Quinta-feira, Janeiro 28, 2010 19:54

Direção e elenco garantem “O Solista”

Postado por Jornal A Razão em Quinta-feira, Janeiro 28, 2010, 19:54
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JAIR ALAN
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Depois de se consagrar com uma interpretação notável em “Ray”, julguei que Jamie Foxx seria o próximo grande astro do cinema. Infelizmente ele só aparecia como coadjuvante e em papéis que pouco exigiam do seu talento. Não é caso de “O Solista”, de Joe Wright, diretor já consagrado com os excelentes “Orgulho e Preconceito” e “Desejo e Reparação”. Direção e elenco ajudam a consagrar o filme. Elogios não faltam.

O filme baseia-se num fato real. Uma série de reportagens escrita pelo colunista do jornal Los Angeles Times, Steve Lopez, serve como base para o roteiro. Indignado com a futilidade do jornalismo atual, Lopez busca boas histórias a serem contadas nos jornais em praças, túneis e subúrbios de L.A. Robert Downey Jr. é Lopez, que descobre o sem-teto Nathaniel Ayers (Jamie Foxx), que sofre de uma esquizofrenia não-medicada. Ele saiu de casa e abandonou o curso de música na conceituada escola de artes Julliard, preferindo viver nas ruas de Los Angeles. Em um dia qualquer, Lopez ouve na rua uma música e descobre Nathaniel, tocando muito bem num violino de duas cordas. Ele sonha em tocar num grande concerto e é um eterno apaixonado por Beethoven. As reportagens de Lopez despertam a atenção da comunidade numa época em que o jornalismo impresso começa a entrar em crise com a crescente popularização da internet. Lopez recebe de um leitor, como doação, um instrumento para o músico. É o começo de uma amizade que poderá mudar para sempre suas vidas.

A PRIMEIRA PRINCESA NEGRA – Em plena época da animação por computadores e 3D, a Disney volta ao gênero que a consagrou como o maior estúdio de animação com “A Princesa e o Sapo”, de Ron Clements e John Musker. A história remete aos contos de fadas com animação em 2D, mas traz as histórias de príncipes encantados e princesas para os dias de hoje. O cenário é a cidade de Nova Orleans, urbana e berço de jazz e trás a primeira princesa negra do cinema de animação. Tiana é uma menina negra de família pobre. Com seu pai, compartilha o sonho de abrir o próprio restaurante. Ela economiza suas gorjetas como garçonete. Naveen é um príncipe boa-vida de uma nação estrangeira que chega à cidade, encantado pelo jazz e em busca de uma noiva rica. A candidata é Charlotte, uma endinheirada amiga de Tiana, que pede a garota para ajudar no baile de máscaras, no qual pretende conquistar o jovem. Mas Naveen acaba vítima do Dr. Facilier, um feiticeiro vodu que quer roubar a fortuna do pai de Charlotte. O doutor transforma o príncipe em um sapo e o encanto só pode ser desfeito pelo beijo de uma princesa.

ESPANHA ESNOBA ALOMODÓVAR – Santo de casa não faz milagres e o Goya (Oscar espanhol) deste ano deixou de lado “Abraços Partidos”, de Pedro Almodóvar. Mas o prestígio internacional continua intacto. É história de um diretor de cinema cego com um passado misterioso que envolve dois núcleos, o de um empresário rico, sua jovem esposa e seu filho, com a diretora de produção e seu filho.
Há 14 anos, o cineasta Mateo Blanco (Lluís Homar) sofreu um trágico acidente de carro, no qual perdeu simultaneamente a visão e sua grande paixão, Lena. Sob o nome de Harry Caine, agora ele é um roteirista que conta com o apoio da sua produtora Judit Garcia (Blanca Portillo) e do filho desta, Diego (Tamar Novas), com quem divide um pequeno apartamento. Um dia Diego sofre um acidente, e Harry vai em seu socorro. Quando o jovem indaga Harry sobre seus dias de cineasta, o amargurado homem lembra de detalhes marcantes de sua vida e do acidente.


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