
Representantes da Prefeitura e da concessionária apontaram que a Zona Azul não estava tendo rotatividade
Trânsito lento e muitas voltas até encontrar uma vaga de estacionamento. Essa situação é muito comum para quem trafega de carro ou moto em Santa Maria, pois foi para dar mais fluxo ao emperrado trânsito santa-mariense e mais rotatividade para as vagas de estacionamento, que foi assinado ontem o termo aditivo e decreto do estacionamento rotativo pelo prefeito Cezar Schirmer, pelo diretor da Rek Parking, Flávio Macedo, pelo secretário de Mobilidade Urbana, Sérgio Renato Medeiros e na presença do presidente da Câmara de Vereadores Admar Pozzobom.
O decreto, que entra em vigor em 1° de agosto, tem como objetivo regulamentar o estacionamento da Zona Azul, para que haja mais fiscalização, rotatividade e acesso às vagas. Com a medida, também foi reajustado o preço pago nessas áreas de parada cuja taxa de R$0,50, cobrada atualmente, passa para R$0,60 para cada meia hora que o veículo fica estacionado – somando R$1,20 para uma hora e assim por diante pelo prazo máximo de duas horas de permanência. “Esse é o menor preço praticado no Estado”, afirmou Schirmer. Conforme o secretário adjunto de Mobilidade Urbana, Miguel Pasini, a média cobrada em outros municípios fica entre R$1,50 e R$1,70 a hora.
Balanço – De acordo com o prefeito Schirmer, foi preciso reajustar a tarifa cobrada pela empresa Rek Parking, pois o repasse para a Prefeitura havia sido alterado na administração passada. Pelo contrato feito em 2005, a Rek Parking deveria repassar 16% do valor arrecadado com o estacionamento rotativo, mas em outubro de 2006, foi tirado o poder da empresa de fazer notificações, bem como vagas do estacionamento gerando um desequilíbrio para empresa e quebra no contrato, segundo explicou Schirmer durante a assinatura do decreto.
Em contrapartida às ações, a Rek Parking reduziu o repasse para 8%. Para retomar o contrato, Administração Municipal e empresa concessionária sentaram para negociar reajuste da taxa como o repasse devido à Prefeitura. “Esse era uma dos problemas que nos desafiavam desde o início do governo. Agora, o contrato original será retomado e a diferença será devolvida para a Prefeitura. Se o contrato tivesse sido mantido sem alterações, o valor do reajuste ficaria em R$1,35. Foi uma conversação difícil e diria até dura”, afirmou o prefeito.
Conforme o diretor da empresa, Flávio Macedo, a Administração Municipal reconheceu os valores da perda de arrecadação e a firma concordou com a compensação aos cofres públicos. “Vamos zerar o passado”, disse Macedo. A verba da compensação tem como destino os cofres do município e, segundo Medeiros, será destinado conforme a necessidade, mas “alguma coisa deve retornar para a secretaria (de Controle e Mobilidade Urbana”.
É ridículo acharem que cobrar estacionamento em local público resolve o problema.. Santa Maria devia ter um sistema de transporte eficiente com lotações que cruzassem por todas as regiões da cidade e não apenas as empresas monopolizadas que existem.