Padre Francisco Bianchini
Todos os anos, no tempo da quaresma, a Igreja propõe a Campanha da Fraternidade com um tema específico para reflexões, gestos e atitudes concretas.Neste ano, essa campanha traz-nos um tema de suma urgência: “Segurança pública e fraternidade”, com o lema: “A paz fruto da Justiça”.
Esse tema é de fundamental importância, pois, como sabemos, existe uma enorme necessidade de segurança, uma vez que, a cada dia, aumenta mais os casos de violência especialmente em nosso país. Por isso a Igreja católica quer engajar-se no processo de conscientização de que necessitamos tomar providências para que a sociedade consiga viver com mais tranquilidade. Segurança pública não é responsabilidade somente dos governos ou das entidades públicas, pelo contrário, é de todos nós, portanto, passa por cada cidadão.
Com essa campanha, neste ano, a Igreja deseja intensificar um movimento em favor da justiça social e da paz para que diminua o sofrimento humano. Parte da violência, com certeza, acontece porque há muitas injustiças que geram problemas, desajustes e insatisfações. É necessário que haja uma distribuição justa da renda, salários dignos, varredura da corrupção e assim por diante, para que venha a existir a paz e a fraternidade.
A segurança pública é o grande grito da sociedade atual. Gostaríamos de poder sair de casa tranquilos, chegar a casa sem receio, não precisar aumentar os aparatos de segurança que tornam nossas casas verdadeiras prisões.
A Igreja quer unir-se a todos aqueles que realmente desejam segurança, mas uma segurança humana, verdadeira, que vem da paz e da fraternidade e não do medo. Ela acredita que as causas básicas da violência nascem na família e no íntimo de cada cidadão. Nasce no coração do cidadão descontente, desequilibrado, descompensado, com famílias desestruturadas; por isso a importância de investir na família, nos valores que devem norteá-la.
Precisamos repensar a sociedade que estamos construindo, sem limites, relativista, consumistas, sem valores, onde Deus, , para muitos, torna-se descartável ou supérfluo, quando não um utilitário apenas para os interesses pessoais e imediatos.
A Igreja quer, com essa Campanha da Fraternidade, propor que cada um de nós pense no seu modo de vida, na sua cultura, nos valores que prioriza; quer promover um mutirão de conscientização para que realmente cada indivíduo na sua família assuma o seu papel de educador, saiba por limites e imprimir os valores humanos; que os pais assumam seu papel de pai e mãe e não deleguem a outros esta tarefa; que os pais se convençam de que não é dando apenas bens matérias que vão equilibrar os filhos, que a sua presença e o seu carinho são muito mais importantes, até mesmo, indispensáveis.
É preciso também que cada instituição faça sua parte. Que tenha coragem de enfrentar a hipocrisia de pensar que a violência existe pela falta de policiamento, ou que o policiamento vai resolver a questão da segurança pública. Teremos segurança na medida em que cada um de nós colocarmos um policial dentro de nós, em nossa mente e em nosso coração para cuidar de nossos instintos e desejos desenfreados, gerados por esta sociedade relativista, onde cada um quer fazer o que bem entende e acha que ninguém tem o direito de dizer nada.
Precisamos ter a coragem de admitir que nós contribuímos com grande parte da insegurança que existe sempre que não cultivamos os valores permanentes, sempre que nos deixamos dominar pela cultura do momento, do prazer a qualquer custo, do mais fácil; quando abandonamos a disciplina pessoal e vivemos sem programa de vida, fazemos apenas o que surge no momento presente.
Falta-nos a coragem, especialmente aos pais, ao educarem os filhos, de afirmarem em alto e bom tom que Deus é importante e decisivo na vida das pessoas e que uma das causas da violência é a falta de Deus, do Deus verdadeiro, do Deus amor, do Deus amigo.
Meus caros leitores, como vocês podem ver, a verdadeira segurança vem de Deus, a paz que produz segurança vem de Deus. Lembremos que as fazendas terapêuticas que trabalham para curar as dependências valem-se da disciplina, do trabalho e da oração. O que falta para a nossa sociedade? Disciplina, a começar pelas famílias; trabalho para todos e a todos os níveis e oração, o que normalmente não faz parte do currículo do dia-a-dia. Como vamos querer segurança?!
