
Pertencente ao Bairro Km 3, a Vila Bilibiu tem 68 casas e, dessas, 37 são submoradias em risco - Fotos Germano Rorato/A Razão
Manuela Vasconcellos
Nas últimas chuvas, desmoronou parte do barranco e caiu tudo no pátio”, conta Franciele Freitas, de 23 anos. A dona de casa, o marido e mais um filho de um ano e quatro meses são moradores da região considerada pela Defesa Civil do Município como sendo de risco. A Vila Bilibiu, zona Leste da cidade, há tempos sofre com os deslizamentos de terra que acontecem principalmente em dias de chuva. “A gente fica bem assustado, mas não temos para onde ir”, diz Franciele, que mora na Vila há pouco mais de um ano.
Segundo o coordenador da entidade, Cladmir Nascimento, o alerta já foi feito à Prefeitura e também aos moradores do local quanto à necessidade de remoção de famílias. “Os perigos estão nos deslizamentos principalmente para àquelas que moram na encosta da Vila, mas consideramos toda a região como sendo de risco”, afirma Nascimento.
Por isso, o órgão comunicou ao Ministério Público da necessidade de remoção das casas da Bilibiu, que também é considerada Área de Preservação Permanente, e proibir a construção de novas moradias. Uma audiência foi marcada para a próxima segunda-feira, dia 14, às 9h30, para discutir a situação. Segundo o promotor do MP, João Marcos Adede y Castro, uma das primeiras medidas é saber as famílias que têm condições de se mudar de imediato. “Se eu tivesse para onde ir, me mudaria nesse momento, mas não tenho condições”, lamenta Franciele.
Adede y Castro descarta, em um primeiro momento, mover ação contra o Município. A melhor alternativa, segundo ele, seria negociar a remoção dos moradores para outras áreas da cidade. A Bilibiu é uma das 10 áreas de risco catalogadas pela Prefeitura que apresenta problemas de infraestrutura.