
Schirmer, Maffini e o presidente da Empresa 1, Moraes, assinaram contrato ontem. ATU chegou até a empresa mineira depois de caderno de encargos
Associação dos Transportadores Urbanos (ATU), o prefeito Cezar Schirmer, o representante da Câmara de Vereadores, Admar Pozzobom, secretários e presidentes de associações ligadas ao transporte urbano assinaram ontem o contrato com a organização mineira Empresa 1 – Sistema de Automação e Comunicação Ltda., que ficará responsável pela implantação, operacionalização e manutenção das catracas eletrônicas, além do treinamento de pessoal para a utilização dos equipamentos. Dentro de seis meses, conforme o presidente da Empresa 1, Érico Moraes, o sistema de bilhetagem eletrônica já deve estar sendo inaugurado.
Nos próximos quinze dias, uma equipe da Empresa 1 deve chegar em Santa Maria para iniciar a implantação dos equipamentos nos ônibus e de treinamento do pessoal, segundo Moraes. Conforme o presidente da ATU, Luiz Fernando Maffini, em julho deve iniciar o cadastro das pessoas que utilizam transporte coletivo – que acontecerá por categorias (começando pelos idosos). No total, serão entre 9 e 10 categorias que terão cartões específicos para cada perfil de usuário da passagem eletrônica.
Durante a coletiva para assinatura do contrato, também foram apresentados os layouts dos cartões que serão utilizados na bilhetagem eletrônica feitos pela Inox Ideias para cada categoria, além de apresentar a foto do usuário, mostrará um ponto turístico da cidade. Por exemplo: o cartão que conterá passagens dos estudantes terá como imagem o planetário da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Para comprar as passagens, os usuários de ônibus poderão ir até a ATU ou ir até os pontos de venda que ainda serão estabelecidos pela associação.”Há também a possibilidade de débito em conta de passagens e cada vez que a pessoa passar o cartão pela catraca eletrônica ela poderá ver o saldo de passagens que tem disponível. O cartão da bilhetagem será pessoal e intransferível”, afirmou o presidente da ATU.
Já o presidente da Empresa 1, apontou que entre as vantagens da bilhetagem eletrônica estão: a melhoria nas condições de trabalho da tripulação, a retirada de circulação de dinheiro e itens de valor de mercado, a facilidade e segurança no deslocamento, além da automatização da aquisição de crédito. “O sistema de bilhetagem eletrônica também possibilitará as empresas colher dados específicos como qual o perfil de usuário utiliza tal linha, quantas pessoas a utilizam, entre outras informações, e a partir daí será possível avaliar os melhores locais para a integração de linhas e estudo de tarifas”, expôs Érico Moraes.
Conforme Schirmer, a bilhetagem eletrônica é uma grande vantagem, mas também é parte de um processo que inclui a integração da passagem. “Tão logo sejam concluídas estas metas, Santa Maria terá transporte com alto nível de qualidade”, afirmou Schirmer que elogiou o visual dos ônibus do Sistema Integrado Municipal (SIM) e afirmou que nas próximas semanas a Prefeitura apresentará o novo layout dos táxis da cidade, que devem se parecer com o do SIM. O prefeito ainda anunciou que nas próximas semanas deve ser lançado o edital para a construção dos novos abrigos de ônibus da cidade.
Prestação de contas – O presidente da ATU, Luiz Fernando Maffini, fez uma prestação de contas do que o Consórcio Integrado Municipal – responsável pelas ações de implantação e gerência do SIM desde que foi criado o sistema, em março deste ano. Conforme a prestação de contas, foram 55 novos veículos adquiridos já padronizados, outros 106 veículos já passaram para o layout do SIM, 76 agora possuem elevador e a inversão de fluxo de embarque foi feita sem grandes percalços.
Conforme Maffini, as seis empresas de ônibus participantes do consórcio elaboraram as diretrizes do sistema; o atendimento foi padronizado; nenhum cobrador foi demitido (em função da bilhetagem eletrônica); foram incluídos no site da ATU (www.atu.com.br) os horários e itinerários das linhas de ônibus da cidade e o link da associação está também nos sites das empresas participantes; e foi adquirido o programa Maptitude, que mostra as linhas de ônibus que cortam a cidade e é capaz de localizar pontos de referência como hospitais e escolas. Este software custou ao Consórcio cerca de R$16 mil. Já o contrato com a Empresa 1 ficou orçado em cerca de R$4 milhões.