Domingo, Outubro 4, 2009 16:05

Seis anos e seis meses para assaltante de salão

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Postado por Jornal A Razão em Domingo, Outubro 4, 2009, 16:05
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“Marcelinho” é acusado de ter participado do ataque a estabelecimento na Tuiuti (foto). Comparsa morreu. Arquivo / A Razão

“Marcelinho” é acusado de ter participado do ataque a estabelecimento na Tuiuti (foto). Comparsa morreu. Arquivo / A Razão

Elisete Tonetto

O acusado de ter praticado ataque a salão de beleza na Rua Tuiuti, em fato ocorrido em 11 de junho deste ano, vai continuar preso. O réu, Marcelo dos Santos Machado, 23 anos, foi condenado, em primeira instância, nesta sexta-feira, pelo Juiz Ulisses Fonseca Louzada, da 1ª Vara Criminal, a pena de seis anos e seis meses em regime fechado. O advogado de acusação, Daniel Tonetto, adiantou que pretende entrar com pedindo de aumento de pena por considerar a condenação branda. “Marcelinho” já cumpre pena no presídio Regional.

O juiz Ulisses Louzada entendeu que o caso se tratou de uma tentativa de roubo, mas que não se consumou. “É a pena mais correta”, considera. Em audiência de instrução e julgamento realizada no dia 22 de setembro, na 1ª Vara Criminal, no Forum, o acusado havia confessado a participação no assalto.
Para o advogado de acusação a pena poderia ter sido maior. “O roubo foi consumado, uma vez que as vítimas ainda não recuperaram alguns dos objetos roubados”, justifica Tonetto.

Durante audiência, que durou cerca de duas horas, todos os depoentes (cerca de treze testemunhas) foram unânimes em afirmar a sua indignação com relação a covardia dos bandidos, durante ataque ao estabelecimento comercial. Um dos ladrões foi morto na ocasião. O empresário Roberto Ângelo Pivetta, 41 anos, autor dos disparos que matou um dos bandidos, não chegou a ser indiciado pela morte de Alex Sandro Martins de Lima, 28 anos. Depoimentos de testemunhas à polícia reforçaram que ele teria agido em legítima defesa durante roubo ao salão.

Processo – Pode-se dizer que esse foi um dos processos que tramitou de forma mais rápida na Justiça de Santa Maria. Em menos de três meses o acusado foi preso, julgado e condenado em primeira instância. Em outro caso, esse, de homicídio consumado, em Júlio de Castilhos, processo demorou correu cerca de 11 anos na Justiça para ter um desfecho em primeira instância. Acusado foi absolvido por negativa de autoria.


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