
Defrec centraliza as investigações do caso. Depoimentos prosseguem na próxima semana em cartório policial. Foto Arquivo/A Razão
Aos poucos a PolÃcia vai montando o quebra-cabeças do roubo ao cofre da Prefeitura de São Martinho da Serra, fato ocorrido na madrugada da última quarta-feira quando quatro bandidos levaram do prédio do Executivo documentos sobre procedimentos que supostamente estariam sob sindicância e aproximadamente um quilo de prata branca que, segundo se apurou, seria utilizada para lapidação numa cooperativa da cidade. Por enquanto é muito cedo para se especular mas a PolÃcia também trabalha na linha de que a invasão da Prefeitura possa ter outra conotação, além do simples objetivo do ganho financeiro ilÃcito.
Na manhã de sexta-feira, o vigia que estava de serviço na noite do crime que foi rendido pelos bandidos confirmou na Delegacia de Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec) o que havia dito anteriormente no registro da ocorrência. Segundo ele, dois indivÃduos chegaram no estacionamento da Prefeitura no inÃcio da madrugada. O vigia foi rendido e obrigado a acompanhar os ladrões até o interior do prédio. Portas foram arrombadas até que os invasores localizaram o cofre.
Um terceiro indivÃduo surgiu no interior da Prefeitura e ficou cuidando do vigia enquanto os outros dois bandidos arrombavam o cofre para retirar do interior documento, a prata e R$ 30,00 em dinheiro. Um aparelho notebook também foi roubado. Toda a ação no interior do prédio tinha o apoio de um quarto indivÃduo, que estava no lado de fora da Prefeitura. A comunicação era feita através de radiocomunicadores.
Antes de sair, os ladrões, todos de cara limpa, teriam oferecido dinheiro ao vigia para que não chamasse a PolÃcia. O bando fugiu num veÃculo da Prefeitura que estava no estacionamento, posteriormente abandonado na rota de fuga em direção a Santa Maria. Uma guarnição da Brigada Militar (BM) foi acionada, realizou buscas mas não localizou os autores do roubo. Para a PolÃcia, o modo como os bandidos agiram, utilizando rádiocomunicadores, mostra que a ação foi previamente planejada e tinha um objetivo muito claro que pode não ter sido apenas o ganho financeiro ilÃcito.
O delegado titular da Defrec, Vladimir Urach, deve chamar para depor no inÃcio da próxima semana a secretária de Administração e Finanças de São Martinho da Serra, Claudia Maria Lara do Amaral. Urach quer saber que documentos estavam no cofre, se haviam ações relativas a esses documentos sob sindicância e a quem poderia interessar o sumiço dos papéis.
Ate o final da tarde de sexta-feira os investigadores ainda não haviam recebido as imagens das câmeras de monitoramento do prédio que poderiam auxiliar na identificação dos bandidos.