A experiência de uma comitiva da Brigada Militar na Copa da África do Sul foi relatada por dois oficiais da corporação, ontem no auditório da Esfaz, em Santa Maria. Os majores Adenir Brito da Silva e Adriano Krukoski contaram suas observações dos jogos no país de Mandela e já projetam a Copa de 2014 no Brasil e, desde já, elegem o inimigo número 1 da nosso mundial: o terrorismo.
Essa é a opinião do major Krukoski, especialista em acompanhamento de grandes eventos. A preocupação do policial militar se justifica justamente porque o Brasil não está no mapa de atentados. Por isso, explodir um estádio lotado, em um evento mundial com turistas de toda a parte do mundo, chamaria a atenção, argumenta. O major acompanhou vistorias em torno de estádios e em hotéis, além da segurança de pessoas vips. “A ida à África foi importante porque já temos know how (conhecimento) em futebol, mas não em como lidar com terrorismo”, disse.
Já o major Adenir Brito da Silva falou sobre prevenção e combate a incêndios. Brito considera a África do Sul um país de 1º mundo. “Nós temos uma ideia errada sobre aquele país”, relata. O major se refere a legislação para prevenção, que é baseada no direito holandês e não no romano, exemplifica. “É uma legislação mais flexível”, reforça ele. Participar de um evento como a Copa do Mundo, representando uma instituição com mais de 100 anos, foi uma “experiência fantástica”, relatam os dois.