Terça-feira, Abril 7, 2009 23:09

Faltam servidores no Bilac

Postado por Jornal A Razão em Terça-feira, Abril 7, 2009, 23:09
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Professores ajudam a varrer as salas durante e depois das aulas. Foto Eduardo Barreto/A Razão

Professores ajudam a varrer as salas durante e depois das aulas. Foto Eduardo Barreto/A Razão

Lizie Antonello

Eronildes Rolim Mossate, 54, teve, literalmente, uma tarefa a mais na manhã de ontem ao levar as netas, Ana Luiza, 6, e Brenda Gabriela, 7, à escola. Ela pegou uma vassoura e ajudou a limpar a sala de aula.

A dona de casa, que cuida das meninas desde que eram bebês, teve uma visão desagradável ao chegar diante da porta da 1ª série, do Instituto Estadual de Educação Olavo Bilac, em Santa Maria. “Não tinha condições de ministrar aula naquele lugar. Havia todo tipo de materiais pelo chão, papel, tinta, farelos de borracha. As classes também estavam sujas”, descreve Eronildes. Ela e outras mães de alunos entraram em ação e fizeram a limpeza.

Conforme a avó das estudantes, outro grupo foi até a direção para saber o que estava acontecendo no colégio, já que o problema se repete desde o ano passado, mas se agravou nas últimas semanas. “Seria primordial passar noções de higiene para as crianças nessa idade, ao contrário do que está acontecendo”, argumenta Eronildes.

Ela diz que a parte pedagógica não foi afetada e elogia o esforço dos docentes. “A professora sempre chega mais cedo para fazer, ela mesma, a limpeza. Mas hoje foi a gota d’água. O governo deveria se sensibilizar com os pais. O Estado deve prover a escola”, reclama a dona de casa.

O Instituto, que completa 108 anos em setembro – é a escola mais antiga da cidade – vive tempos difíceis. Os problemas foram confirmados pela direção e atingem toda comunidade escolar. “Faltam mesmo funcionários da área de limpeza”, diz a diretora, Méri Musa Nogueira.

Divergência – Mas, escola e 8ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) divergem quanto aos números. Segundo Méri, a instituição funciona com apenas cinco dos 13 serventes que teria direito pelo tamanho e número de alunos. São 105 peças, mais banheiros, pátio e ginásio e 2019 estudantes. Destes, 700 nas séries iniciais.
Já a professora Luiza Helena Ponsi, do setor pedagógico da CRE, diz que a escola tem mais
serventes do que o indicado. O problema seria o fato de muitos estarem em licença de saúde ou delimitação de função (quando o funcionário, por motivo de saúde, não pode realizar a atividade para qual foi designado e é colocado em outro serviço). Ainda, para a CRE, o Olavo Bilac possui 1860 estudantes.

Para amenizar a situação, a direção conta a ajuda de pais, professores e alunos do Curso Normal (antigo Magistério) e da Escola de Jovens e Adultos (EJA). “Eles trabalham de forma solidária, mesmo assim, se torna insuficiente. Estamos priorizando limpeza de salas de aula e banheiros onde há mais necessidade”, relata a diretora. “A situação ainda não inviabiliza o trabalho pedagógico, mas está complicada”, completa.

O Instituto recebe uma verba mensal do governo do estado de R$ 7 mil. Contudo, o dinheiro não pode ser usado para contratação de pessoal, apenas em manutenção, compra de material de expediente, reposição de mobiliário e pequenos reparos.

Santa Maria não vai ganhar servidores
Da Secretaria Estadual da Educação (SEC), a boa notícia é que estão abertas as inscrições para contratação de servidores ainda neste ano para escolas da rede pública.

A má notícia é que não há vagas para Santa Maria. Na região da 8ª CRE, há vaga para servente em Itaara (1) e São Pedro do Sul (1), em São Martinho da Serra, o cargo é para merendeira (1), São Sepé, para monitor (1) e Mata, administração escolar (1). Informações na Central de Matrículas pelo telefone 3217 7058.

Em 2008, verba chegou para obra
No ano passado o Olavo Bilac recebeu cerca de R$ 260 mil, referente a Consulta Popular de 2005, para conserto do telhado do ginásio (Salão de Festas Edna Mey Cardoso) interditado há 3 anos. A armação foi refeita, colocada estrutura metálica sem alterar a fachada.

Porém, o longo período de exposição às condições do tempo deterioraram o assoalho do local, que precisa de reforma. A pintura interna e reposição de vidros quebrados foi feita com verba própria da escola.


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3 Comentários para “Faltam servidores no Bilac”

  1. Gil
    2009.04.08 10:42

    É assim q tratam a Educação neste país e estado. Aliás, alguém tem ouvido falar na Conferencia nacional de Educação?

  2. 2009.04.09 07:03

    Tudo em nome do “deficit zero”.
    http://jobhim.blogspot.com/

  3. eliane
    2009.04.20 21:32

    a delegada de esnino tem que ver o que esta acontecendo,com as funcionarias que retornam de laudo para trabalhar nas escolas,simplesmente as diretoras estao colocando aas mesmas a disposiçao,alegando que nao há falta de funcionarios,A oitava tem que visitar mais as escolase ouvir mais os quadros.Como dizem que nao há func eficiente,nao existe direçao eficiente tbem.Vamos lá tudo pelo nossos alunos,e escolas mais humanas

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