Hélio Adelar Rubert, Bispo Diocesano de Santa Maria
Com o tema na confiança divina e na resposta humana, o Papa Bento XVI envia para o mundo uma importante mensagem para o dia 3 de maio, 4º Domingo da Páscoa e Dia Mundial de Oração pelas Vocações ao sacerdócio e à vida consagrada.
Quando se fala em vocação, logo ressoa na Igreja a exortação de Jesus aos seus discípulos: “Rogai ao Senhor da messe que envie trabalhadores para a sua messe” (Mt 9,38). A ordem de Jesus coloca em evidência que a oração pelas vocações deve ser constante e contínua nas comunidades.
O Papa afirma que “a vocação ao sacerdócio e à vida consagrada constitui um dom divino especial, que se insere no vasto projeto de amor e salvação que Deus tem para cada pessoa e para a humanidade inteira”. Ressalta que dentro da vocação geral à santidade, se destaca a peculiar iniciativa de Deus em escolher alguns para seguirem de perto a Jesus como seus ministros e testemunhas privilegiadas. Lembra também que Jesus chamou pessoalmente os Apóstolos “para andarem com Ele e para os enviar a pregar, com o poder de expulsar demônios” (Mc 3,14-15); eles, por sua vez, agregaram a si mesmos outros discípulos, fieis colaboradores no ministério missionário. Dessa forma, no decorrer da história, fileiras inúmeras de sacerdotes e pessoas consagradas colocaram-se ao serviço do Evangelho na Igreja.
O Papa lembra que em nossos dias, Jesus continua a chamar. Ele “escolhe livremente e convida a segui-Lo pessoas de qualquer cultura e idade, segundo os insondáveis desígnios do seu amor misericordioso”. Afirma, também, que é o próprio Jesus que age naqueles que Ele escolhe e os sustenta com sua graça.
Por parte dos chamados se faz necessária uma atitude de escuta atenta e prudente discernimento, generosa e pronta adesão ao projeto divino, sério aprofundamento do que é próprio da vocação sacerdotal e religiosa. O Catecismo da Igreja Católica recorda que a iniciativa de Deus requer por parte do ser humano uma resposta livre, positiva e que acolhe a iniciativa amorosa do Senhor como uma exigência moral vinculativa, uma homenagem a Deus e cooperação total ao plano que Deus continua na história (cf. n 2062).
Com relação aos chamados à vida consagrada, Bento XVI recorda um texto do Concílio Vaticano II: “Os conselhos evangélicos de castidade consagrada a Deus, de pobreza e de obediência, visto que fundados sobre a palavra e o exemplo de Cristo e recomendados pelos Apóstolos, pelos Papas, Doutores e Pastores da Igreja, são um dom divino, que a mesma Igreja recebeu do seu Senhor e com a sua graça sempre conserva” (LG n 43).
Atraídos por Jesus muitos homens e mulheres, desde os primeiros séculos do cristianismo, abandonaram a família, os haveres, as riquezas materiais e tudo aquilo que humanamente é desejável, para seguir generosamente a Cristo e viver sem reservas o seu Evangelho, que se tornou para eles escola de radical santidade. O Papa assegura que hoje são muitos os que percorrem este itinerário exigente de perfeição evangélica, e realizam a sua vocação na profissão dos conselhos evangélicos.
O Papa faz duas importantes perguntas: Quem pode se considerar digno de ingressar no ministério sacerdotal? Quem pode abraçar a vida consagrada contando apenas com os seus recursos humanos? O próprio Papa responde que “a resposta livre do homem a Deus torna-se ‘corresponsabilidade’, responsabilidade em e com Cristo, em virtude da ação do seu Espírito Santo; faz-se comunhão com Aquele que nos torna capazes de dar muito fruto” (cf. Jo 15,5).
Conclui sua mensagem propondo Maria como modelo de resposta ao chamado de Deus para o sacerdócio ministerial e vida consagrada. Diz o Papa: “Não desanimeis perante as dificuldades e as dúvidas; confiai em Deus e segui fielmente a Jesus e sereis as testemunhas da alegria que brota da união íntima com Ele”.
Agradecemos ao Santo Padre pela mensagem. Prometemos nossa oração, ajuda e incentivo para todas as vocações.
`bom que se tenha cuidado com as palavras desse Bispo, pois suas ligações como anglicanismo são perigosas para a fé católica!