JAIR ALAN
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A guerra fria entre russos e norte-americanos findou com a queda do muro de Berlin e a mudança no regime soviético. Mal para o cinema que explorava esta situação como fonte de renda? Nem tanto. O negócio é fantasiar e então aparece “Salt”, de Phillip Noyce, com intenção de divertir e não se levar a sério. De brinde a beleza de Angelina Jolie a serviço da porrada e da fratura exposta para quem se atravessar no seu caminho.
Angelina é Evelyn Salt, que trabalha num das divisões da CIA. Tudo vai bem até o dia que é detido o desertor russo Oleg Orlov (Daniel Olbrychski). Ele teve envolvimento com a KGB soviética, fez parte do grupo KA-12, que treinava agentes secretos desde crianças, transformando-os em armas letais. Estes agentes foram espalhados pelos Estados Unidos. Orlov anuncia a chegada do “Dia – X”, quando todos esses espiões se voltarão em um ataque maciço. Para surpresa de todos, ele acusa Evelyn de ser um desses espiões e que ela planeja assassinar o presidente da Rússia.
De origem russa, ela não tem como escapar das suspeitas, mesmo afirmando ser inocente. Sua preocupação é com seu marido Mike Krause (August Diehl), também enrascado pela suspeita da esposa. Então ela dá no pé e os agentes Ted Winter (Liev Schreiber), do Serviço Secreto, e Peabody (Chiwetel Ejiofor), da Contra Inteligência, responsabilizam-se em prendê-la. Não vai ser fácil. A moça foi super treinada e mostra toda sua habilidade para escapar dos seus perseguidores na busca das provas de sua inocência. O roteiro do filme havia sido escrito para Tom Cruise que recusou por ver muita semelhança com a série Missão Impossível. Assim, foi reescrito para Angelina Jolie. Ela realizou a maioria de suas cenas perigosas, dispensando o uso de dublês;