Jair Alan
Se o nome de Clint Eastwood estiver nos créditos de qualquer filme, eu entro no cinema sem me preocupar sobre o que trata o enredo. Ele é o sinônimo de cinema feito com qualidade sem ser chato.
“Invictus” é seu mais recente trabalho na direção. Como os outros, encanta público e crítica. Ambientado na África do Sul pós-apartheid, o filme baseia-se em parte da vida Nelson Mandela (Morgan Freeman). O país estava marcado pelas tensões raciais. A estratégia política do novo presidente foi aliar as diferentes raças do país, sem instigar o ódio e as barreiras entre eles. Ele pede a formação de uma equipe multirracial de rúgbi, um dos esportes mais populares do país. Ele conta com o capitão do time, o branco François Pienaar (Matt Damon), que acredita nos idéias de Mandela.
O filme foi indicado aos Oscars de Melhor Ator (Morgan Freeman) e Melhor Ator Coadjuvante (Matt Damon). No National Board Of Review ganhou os prêmios de Melhor Diretor (Clint Eastwood), Melhor Ator (Freeman) e Prêmio de Expressão da Liberdade
Oscar – A festa do Oscar deste ano tem, pelo menos, três barbadas. “Avatar” deve levar os prêmios de melhor filme e de efeitos especiais. Christoph Waltz deverá ficar como o melhor ator coadjuvante por “Bastardos Inglórios” e a terceira barbada é Mo’Nique como atriz coadjuvante por “Preciosa – Uma História de Esperança”, de Lee Daniels.
O roteiro conta a história de Claireece Preciosa Jones (Gabourey Sidibe), moça negra e obesa que sofre privações inimagináveis em sua juventude. Abusada pela mãe, violentada por seu pai, ela cresce pobre, irritada, analfabeta, sem amor e geralmente passa despercebida. Grávida pela segunda vez do próprio pai, cuida da primeira filha que é portadora da síndrome de Down e vítima de um esquema armado pela descontrolada e violenta mãe (Mo’Nique) para arrecadar dinheiro de programas de benefícios sociais do governo. Preciosa desafia a família e luta por uma vida digna e pela convivência com pessoas que possam lhe dar carinho e atenção.
O filme foi indicado aos Oscars de Melhor Filme, Melhor Diretor (Lee Daniels), Melhor Atriz (Gabourey Sidibe), Melhor Atriz Coadjuvante (Mo’Nique), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Edição.
Mo’Nique já ganhou o Globo de Ouro, o Bafta, o Prêmio Especial do Júri do Sundance Film Festival e do Festival De Estocolmo como Melhor Atriz Coadjuvante. O filme ganhou o Grande Prêmio do Júri – Drama e Prêmio do Público no Sundance Film Festival; Prêmio do Público no Festival de Toronto; Prêmio do Público e Prêmio TVE Otra Mirada no Festival de San Sebastián; Prêmio Fipresci – Menção Honrosa do Festival De Estocolmo; Prêmio Especial do Júri no Festival de Deauville, e Melhor Filme – Prêmio do Público no Festival do Havaí
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