Sábado, Agosto 22, 2009 13:12

Paraíso ameaçado em exposição

Postado por Jornal A Razão em Sábado, Agosto 22, 2009, 13:12
Esta notícia foi postada na categoria Geral e possui Nenhum comentário até agora.
Fotos Germano Rorato/A Razão

Fotos Germano Rorato/A Razão

“Fernando de Noronha, paraíso ameaçado” é a exposição fotográfica que está na Fadisma, a Rua Duque de Caxias, 2319. Paralela a mostra, também estão expostas fotos sobre o projeto ambiental desenvolvido na Escola Estadual de Ensino Médio Cilon Rosa, intituladas “A batalha ambiental do Cilon Rosa”.

As fotografias são de autoria do ativista ambiental Ari Quadros.

O sonho do fotógrafo em conhecer Fernando de Noronha teve início em 1994, ao participar de um encontro ecológico em Recife. A partir daí muitos obstáculos foram transpostos até chegar o dia em que Ari, como costuma dizer, com sua máquina fotográfica a tira-colo e sem prevenções com quem quer que seja chegou a Fernando de Noronha de coração aberto, voltado para a beleza cênica de um arquipélago composto de 21 ilhas e ilhotas em meio a imensidão das águas do Atlântico, que só foi conhecido pelos portugueses em 1503, três anos, portanto, após chegarem ao Brasil.

Segundo Ari Quadros, Fernando de Noronha é um “pequeno grande mundo”, uma longa história de angústia e sofrimento humano, visto que serviu por décadas para encarcerar homens e mulheres. Os “incorrigíveis” do nordeste brasileiro eram enviados para lá, afora presos políticos em épocas diferentes”.

Nos quase dez dias que esteve no arquipélago, Ari aprendeu muitas coisas e conheceu muitas pessoas entre elas um médico com atuação local e com o qual aprendeu sobre a “psicologia do ilhéu”, cujo resultado são as habituais filas no pequeno hospital do vilarejo, em busca de assistência médica para suas depressões. Nos casos mais graves, mesmo com outros sintomas, o paciente é enviado para o Continente de navio ou avião.

Surpreso com os problemas encontrados no paradisíaco arquipélago, Ari, que acionou sua máquina por mais de 300 vezes, decidiu-se, primeiramente, por uma exposição fotográfica no Solar dos Câmara, na Assembléia Legislativa gaúcha, mostrando os dois lados de Noronha através de algumas das fotos clicadas. Também as expôs, em 2002, em Erechim: na Semana Acadêmica de Biologia da URI e no Castelinho, local tradicional e histórico da cidade. Afora isso, deu entrevistas a órgãos de comunicação, a começar por Recife e foi ao encontro da Procuradoria da República.

Atuando há mais de 20 anos nessa área, o fotógrafo liderou a criação da maior unidade de conservação ambiental no Estado, a APA do Ibirapuitã, oficializada em 20.05.92, através de decreto federal. “Aliás, foi a primeira APA criada no Rio Grande, a qual possui 318 mil hectares, distribuídos entre os municípios de Alegrete, Quaraí, Sant’Ana do Livramento e Rosário do Sul. Ela sintetiza, por assim dizer, a preservação do pampa rio-grandense, no que ainda resta de original”, salienta Ari. Após a criação da APA, ele idealizou e foi um dos fundadores da Fundação Rio Ibirapuitã, da qual é hoje presidente do Conselho Consultivo. A Funrio tem sede central em Alegrete. Foi conselheiro da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), entre outras entidades ambientais.

Projeto – As fotos da mostra A batalha ambiental do Cilon Rosa expostas na Fadisma são resultado do trabalho realizado pela Fundação Rio Ibirapuitã (Funrio) no estabelecimento de ensino. Durante o projeto foram retirados mais de 20 contêineres de entulho e lixo (que se acumularam ao longo do tempo). No local, foram plantadas várias mudas de espécies nativas.


Você pode deixar um comentário, ou trackback do seu site.

Sem comentários para “Paraíso ameaçado em exposição”

Deixar um comentário

*
Para enviar seu comentario, digite as palavras da figura abaixo.
Anti-spam image