Maiquel Rosauro
No início do século passado, uma moça, antes de dormir, jamais apagava uma vela com um simples sopro ou com os dedos. Isso porque a primeira forma deixaria fumaça exalando pelo quarto e a segunda fazia com que a pele dos dedos ficasse grossa, o que poderia significar que a senhorita trabalhava e naquela época isso não era bom sinal para a jovem. Para resolver o problema, elas usavam a espevitadeira - uma espécie de tesoura que tinha como único objetivo apagar velas. Hoje, é possível encontrar este e outros objetos que resgatam o cotidiano dos antigos moradores da região Central do Rio Grande do Sul no Museu Fragmentos do Tempo, no distrito de São José do Louro, em Mata.
No dia 11 de junho, o museu completou nove anos de atuação. A iniciativa foi idealizada pelo relações públicas e funcionário aposentado do Banrisul, José Eron Haesbaert, com o propósito de manter viva a história de sua família alemã, que com o passar do tempo agregou traços portugueses, italianos e brasileiros. Além de possuir objetos que pertenceram aos seus antepassados, o acervo destaca-se pelos 213 jogos de porcelanas, a maioria da marca brasileira Pozzani. Algumas das peças são verdadeiras relíquias datadas de 1939 e em excelente estado de conservação.
Para Haesbaert, suas principais preciosidades são os vasos de Mary Alice Gregory. “A riqueza de detalhes da pintora é muito grande e ela transporta em suas obras a dificuldade que tinha em ter filhos, retratando assim um sonho de vida”, explica.
Além da espevitadeira, outros objetos curiosos encantam os visitantes. Um deles é uma namoradeira de cerejeira maciça talhada a mão, produzida na década de 20. Segundo Haesbaert, o pequeno sofá de madeira de três lugares era usado pelos casais de namorados da época. “Há quem diga que a mãe sentava no meio”, diverte-se.
O museu expõe objetos que foram destaque na televisão, como um rádio da década de 50 usado na minissérie JK e uma licoreira de 1890, vinda da União Soviética, e que fez parte da minissérie Agosto. No local, os visitantes também vão interagir com culturas de todo o mundo, desde a indígena até a européia, asiática, africana e norte-americana.
Dicas aos turistas
Museu Fragmentos do Tempo - distrito de São José do Louro, em Mata
Como chegar: Quando estiver em Mata, avance pela estrada à esquerda da Igreja Matriz Santo Antônio. O caminho de cerca de dois quilômetros é de estrada de chão, mas é bem sinalizado (há placas que indicam a direção do museu), sem buracos e esconde uma encantadora paisagem muito semelhante aos morros que compõem a Serra Gaúcha
Horário de visitação: Diariamente das 9h às 11h30 e das 13h às 18h
Ingresso: R$ 5,00 por pessoa.
Site: www.netwizard.com.br/museu
Contato: (55) 3259-1374
Maiquel, obrigado pela bela reportagem, hoje já recebemos turistas em função de tua matéria, e recebi e-mail de Santa Maria dando o parabens pela bela reportagem. Nosso muito obrigado
Sensacional, adorei matéria ! Sucesso a todas as iniciativas desse quilate !
Independente do nosso parentesco (Eron é meu primo), o trabalho de resgate da história da imigração alemã e de seus “cruzamentos” na região de Mata, feito por José Eron, é meritório e deve ser visto como um exemplo de quem não poupa esforços para a valorização e preservação do passado - visto como uma das formas, também, de aprender para o futuro. Parabéns ao repórter Maiquel Rosauro. Fica a dica para que numa próxima reportagem focalize a restauração da atafona que também compõe o Museu Fragmentos do Tempo.
Excelente matéria, e a iniciativa de manter viva a memória dos antepassados é a forma mais nobre de entender de onde viemos e o que podemos fazer com nosso futuro, pois é com as memórias que resgatamos, que conseguimos traçar a forma mais digna de educação e formação de carater dos nossos filhos, espero que no futuro nossos filhos e netos possam manter o que somos hoje. Novamente PARABÉNS.
