Abdon Barretto Filho, economista
A importância da preservação da memória histórica e cultural do povo serve, em primeira instância, para conhecer o que foi realizado no passado, possibilitando-se a compreensão do presente e aprimorando o planejamento, visando alcançar melhores dias no futuro. É óbvio que o novo sempre vem.Assim como repetições de situações do passado. Entretanto, salvo melhor juízo, os legados históricos e culturais devem ser destacados e louvados para que novas gerações possam valorizar nossa terra, nossa gente. Convém salientar que o legado é aquilo que alguém transmite ou deixa a outro. È um pouco diferente da herança, aquilo que se herda por testamento ou sucessão, geralmente vinculado ao patrimônio. É um direito dos descendentes. Uma questão legal e jurídica. O legado pode ser imaterial.Fica registrado nas mentes e corações e podem acompanhar por toda vida. Algumas pessoas conseguem contribuir com idéias, projetos e realizações que se tornam verdadeiros legados para a comunidade, para o povo. Feliz daquele que deixa um legado e ajuda a construir a felicidade de alguém. Recentemente, Santa Maria, cidade “coração do Rio Grande do Sul” recebe um legado, através do livro: Poemórias – Santa Maria em versos e traços.
(Humberto Gabbi Zanatta/Antonio Isaia). A iniciativa dos patronos da Feira do Livro de Santa Maria e da Feira do Livro Infantil, em 2009, o jornalista e escritor Humberto Gabbi Zanatta e do desenhista e produtor visual, Jorge Ubyratã da Silva Lopes ( Byrata), respectivamente, vem preencher uma lacuna unindo as artes da poesia e do desenho numa publicação que deverá ficar na história de Santa Maria. Convém salientar que a coleção de desenhos na técnica de nanquim, bico-de-pena, realizada pelo pesquisador , historiador, escritor e desenhista Antonio Isaia ( 11/10/1918 a 04/07/2008) sobre Santa Maria Antiga encanta pela beleza e simplicidade.As imagens apresentadas formam um roteiro cultural e turístico (Turismo também é Cultura) pela cidade do passado. Suas principais ruas, avenidas e praças, assim como o patrimônio arquitetônico, foram desenhados com a competência e a sensibilidade de um artista que teve como base uma série de vivências ainda na sua infância quando acompanhava seu pai, imigrante italiano e fotógrafo profissional. O professor, jornalista, escritor e advogado Humberto Zanatta criou, de forma inédita, belas poesias inspiradas nos desenhos. É uma leitura que emociona e, com certeza,poderá transformar-se em uma bela recordação para todos que gostam da cidade. O projeto e a arte final do produtor gráfico Jorge Ubyratã da Silva Lopes, completa a obra literária com esmero e qualidade. É um verdadeiro legado cultural. São reflexões. Podem ser úteis. Pensem nisso.