A prioridade no Inter/SM é reforçar o time antes de dispensar jogadores. A terça-feira que prometia lista de saída e anúncio de reforços não deu em nada. Pela manhã, os jogadores Vainer, Alê Menezes e Márcio Souza reuniram-se com o presidente do clube Carlos Rempel e a conversa tratou de mobilização e reação. Os trabalhos foram retomados ontem no Presidente Vargas.
Mas isso não impediu declarações até certo ponto polêmicas do ala Vainer. O jogador afirmou para a Rádio Santamariense que gostaria de ser avaliado por todos os jogos que atuou e não por um apenas – uma referência a sua saída do time no jogo contra o Santa Cruz. Já o atacante Alê Menezes enfatizou que foram os jogadores que colocaram a equipe na atual situação, e são eles que irão tirar o time das últimas posições da tabela de classificação do Campeonato Gaúcho.
O presidente Carlos ressaltou as dificuldades em contratar jogadores neste momento. A direção busca mais um volante, além de Felipe que chegou na sexta-feira. Além dele, as prioridades são um meia e um atacante que possa se complementar com Alê Menezes, abastecendo o artilheiro do Inter/SM no Gauchão. Até o fechamento desta edição ontem, as negociações para trazer qualquer reforço para o Inter/SM não haviam evoluido, conforme uma fonte próxima à direção colorada.
Posicionamento – O jogador Márcio Souza falou para a Rádio Santamariense que gostaria apenas de atuar na sua posição, a meia-direita e não improvisado em outra. “Me cobrem pela minha produção como volante”. O atacante Vainer pregou critérios para ser substituído. Ele ressaltou que gostaria de ser avaliado pelo campeonato, e não apenas por um jogo, num recado para o técnico Jorge Anadon. Vainer também salientou que está “envergonhado”, se sentido mal pela atual situação do time no Gauchão. “Precisamos ter o foco na Taça Fábio Koff e entrarmos mais determinados”, sugeriu.
Já o artilheiro Alê Menezes admitiu prejuízos com a arbitragem. Ele enumerou erros contra a equipe em pelo menos quatro partidas. “Assim é difícil trabalhar”, desabafou o atacante. Sobre as dispensas, salientou para a Rádio Santamariense que numa má fase “ elas sempre existem”.