Terça-feira, Março 24, 2009 1:56

Um amigo de quatro patas para as vovós

Postado por Jornal A Razão em Terça-feira, Março 24, 2009, 1:56
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Moradoras do Lar das Vovozinhas se divertiram com Bella da Pedra, cadela da raça Pastor Alemão. Foto Eduardo Melo / A Razão

Moradoras do Lar das Vovozinhas se divertiram com Bella da Pedra, cadela da raça Pastor Alemão. Foto Eduardo Melo / A Razão

Sair da rotina, caminhar pelo pátio e se divertir com o melhor amigo do homem. Esses são os objetivos do trabalho voluntário e pioneiro, que o professor de Física da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Dantanhan Baldez Figueiredo, 59 anos, está desenvolvendo no Lar das Vovozinhas em parceria com o fisioterapeuta da instituição Paulo de Medeiros, 25, há cerca de três semanas.

As vovós são apresentadas cada semana a um cachorro diferente da raça Pastor Alemão criados pelo professor no Canil da Pedra e conduzem o amigo de quatro patas para passeios pelo pátio do Lar regados a muitos afagos ao animal. Os cães levados à instituição são treinados pelo professor, que há 25 anos é criador da raça.

“Sempre tive cachorros, mas há 25 anos que me dedico ao trabalho com cães. Como agora vou me aposentar, achei que poderia fazer algum tipo de trabalho voluntário com eles e mostrar que eles ajudam no tratamento de pessoas. Eles, se bem treinados e socializados, podem fazer com que as vovós saiam do mundo restrito que vivem e tenham novas perspectivas, novas atividades, que as tornam mais sociáveis e sorridentes”, conta Dartanhan cuja família já tem um histórico no trabalho voluntário.

Ontem aconteceu a terceira visita dos cães ao Lar e o fisioterapeuta Paulo aponta que desde a primeira ida deles à instituição, as vovós se mostraram mais alegres. “Logo na primeira visita, elas já abriram um sorriso e começaram a lembrar das histórias delas, que tiveram cachorros em casa. A vinda deles fez com que elas se aproximassem umas das outras, se movimentassem mais e melhorassem a auto-estima ao ver que elas podiam passear com o cão – que preencheu uma lacuna na vida delas, marcada pelo abandono, e fez com criassem vínculos”, comenta o fisioterapeuta.

Segundo Paulo, as visitas ainda estão sendo estruturadas e um projeto está sendo montado, mas que é bem vinda qualquer iniciativa de criadores de cachorros que queiram participar como voluntários, basta entrar em contato com o Lar das Vovozinhas pelo número 2103-2626.Terapias com animais, conhecidas como TAA (Terapia Assistida por Animais) são utilizadas em países de primeiro mundo desde a década de 70 e tem o reconhecimento nacional da Organização Brasileira de Interação Homem-Animal Cão Coração (OBIHACC).

Vovós satisfeitas – Depois de conduzir a Pastor Alemão Bella da Pedra, Sandra Medeiros Fagundes Gomes, 39 anos, exibia um grande sorriso e já estava pensando na próxima visita da amiga canina, que acontece toda segunda-feira pela manhã. “Gostei muito de brincar com a cadela, dá para jogar bola com ela. Nunca tive animal em casa”, conta a interna do Lar há quatro anos. Marina Uilano, 45 anos, também se divertiu com Bella. “Eu sempre tive gato e cachorro em casa, por isso gostei bastante. Ela é bem mansinha”, diz.

Quem também aprovou o trabalho voluntário do professor foi a diretora do Lar, Mariangela Gelaim. “É importante esse tipo de voluntariado, pois esses animais transmitem afeto e docilidade para elas, o que é uma boa terapia já que muitas foram abandonadas. Esse tipo de terapia já foi comprovada como muito benéfica por diversos estudos”, afirma a diretora do Lar, que tem 200 vovós.


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3 Comentários para “Um amigo de quatro patas para as vovós”

  1. Lille
    2009.03.24 09:16

    :P Muito linda atitude do professor!!! Parabéns!!! Isso deve significar muito para as vovózinhas!!!

  2. 2009.03.24 15:44

    Sem ser demagogo e utópico e já sendo um pouco :D assumo a minha total ignorância nas práticas e métodos das terapias assistidas por animais, quero dizer que particularmente acho muito própria a ação voluntária que traz benefícios e progressos para as vovós, para os próprios animais (creio) e para os profissionais que estão aplicando o projeto. Seria ideal, acredito, se pudéssemos reunir ainda uma outra forma de trabalho que requer muita atenção também, digo, se se pudesse desenvolver trabalhos voluntários (voluntariado profissional) que envolvessem vovós, crianças e PNEs, utilizando animais de rua abandonados… Seria, num mundo imaginário, um casamento perfeito… Mas repito, desconheço totalmente as técnicas e práticas deste método, não sei se há viabilidade de desenvolver este tipo de trabalho casado, mas, se fosse possível (sem querer ser radical demais), eu sugeriria a utilização de animais de rua (acolhidos, tratados e preparados ou socializados) neste tipo de projeto, talvez com a participação de uma ONG destas que militam em prol dos animais de rua.

    Sucesso com este trabalho!

    Marcelo Soriano
    http://www.soriano.blog.br/neologicas

  3. MUITO BOA A TUA INCIATIVA MEU IRMÃO,PARABÉNZ

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