Segunda-feira, Julho 6, 2009 0:01

Surrealismo popular no café filosófico

Postado por Jornal A Razão em Segunda-feira, Julho 6, 2009, 0:01
Esta notícia foi postada na categoria Cultura e possui Nenhum comentário até agora.

O Restaurante São Francisco foi palco, na última sexta-feira, para o Café Filosófico. Na ocasião, o filósofo argentino Luiz Alberto Warat, convidados e público interagiram igualmente nas discussões.

Questões de âmbito social, como a própria estruturação da sociedade, foi ponto alto do debate juntamente com questionamentos acerca do pensamento, como a falta de liberdade intelectual humana imposta sem ao menos perceber-se.

Entre a plateia de aproximadamente 150 pessoas, participavam do encontro o Secretário de Desenvolvimento Econômico e Projetos Estratégicos, Cezar Busatto e o Secretário da Cultura, João Luiz Roth, que apontou o papel da sala de aula e sua evolução.

Os convidados do filósofo Warat eram Albano Marcos Bastos Pêpe (coordenador do evento) e Leonel Rocha (professor da Unisinos), que souberam muito bem prender a atenção do público e fomentar a participação.

Warat é um dos maiores filósofos do direito da atualidade. Atualmente, ele trabalha com o surrealismo* popular, que é a base de sua universidade virtual, que se chama Universidad Surrealista Popular Latinoamericana (Unisup), vinculada a diversos movimentos internacionais surrealistas.

Os cafés recuperam um conceito de café filosófico inaugurado nos anos 90 em Paris. Sua idéia se baseia em exposições breves sobre diversos temas, que tem como objetivo estabelecer uma relação dialógica com os participantes, proporcionando o alcance da filosofia a todos.

O projeto “Café Filosófico” é uma extensão concreta da Unisup, que promove debates públicos falando do surrealismo. O encontro já existe em Buenos Aires e é itinerante com coordenadores em diversos lugares. Aqui no Brasil já aconteceu em Brasília, Salvador, Porto Alegre, Passo Fundo, e na última sexta-feira em Santa Maria.

O evento tem apoio da Secretaria de Município da Cultura.
Surrealismo – Este movimento artístico surge todas às vezes que a imaginação se manifesta livremente, sem o freio do espírito crítico, o que vale é o impulso psíquico. Os surrealistas deixam o mundo real para penetrarem no irreal, pois a emoção mais profunda do ser tem todas as possibilidades de se expressar apenas com a aproximação do fantástico, no ponto onde a razão humana perde o controle.

A publicação do Manifesto do Surrealismo, assinado por André Breton em outubro de 1924, marcou historicamente o nascimento do movimento. Nele se propunha a restauração dos sentimentos humanos e do instinto como ponto de partida para uma nova linguagem artística. Para isso era preciso que o homem tivesse uma visão totalmente introspectiva de si mesmo e encontrasse esse ponto do espírito no qual a realidade interna e externa são percebidas totalmente isentas de contradições.
Fonte: www.historiadaarte.com.br


Você pode deixar um comentário, ou trackback do seu site.

Sem comentários para “Surrealismo popular no café filosófico”

Deixar um comentário

*
Para enviar seu comentario, digite as palavras da figura abaixo.
Anti-spam image