Quando todas as pessoas tiverem emprego e educação, todo o mais virá por acréscimo : casa, comida, disciplina e segurança. Mas, infelizmente, vivemos num país socialmente injusto, onde fizeram uma divisão estúpida : uns ficaram com os alimentos e outros com a fome. Uns ficaram com os cobertores e outros com o frio. Uns ficaram com as escolas particulares e os cursinhos com professores diferenciados e mais bem pagos e outros ficaram com as escolas públicas caindo aos pedaços e seus professores mal remunerados. Uns ficaram com belos e eficientes planos de saúde particulares e outros com a miserabilidade do SUS. Enquanto esta grotesca divisão não acabar, jamais haverá segurança.
Não adianta nada, a longo prazo, conjunto de medidas paliativas de assistencialismo tipo auxílio-familia, vale-gás, 15 reais por filho. O que adianta é escola, profissão, emprego. Medidas demagógicas e eleitoreiras de nada adiantam.
James Pizarro
http://www.professorpizarro.blogspot.com
Na minha opinião, a Igreja, que como todas as instituições e organizações humanas revela duas faces paradoxais (como ela própria personifica em suas alegorias e mitificações), vem perdendo um valioso terreno no campo espiritual, quando, além da representação de um dito poder moral, vem se infiltrando nas militâncias e ativismos sociais dos mais variados teores; alguns interessantes e de cerne nobre, porém, outros, de princípios e orientações éticas totalmente oscuras. Bem, reconheço, esta é uma crítica severa e aparentemente radical em relação à Pedra de Pedro, contudo, há décadas venho testemunhando esta Instituição perdida entre as paredes do labirinto horizontal terrestre; sim, horizontal, desesperadamente empenhada em recuperar seu rebanho que se esvai, se espraia, no rumo de outras linhas religiosas. Ao meu ver, a Igreja caiu e petrificou na horizontalidade e na superficialidade de temas comunitários. Infelizmente, vislumbro muita “Campanha” e pouca “Fraternidade”. Geralmente, quando recorremos à Igreja, procuramos o espírito e os indicadores de um estado de consciência superior e, na grande maioria dos casos, somos levados à audição de homilías e discursos sociais monótonos e massantes. As perguntas que ficam são: Qual a verdadeira intenção política e social da CNBB e quais os resultados efetivos destas “campanhas relâmpago” anuais promovidas em âmbito nacional?
Marcelo Soriano
[ Críticas NeoLógicas - http://neologicas.blogspot.com ]
OS PAIS TEM Q SER PRESENTES DISIPLINADORES AMOROSOS EXEMPLOS DE CONDUTA E PRINCIPALMENTE APRESENTAR UMA RELIGIAO PARA ELES MAS TEM Q SER UMA RELIGIAO Q PRIME POR PROCURAR MELHORAR O HOMEM.ISSO NA TEORIA MAS NA PRATICA HOJE OS PAIS TRABALHAM TODO DIA E AS VEZES ESTUDAM PARA SE QUALIFICAR E O TEMPO QUE RESTA TEM DE ARRUMAR A CASA ,FICA QUASE IMPOSSIVEL. ISSO EM UMA FAMILIA ESTRUTURADA.
NA VERDADE VIVEMOS EM UMA SOCIEDADE QUE INCENTIVA O CONSUMO AS APARÊNCIAS E NOSSOS FILHOS SÃO FRUTOS DISSO NEM TO FALANDO DE CRIANÇAS POBRES PORQUE HOJE AS DROGAS A VIOLÊNCIA NAO TEM MAIS CLASSE SOCIAL.. TA NA HORA DE DEIXAR OS APARELHOS MODERNOS NA PRATELEIRA DAS LOJAS AS ROUPAS DE GRIFE TAMBEM E VIVER COM MAIS SIMPLISIDADE PARA NAO DEVER TAMTO E PODER CURTIR MAISOS FILHOS. BJSSSSSSSSSSSSSS.