Inicialmente, gostaria de parabenizar Maiquel Rosauro pela excelente matéria acerca do Museu Fragmentos do Tempo. Eu e minha família já estivemos visitando este espetacular acervo de cultura mais de uma vez. Realmente o trabalho desenvolvido pelo museólogo e historiador Eron Haesbaert é digno de elogios e de ser visitado por todos. Tenho certeza que quem ainda não conhece, visitando o museu Fragmentos do Tempo, irá se encantar com peças interesantíssimas que lá existem e também com o lindo lugar e com a cordial recepcão do Eron Haesbaert.
ola amigo Já conheço virtualmente o Museu e amo passear por suas salas e deliciar-me com as maravilhas expostas, mais ainda podendo conhecer o significado de muitas delas. Aproveito o momento para ressaltar o cuidado com que o Sr Eron trata a sua ¨cria¨. Vale também para incentivá-los a mostrar mais esse maravilhoso zelo Brasil afora. Parabéns a todos os envolvidos na reportagem.
Maiquel, parabéns pela matéria, eu conheço o museu, sou um colaborador e desenvolvedor do site http://www.netwizard.com.br/museu e sei de toda a dedicação do Eron para menter esta história da família e também do RS, é importante este apoio da imprenssa para estas iniciativas…..parabéns.
Francisco Carlos Haesbaert
Já visitei o museu e posso dizer que realmente é um lugar lindo. Tem uma capelinha muito simpática, um galpão com utensilhos muito curiosos , além da casa onde abriga os móveis e objetos. Gramado e árvores, muito agradável de passear. Ótima
reportagem .
Já estive várias vezes em visita a este maravilhoso museu do meu amigo Eron, o qual está executando um maravilhoso trabalho do qual deveria ser reconhecido mundialmente, pois trata-se de um trabalho minuncioso e muito delicado e de uma paixão inegualavel por descubrir suas origens e obras sem comparação. Fico feliz em saber que o jornal A Razão tomou uma belíssima iniciativa e publicar uma parte desse grandioso trabalho. Parabéns as voces em especial ao jornalista Maiquel Rosauro e ao meu grande amigo Eron.
Bom dia Sr. Maiquel Rosauro, li sua reportagem sobre o museu Fragmentos do Tempo e gostaria de deixar o meu registro sobre o museu e a pessoa do Sr. Eron, idealizador deste espaço na cidade de Mata/RS., meus pais nasceram em Mata/RS., e quando vou a Mata visito o museu e meu amigo Eron, o museu não é somente um lugar de antiguidades é um espaço voltado aos nossos antepassados que com muita força e determinação conquistaram seu espaço nestas terras, e o Sr. Eron é uma história viva, que conhece muito sobre seus antepassados e moradores da região e deve ser visitado sempre que possivel, pois é um momento mágico escutá-lo. A todos que ainda não conhecem o Museu Fragmentos do tempo vai a minha dica de fazer este passeio a ciadade de Mata/RS., e conhecer este museu muito bem administrado pelo Sr. Eron.
O Museu Fragmentos do Tempo reúne material impressionante pela história que cada objeto contém, a exemplo da espevitadeira do documentário.
Quem ainda não conhece o Museu saiba que lá existe a reconstituição de uma tafona, peças valiosíssimas pela distância no tempo, que passaram pela vida inteira de antigos moradores da região. Outros objetos apontam para os ritos e celebrações da chamada “arte funerária”. É o caso de uma urna funerária pertencente aos mais antigos moradores da região: os índios. Há lembranças e homenagens justas aos afro-brasileiros, descendentes de antigos escravos da região, e do povoamento feito pelos descentendes de alemães, italianos e portugueses. Essa reconstituição de boa parte da história desse povo, da região da “pedra que já foi madeira” e dos “fósseis de dinossauros”, deve-se à perspicaz inteligência, lucidez e - de modo especial - sensibilidade do diretor e criador do Museu, José Eron Haesbaert. Parabéns ao jornalista Maiquel Rosauro, junto ao jornal A Razão, pela oportuna reportagem.
