Sexta-feira, Junho 18, 2010 22:26

Xeque-mate na arte

Postado por redacao em Sexta-feira, Junho 18, 2010, 22:26
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Artista plástico santa-mariense Fabrício Moreira Barbosa esculpe jogos de xadrez

Clotilde Gama

Fabrício Moreira Barbosa, 37 anos, é formado em Desenho e Plástica pela Universidade Federal de Santa Maria desde 2004. Mas, muito antes disso, já era autodidata. Quando criança, com cinco anos de idade, adorava brincar com massinhas de modelar. Aos 12, foi apresentado para a argila e começou a fazer seus primeiros trabalhos. “Fiz um leãozinho”, lembra. A inspiração veio da mãe, que sempre gostou de arte. Ela o incentivou muito. Aos 17 anos, fez sua primeira escultura. Um jogo de xadrez que guarda até hoje. É uma relíquia. “Não dou, não vendo, não emprestou. Esse é meu”, diz categoricamente. Além desse, Fabrício tem mais dois que são peças sagradas para ele: um que esculpiu aos 27 anos e outro aos 30. Fabrício começou a expor suas esculturas em Santa Maria em 2000. Participou de várias mostras coletivas, e fez a sua primeira individual na Câmara de Vereadores.

Em 2004, expôs suas máscaras nos shoppings Monet e Santa Maria e no Memorial Mallet. Foram 13, no total, feitas em terracota e em cerâmica. Sempre que realiza uma exposição, Fabrício gosta de promover uma oficina, trabalho que vem realizando desde 2002. Em 2005, homenageou as mulheres, em vários espaços culturais da cidade, com suas esculturas. Atualmente, o artista se dedica a esculpir jogos de xadrez. As peças e o tabuleiro são feitos em argila. “É um jogo e um tabuleiro extraoficial, isso é, não possuem as medidas exatas de um jogo de xadrez. Além disso, as peças são bonecos. Os reis possuem pernas, braços, coroa; os bispos suas vestimentas tradicionais, etc. Todos são diferentes”, explica o escultor.

Todos os jogos de xadrez são únicos, coloridos, feitos em resina ou argila e envernizados. “Mas também esculpo os tradicionais”, avisa. Sua paixão é o jogo esculpido quando tinha 17 anos. “Foi muito bem feito, com qualidade. Ainda não consegui superar esse trabalho. Demorei um tempão para fazer, cerca de 20 dias. Tive que ter uma habilidade extrema e muita sensibilidade”, conta. Dois atributos, que na sua opinião, são essenciais para quem quer ser escultor. “O trabalho requer sensibilidade, depois o artista desenvolve a habilidade com os materiais e é aí que é traduzido o a que tu vai fazer com o material”, resume.

Mesmo tendo a certeza de que fez a escolha certa, Fabrício também foi um daqueles jovens indecisos sobre o futuro profissional. Durante quatro anos, prestou vestibular para o curso de Direito e um para Zootecnica. Todos sem sucesso. Na última vez, tudo indicava que, novamente, a opção seria Direito, mas, acabou se decidindo por Desenho e Plástica. “Fui incentivado por um amigo que viu os meus trabalhos e gostou muito”, conta satisfeito. Agora, Fabrício se prepara para expor seus jogos de xadrez no evento que será realizado no Memorial Mallet, em 2 de outubro. A mostra vai contar com sete, oito ou mais trabalhos. Todos vão estar à venda. Depois, os estarão expostos no Monet Plaza Shopping.

Para o futuro, o artista já pensa em esculpir jarras e potes com 70cm de altura. As peças também serão preparadas para exposições. Além disso, vai continuar produzindo seus jogos de xadrez, que também faz por encomenda. Fabrício dá aulas no Divina Arte e a domicílio. Quem quiser entrar em contato com Fabrício o telefone é o 3223-5003.


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