
PolÃcia seguiu os passos do religioso até uma sala trancada na Cidade dos Meninos, onde ele foi pego fazendo carÃcias na menor. Foto Arquivo / A Razão
A Justiça de Santa Maria mandou prender um padre condenado a sete anos de reclusão por atentado violento ao pudor e corrupção de menores. O religioso Miguel Ângelo Danette, 58 anos, teve negado, semana passada, último recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e agora figura na condição de procurado pela PolÃcia. Danette, que aguardava o resultado do recurso em liberdade, vive, atualmente, com familiares no Norte do Estado. A informação foi publicada com exclusividade no site www.espacovital.com.br, especializado em matérias jurÃdicas.
O caso envolvendo o religioso foi destaque da crônica policial local no ano de 2006, quando no dia 23 de maio, Danette, que era diretor da Escola de Ensino Fundamental Pão dos Pobres Santo Antônio, foi preso, em flagrante, em ato libidinoso com uma menina de 14 anos. A prisão ocorreu nas dependências da Cidade dos Meninos, de propriedade da Congregação Servos da Cidade, em Camobi. O padre e a vÃtima estavam trancados em uma sala vazia da instituição quando foram surpreendidos pelos policiais.
A equipe comandada pela delegada Débora Dias, da Delegacia de Proteção para a Mulher (DPM) vinha monitorando os passos do religioso. A investigação, batizada de Operação Anjo, foi motivada por denúncia e nos autos do inquérito constam inclusive escutas telefônicas. Para conquistar a menina, ele dera a ela diversos presentes, como roupas, materiais escolares e um telefone celular.
Segundo a denúncia, “por inúmeras ocasiões repetiram-se os beijos no colégio, até que o denunciado passou a levá-la a um quarto, na Cidade dos Meninos, ocasião em que tirava a blusa da vÃtima, passando a tocá-la e beijá-la na boca e nos seios, fazendo com que a menina o masturbasse até a ejaculação”.
Em JuÃzo, a adolescente afirmou “sentir nojo do padre, mas que suportava suas iniciativas por se sentir ameaçada”. Contou também que o religioso se designava como “anjo Maguon”. Em todas as ligações que foram objeto de grampo autorizado judicialmente, Miguel chamava a vÃtima de “filha” e se mostrava muito preocupado com o conforto material dela (comida, remédios, créditos para o celular, atividades de lazer etc.). Também, pelo menos em uma ocasião, comprou um presente para a mãe da adolescente.
Também em JuÃzo, o “padre Miguel” disse que esperaria dois anos para revelar à famÃlia da adolescente que “estava apaixonado por ela” e que “as intenções eram as melhores”. Todavia, as escutas revelaram que a vÃtima não mostrava qualquer intimidade tÃpica de namorados, pois sempre chamava o réu de “senhor” e, quando era solicitada para “os encontros”, sempre deixava para que o réu decidisse: “o senhor é quem sabe”.