Luísa Kanaan e Thais Miréa
Após cumprir, ontem, mais uma das exigências de Cezar Schirmer para o aumento da passagem do transporte coletivo concedido em março deste ano, a Associação dos Transportadores Urbanos (ATU) agora começa a estudar como as linhas de ônibus poderão ser integradas para a implantação da bilhetagem eletrônica, prevista para fevereiro de 2010.
A necessidade da instalação do sistema é consenso entre Prefeitura e as empresas de ônibus. Além de possibilitar maior controle nas passagens e evitar fraudes na gratuidade ou meia-passagem estudantil, a tecnologia é a primeira medida para viabilizar a integração de linhas, quando o usuário paga apenas uma passagem mesmo se precisar pegar dois ônibus para chegar ao destino.
Para o presidente da ATU, Luiz Fernando Vargas Maffini, esse é o sistema mais moderno em termos de comodidade e garantia de maior controle no transporte coletivo atual. “Será necessário estudar sentidos, distância e direção das linhas a serem integradas. Quantas pessoas vão utilizar o serviço e os locais para onde se deslocarão. Também terão de ser criados pontos de embarque e definir quem terá gratuidade e quem será integrado primeiro.”
Segundo Maffini, o estudo e a implantação do serviço devem estar concluídos entre 18 e 24 meses. Quando instalado vai transformar o transporte coletivo de Santa Maria aos moldes dos serviços mais modernos existentes no País para passageiros. Corredores de ônibus, bilhetagem eletrônica, passagem integrada, terminais reestruturados e linhas estrategicamente planejadas são os objetos de estudo para garantir comodidade aos 82 mil usuários que pagam passagem para se locomover de ônibus na cidade todos os dias.
No total, são 2,47 milhões de deslocamentos realizados a cada mês, correspondente a quase 30 milhões de passageiros por ano. Além disso, ainda são contabilizadas cerca de 600 gratuidades mensais.
O transporte coletivo em Santa Maria deixa muito a desejar. Quem quer vir ao centro, próximo ao calçadão não pode desembarcar na parada mais próxima deste, tem que fazer isto na parada da Riachuelo ou na Professor Braga, ambas muito distantes do destino em comparação com o Paradão da Av. Rio Branco próximo a Venâncio Aires.
Fico pensando nos Universitários da UNIFRA, se pudessem descer no Paradão, seriam 2 (duas) quadras, na Riachuelo 4 (quatro). Parece que os serviços públicos prestados pelas empresas de ônibus não está, realmente, facilitando a vida de seus usuários e ainda é cobrado um preço muito alto em razão dos benefícios trazidos.
Está na hora de começar a pensar nos usuários quando se estabelecem as rotas e os seus preços.