Fabricio Minussi
O médico veterinário da Vigilância Sanitária de Caçapava do Sul, João Tertuliano Silveira Lopes, confirmou, na tarde de ontem, que a peça de carne recolhida pela Polícia junto a uma moradora da Vila Promorar, em Caçapava do Sul, é de um quarto de um cão adulto, de bom estado nutricional, grande e forte. O pedaço de carne estava com uma moradora da vila que guardou a peça para o dono que teria viajado.
O resultado da análise será anexado aos autos do inquérito que investiga denúncia feita ao Ministério Público (MP) de que um rapaz, morador do mesmo conjunto habitacional, teria promovido uma matança de cães e comercializado cortes dos animais carneados como se fossem de ovelha ou porco, especial para churrasco. O dinheiro arrecadado com venda a seria para sustentar o vício do crack. O acusado, segundo a Polícia, estaria internado em uma clínica de reabilitação.
O caso é assunto obrigatório em qualquer roda de conversa da pacata cidade da região Centro do Rio Grande do Sul. Durante a segunda-feira, a delegada que investiga o caso, Fabiana Bittencourt, passou a manhã e tarde colhendo depoimentos de testemunhas.
Algumas teriam comprado e ingerido a carne ofertada pelo rapaz mais de uma vez. Outras, relataram que entregaram animais para o indivíduo que teria prometido tomar conta deles. Até os cachorros abandonados na rua e que foram recolhidos pela Prefeitura teriam sido entregue aos cuidados do acusado, que ainda não prestou depoimento à Polícia.
Ainda na tarde de ontem técnicos do Instituto Geral de Perícias (IGP) estiveram nos fundos da casa do suspeito para realizar o levantamento do local onde os cachorros teriam sido abatidos. Até a metade da tarde de ontem, pelo menos oito carcaças haviam sido desenterradas. O objetivo é precisar quantos animais teriam sido mortos e carneados pelo acusado.
Duas pessoas já confirmaram na Polícia terem comprado e consumido a carne que agora ficou comprovado: era mesmo de cachorro. A delegada acredita que outras pessoas também podem ter sido vítimas, mas elas estariam com vergonha de aparecer e dar seu testemunho.
O médico veterinário João Tertuliano acompanhou o trabalho do IGP na tarde de ontem. Ele alerta que o consumo da carne de cachorro pode fazer mal à saúde, ainda mais nas condições em que “iguaria” teria sido abatida pelo acusado, podendo provocar infecção alimentar e transmissão de outras doenças.
A delegada Fabiana Bittencourt prentende concluir o inquérito sobre o caso até o final de semana, com o indiciamento do acusado por crime contra o meio ambiente e relações de consumo. Para tanto, espera, até sexta-feira, colher o depoimento do rapaz apontado como o que teria promovido a matança, abate a venda dos cortes dos animais.
SOU DE FLORIPA ISSO TER QUE SER COISA DE GAUCHO MALUCO.