Santa Maria, RS - Sábado, 31 de Julho de 2010.

Ensino gratuito em discussão

Postado por Jornal A Razão em Domingo, Janeiro 10, 2010, 20:39
Esta notícia foi postada na categoria Política e possui 5 Comentários até agora.
Acadêmicos da Universidade Federal de Santa Maria também terão de contribuir financeiramente ou com serviços caso a PEC seja aprovada - Arquivo/A Razão

Acadêmicos da Universidade Federal de Santa Maria também terão de contribuir financeiramente ou com serviços caso a PEC seja aprovada - Arquivo/A Razão

 

Obrigatoriedade de retribuição” é como o senador Valter Pereira (PMDB-MS) chama a sua proposta de obrigar universitários recém-formados em cursos gratuitos a prestarem serviços à comunidade ou contribuir financeiramente. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 47/09) já obteve parecer favorável do senador Wellington Salgado (PMDB-MG) e está pronta para entrar na pauta de votação da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

A PEC também alcança os formandos de pós-graduação de universidades públicas, que ficariam sujeitos às mesmas obrigações de prestar serviços à comunidade na área da sua habilitação profissional ou pagar ao ente federado (União, Estado ou Município) responsável pelo financiamento do curso. Neste último caso, o dinheiro seria utilizado prioritariamente na expansão de vagas na universidade gratuita.

Walter Pereira justificou sua proposta assinalando que, diante do “fenômeno universal” da urbanização e da complexidade do trabalho na sociedade, aumentou o número de jovens que se candidatam a cursar universidades. Para o senador, os cidadãos não são tratados igualmente em relação à oportunidade de ingressar no ensino superior.

“Uns fazem seus cursos de forma totalmente gratuita, nas universidades públicas, financiados pelos impostos pagos por todos; outros obtêm uma gratuidade integral ou parcial em instituições privadas, sustentada por isenção de tributos que poderiam beneficiar a todos; e os que recebem financiamentos são obrigados, no futuro, a ressarcir os gastos federais que representam somas consideráveis da receita das instituições privadas”, observou.

Retribuição – Pereira diz que quer promover um ato de justiça, dando a oportunidade aos formandos de universidades públicas de “retribuir à apropriação por eles efetuada dos recursos de impostos pagos por todos que financiaram sua formação”.

Em seu parecer, Wellington Salgado salienta a “grita” de autoridades e prefeitos carentes sobre a dificuldade de conseguir a dedicação de profissionais formados em diversas áreas demandadas pela população. Ele disse que essa carência seria suprida se os milhares de profissionais formados em universidades públicas fossem obrigados a prestar serviço comunitário em sua área de especialidade.


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5 Comentários para “Ensino gratuito em discussão”

  1. 2010.04.07 11:00

    Nós temos o serviço militar obrigatório. O militar recebe por este serviço. Creio que não deveria ser gratuito e que, nem sirva de mão de obra para tapar furo no serviço público, pois corremos o risco destas vagas nunca serem preenchidas por trabalhadores concursados. E tem mais, o recem formado precisa comer, precisa sobreviver e não pode abrir mao desta contrapartida do Estado.Vejam como ex as vagas preenchidas pelo CIE, estágios nos bancos; mão de obra quase que gratuita.

  2. Nestor Silva Salles
    2010.04.20 13:17

    Ridícula essa proposta. O Senador Valter Pereira deveria propor que se pagassem bons salários para os futuros profissionais nas Prefeituras. Ou ele que vá trabalhar de graça. Toda essa proposta é uma grande palhaçada. Fica fácil propor que outros trabalhem de graça. Os estudantes procuram trabalho e realização profissional. Num País carente de boas oportunidades, há coisas bem melhores para serem propostas. Quem sabe a redução do salário dos deputados?

  3. Ricardo Zanini Santana
    2010.04.29 16:35

    Tem valor a proposta do senador, haja visto que temos milhares de estudantes em universidasdes públicas a cursarem seus estudos pagos pelo poder público, e qual a retribuição que este dá a sociedade? nada mais justo que seja avaliado quem tem condições de pagar ou de posteriormente de alguma forma prestar algum serviço a quem sustentou seus estudos. Entendo que esta é uma maneira de democratizar o acesso ao ensino superior.

  4. Leandro Passos Rodrigues
    2010.05.14 14:54

    Desde que ele seja remunerado de alguma forma não vejo problemas. Conheço muitos, mas muitos casos de pessoas da classe média e média alta, que gastam em Santa Maria muito mais em aluguel, gasolina para carro e festas. Seria muito mais barato estudar em uma faculdade particular.
    Outro ponto é que existe uma grande inversão, alunos de escolas públicas estudando em faculdades particulares (muitos nem prouni tem e nem bolsa da instituição) e muitas pessoas das escolas particulares na faculdade pública. Deveriamos ter uma educação básica de melhor qualidade no ensino público para que essa desguladade não aconteça.

    Deveria ser ao contrário.

  5. Claudenir Vargas da Silva
    2010.05.20 12:34

    A referida proposta é ruim num primeiro momento se analisada superficialmente, mas veja bem, a maioria dos estudades de Universidades Federais tem boas condições de vida e, pior, estão nos melhores cursos, então estou convencido de que esse curso deva ser pago, durante a vida acadêmica ou após a conclusão, e mais ainda, pago em valores reais de mercado. Deve-se observar que alunos muito carentes que já trabalham e concomitantemente estudam, não teriam condições de pagar ou prestar serviços comunitários/estágio não remunerado, porém, depois de formado tem plenas condições. Respeito a opinião de todos, mas que temos que modificar as regras do jogo para beneficiar os mais pobres ninguém pode negar.

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