
Atendimentos podem ser transferidos para o Cedas. Proposta foi encaminhada ao Conselho Municipal de Saúde. Foto Paulo Pires/A Razão
Lizie Antonello
Infiltrações nas paredes, mofo, forro caindo, desgaste no piso e falta de ventilação são alguns dos problemas encontrados no prédio onde funciona a Policlínica do Rosário, em Santa Maria.
De acordo com funcionárias da unidade, “quando chove inunda tudo”. Elas já tiveram que limpar o local, antes de começar o atendimento. “O que atrapalha o trabalho é a estrutura física”, afirma Querlen Bortoluzzi, agente em assistência. Ela atua no setor de enfermagem há cerca de onze anos e diz que, por falta de conservação, a situação vem piorando com o passar do tempo e se agravou desde o ano passado. Ontem, mesmo com a baixa precipitação, era possível ver goteiras pelo posto.
Hoje, a peça mais afetada é a sala de espera, mas consultórios dentários e a própria recepção estão danificados. A farmácia que funciona na unidade teve que trocar de lugar duas vezes. “Já perdemos muitos remédios por causa das infiltrações. Agora, a sala está ótima, só não tem janela”, comenta Maria de Lourdes Girardi Kosoroski, responsável pela distribuição de medicamentos.
A média é de cem atendimentos de enfermagem (ambulatorial, curativos e verificação de pressão) por dia, apenas no turno da manhã. Além disso, o posto também oferece fonoaudiologia, odontologia, otorrinolaringologia, ginecologia e pediatria.
Transferência – A deterioração da estrutura compromete o atendimento e levou o Secretário de Saúde, José Haidar Farret, a encaminhar pedido de transferência dos serviços ao Conselho Muncipal de Saúde na última semana. Em entrevista ao A Razão, o titular da pasta, confirmou a possibilidade de utilizar um outro espaço ou redirecionar o atendimento ao Centro de Diagnóstico e Atenção Secundária (Cedas).
Em reunião ontem à tarde, a Comissão Técnica do Conselho resolveu solicitar mais informações sobre a unidade do Rosário. Segundo Paulo Nascimento Abade, presidente interino do órgão, os dados devem ser analisados no próximo encontro, que acontece na terça-feira, dia 28, às 15h. Os seis representantes poderão emitir um parecer sobre o pedido do secretário que, depois, é discutido em plenária do Conselho. A decisão é encaminhada a Secretaria de Saúde.
Igreja propôs aluguel do local
O prédio pertence a Mitra Diocesana e, por isso, segundo Farret, a administração não poderia investir recursos públicos no local.
De acordo com o Pároco do Rosário, Padre Rubem Dotto, o espaço é utilizado em sistema de comodato pelo município numa parceria com o Banco da Esperança. Apesar de ainda não ter tido acesso ao contrato, ele garante que o documento aponta a Prefeitura como responsável pela manutenção do prédio, durante o período de vigência do acordo. “São mais de dez anos de uso, sem que a Prefeitura pague nada, e nenhuma reforma”, diz o Pároco.
Conforme o Padre, o Conselho Paroquial propôs o aluguel do espaço à administração. O dinheiro recebido seria utilizado na reforma do prédio. “Se não for desse modo, não temos como fazer os reparos. Estamos na expectativa”, declara o religioso.
Infelizmente o pedido de socorro vem quando a vítima já está com a água pelo pescoço. http://jobhim.blogspot.com/
A saúde pública, como as demais que são responsabilidade do poder público, carecem, e muito, do cumprimento das metas e promessas de campanha de nossos dirigentes politicos. Sem seriedade e ombridade fica dificil a situação dos serviços chamados essenciais. Pessoas eleitas tem a missão de administrar para a sociedade e não parte dela.