso. A sociedade não pode admitir isso, os pais principalmente não podem aceitar isso. Quando esta criança foro entrar no mercado de trabalho ela não estará preparada para isto. O que o governo está fazendo com a qualidade do ensino neste país é um verdadeiro estelionato.
A preocupação da volta as aulas é sempre a mesma, a infraestrutura das escolas que não tiveram um cuidado por parte dos administradores responsáveis. Sejam eles estaduais ou municipais. Todo início de ano letivo é a mesma situação enfrentada por parte dos pais e principalmente dos alunos. O pior é que os mesmos administradores voltam-se sempre para o foco da remuneração recebida pelos professores, ou seja, sempre a preocupação é com qual a próxima vantagem que irão retirar desta classe de profissionais. ë bem isso a única coisa que é estudada e planejada pelos governantes é bem essa. Nada de tratar do assunto de melhoria nas escolas, seja no tocante a estrutura física ou de melhoria dos quadros, seja na merenda escolar ou na ampliação dos espaços destinados nos estabelecimentos de ensino.
Todo ano se repete, e a nós resta-nos arregassar as mangas e fazer o que tem de ser feito ou ficar de braços cruzados com nossas crianças em casa.