Sexta-feira, Setembro 25, 2009 8:24

Roberto Carlos, o rei da história

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Postado por Jornal A Razão em Sexta-feira, Setembro 25, 2009, 8:24
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“O Contador de Histórias”, de Luiz Villaça, procura ser um melodrama para cativar o espectador. Divulgação/A Razão

“O Contador de Histórias”, de Luiz Villaça, procura ser um melodrama para cativar o espectador. Divulgação/A Razão

Jair Alan

Sob alguns aspectos curiosos, ser chamado de Roberto Carlos, neste país, é sinônimo de pessoas humildes, que superaram obstáculos e conheceram o sucesso. Roberto Carlos Ramos é um dos exemplos. Eleito nos EUA como um dos 10 melhores contadores de histórias do mundo, ganha a versão de sua vida no cinema.

“O Contador de Histórias”, de Luiz Villaça, procura ser um melodrama para cativar o espectador. Roberto Carlos Ramos, menino negro de uma família pobre, morava na periferia de Belo Horizonte com poucas expectativas de um futuro digno, nos anos 70. Aos seis anos de idade (vivido por Daniel Henrique), dividia uma pequena casa com mais nove irmãos e a mãe. Ele era o mais novo. Iludida pelas propagandas na televisão, a sua mãe (Jú Colombo) o interna na Febem, instituição oficial que, no tempo da ditadura, prometia preparar crianças para serem “médicos, advogados e engenheiros”.

Ele e alguns internos logo descobrem as drogas e pequenos delitos. Foram mais de 100 tentativas de fuga da instituição. Aos 13 anos, Roberto (vivido por Paulinho Mendes) conhece a pedagoga francesa Margherit Duvas (a portuguesa Maria de Medeiros), que está desenvolvendo uma pesquisa. Ela pede para que o rapaz lhe conte uma história de sua vida.

Marco Ribeiro, Paulinho Mendes e Clayton Santos, intérpretes de Roberto Carlos Ramos, foram escolhidos entre mais de 500 candidatos selecionados em escolas e projetos sociais de Minas Gerais.

GREGO PARA TURISTA VER
Nia Vardalos conquistou o público no mundo inteiro quando escreveu e protagonizou a simpática comédia Casamento Grego. O filme arrecadou mais de 350 milhões de dólares nas bilheterias e custou apenas 5 milhões. Hoje ela é roteirista e produtora norte-americana. Ela volta a satirizar suas origens com “Falando Grego”, de Donald Petrie.

Nia é Georgia, professora norte-americana de origem grega que trabalha como guia turística na Grécia. Na realidade, Geórgia foi para a Grécia para dar aulas em uma universidade. Chefiada pela sarcástica Maria (Bernice Stegers), é submetida a experiências desagradáveis com os seus turistas. Ela sonha em ensinar aos seus turistas as maravilhas da história e da cultura gregas, mas logo percebe que as pessoas por ali só querem um pouco de diversão rápida e comprar bugigangas em lojinhas de suvenir.

Até o dia em que Irv Gordon, um turista muito especial, aparece. Com seu senso de humor ele tenta mostrar todas as possibilidades de viver bem, ser feliz e não perder a chance de ter um grande amor, enfim, recuperar seu kefi, como dizem os gregos. Agora cabe a Georgia parar de reclamar e perceber que tudo isso sempre esteve bem embaixo do seu nariz.

A SACADA PODE SER COMERCIAL, MAS É SINCERA
Não me lembro de outro telefilme que tenha feito tanto sucesso e virado um fenômeno como High School Musical. Perto dele só o Dia seguinte, sobre os efeitos de uma guerra nuclear. High School Musical deu fama a seus jovens atores que agora procuram se desvencilhar da imagem criada pela série. Mas vai ser difícil. As únicas chances que aparecem são produções dentro da linha criada na televisão.

Vanessa Anne Hudgens esteve a perigo na série após aparecer nua em fotos divulgadas pela internet. Ela volta a ser a mocinha inocente em Bandslam, que no Brasil chamaram de “High School Band” para não deixar esquecer sua presença na série televisiva. Sacada comercial descarada, inevitável, mas sincera. Semelhanças com a história da Disney são inevitáveis.

Dirigido e escrito por filme Todd Graff, o filme trata sobre um grupo de adolescentes numa competição de bandas. Gaelan Connell é Will Burton, garoto introvertido que, junto com sua mãe, Karen (Lisa Kudrow), muda-se para New Jersey. O rapaz não se enturma e envia e-mails para o astro do rock David Bowie que nunca lhe responde. Ele conhece duas garotas, completamente diferentes. Uma é tímida e introvertida e que escreve seu nome com um “5” no meio: Sa5m (Vanessa Hudgens). A outra é a popular Charoltte Banks (Alyson Michalka), talentosa ex-namorada do vocalista da banda mais quente da escola. O envolvimento com as duas vai dividí-lo ao ponto de fazê-lo pensar qual o estilo que ele mais se identifica.

David Bowie aceitou participar em uma ponta por ser fã de Camp (2003), também dirigido por Todd Graff.

HISTÓRIA SEQUESTRADA
Um dos filmes surpreendentes nos anos 70 foi o sensacional O Sequestro do Metrô, com Walter Matthau e Robert Shaw. Na onda de remakes, surge “O Sequestro do Metrô 1 2 3”, de Tony Scott, procurando dar mais ritmo e efeitos sensacionais à história. Não conseguiu superar o original e colecionou malhos da crítica.

Um bando sequestra um metrô em Nova York e exige 10 milhões de dólares em troca da vida dos reféns. O vilão é Ryder (John Travolta). Denzel Washington é Walter Garber, um controlador de tráfego do metrô da cidade de Nova York, que tem seu dia transformado em caos pelo sequestro de um dos carros do metrô. Ele participa diretamente das negociações e sofre uma grande pressão com a situação. A gangue de bandidos, fortemente armados, ameaça executar os passageiros do carro, a menos que o resgate seja pago no prazo de uma hora. Garber aplica seu amplo conhecimento do sistema metroviário numa batalha para enganar Ryder e salvar os reféns. Entretanto, existe um enigma que Garber não pode resolver: mesmo que os ladrões consigam o dinheiro, como eles poderiam fugir?


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