Parabéns pela belíssima reportagem.
Cultivar a história de nossos antepassados, de nossa gente é um trabalho que com certeza trará muitas recompensas para as gerações futuras. O trabalho do Erom Haesbaert merece destaque em todos os meios de comunicação. Além de ter uma sensibilidade para perceber o belo nas coisas simples de um tempo passado o proprietário do museu tem uma paixão imensa por descobertas que venham contribuir para a esclarecimentos de formação do município de Mata. O jornalista Maiquel Rosauro merece nossas considerações.
Te parabenizo Maiquel Rosauro por essa grande reportagem,por valorizar este trabalho incansável do Eron.Obrigado mesmo,pois precisamos de pessoas como você para meter a cara e divulgar materias como estas que ficam escondidas como se não existissem.
Cumprimentos pela reportagem Maiquel Rosauro. Conheço o trabalho de Eron pessoalmente, e pesquiso junto com ele a trajetória da família Silva e suas relações com a história do município de Mata. É importante que a imprensa valorize esse tipo de inicativa, uma vez que, o Fragmentos do Tempo é um museu sem fins lucrativos e não conta com nenhum tipo de apoio público. Vale destacar ainda que o dinheiro arrecadado com os ingressos é todo investido na sua manutenção e ampliação. Nesse sentido quero salientar que em meados do mês passado foi inaugurada uma nova sala dedicada a Arte Funerária. Parabéns ao amigo Eron pelo trabalho abenegado e que Deus continue te iluminando em tua jornada.
Parabéns Maiquel Rosauro pela bela reportagem.
Parabéns também a meu primo Eron por esta iniciativa da criação do Museu Fragmentos do Tempo, o qual resgata a história de nossa amada família.
Vale a pena um passeio até lá e certamente todos ficarão encantados com a simpatia e conhecimento do Eron.
Parabéns ao jornalista Maiquel pela brilhante reportagem realizada sobre o Museu Fragmentos do Tempo.Com certeza a sensibilidade de pessoas como o Maiquel faz com que um trabalho tão valoroso como o realizado pelo idealizador do espaço possa ser divulgado e permita que mais pessoas tenham oportunidade de visitá-lo.
Maiquel Rosauro!Parabéns pela divulgação do excelente trabalho realizado por Eron Haesbaert no Museu Fragmentos do Tempo. Um local onde se vivencia a História e a Cultura, principalmente, alemã. São reportagens como esta que engrandecem, ainda mais, locais singulares do nosso imenso Rio Grande do Sul, nesse caso, São José do Louro, Mata.
Mesmo estando longe(Campo Grande MS),acompanho com muito interesse tudo o que acontece na minha terra, já que nasci na Mata.O trabalho do Eron a frente do Museu Fragmentos do Tempo é algo simplesmente fantástico.Resgatar e tentar manter viva nossas origens é um trabalho que exige muita dedicação e muita luta, principalmente quando o apoio a este tipo de empreendimento é escasso.Parabéns a A Razão e a todos que de alguma maneira colaboram e ajudam divulgar este brilhante trabalho.Parabéns Eron.
Telmo
AH! VOU LOGO,LOGO CONHECER ESSE LUGAR MARAVILHOSO. PARABÉNS ERON PELA INICIATIVA TAO IMPORTANTE .
Cada museu é uma descoberta mas o Fragmentos do Tempo é singular, tem um cheiro de casa de família. Além das áreas construídas, é possível passear pelos gramados e conhecer máquinas e instrumentos antigos, rodas d´água e peças que nos levam longe. É incrível como a memória do próprio Rio Grande do Sul se mistura na vida das pessoas, das crenças e das etnias e faz um simples passeio tornar-se uma experiência de pura reflexão e memória.