Sexta-feira, Agosto 27, 2010 22:50

Para não cair no esquecimento

Postado por redacao em Sexta-feira, Agosto 27, 2010, 22:50
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Vista de Santa Maria durante a década de 70. Na foto pode ser visto o espaço que hoje é ocupado pelo Viaduto Evandro Behr. Ainda na foto pode ser vista a Praça Saldanha Marinho. Ao longo da Avenida Rio Branco também nota-se o canteiro central com arborização cuidada no local

O leitor sabe quais são os patrimônios históricos e culturais de Santa Maria? Antes disso é preciso esclarecer o que é patrimônio histórico municipal. É entendido como Patrimônio Histórico e Cultural Municipal, todo e qualquer conjunto de bens móveis e imóveis existentes na cidade – seja na área urbana ou rural – que seja de interesse público conservar e proteger contra a ação decorrente da atividade humana e do passar do tempo. O patrimônio pode necessariamente estar ligado a existência de fatos do passado ou mesmo fatos atuais significativos, também estão incluídos aqueles bens com valor arqueológico, artístico, bibliográfico, etnográfico ou folclórico.

Assim toda aquela sociedade que queira preservar sua história procura meios e mecanismos para assegurar com que a memória da história de sua cidade, Estado e país sejam preservadas. A reportagem que o leitor lerá nas próximas três páginas visa mostrar o que Santa Maria tem como bens históricos.
Uma sociedade que não preserva a sua história corre o risco de comprometê-la e mesmo perdê-la, colocando em risco a identidade e todas as peculiaridades e idiossincrasias que cercam a cidade, Estado e o país em que vive. É essa necessidade de transcender a própria existência que faz com que sejam viabilizados e buscados mecanismos próprios para que governos, entidades civis e população busquem meios de preservar a história de onde vivem.
Santa Maria possui um conjunto de imóveis – prédios, casas, e praças – que encantam e chamam a atenção por sua arquitetura e história. Quem sabe muitos nem saibam a história desses imóveis. Em tempos em que se fala muito em revitalização do centro histórico, e em repaginação das principais e mais tradicionais vias e avenidas da cidade, o jornal A Razão espera também mostrar que não apenas o centro histórico carece de intervenção.

Para dar consistência e subsídios, para mostrar aos leitores um pouco da história de cada um desses imóveis, a reportagem do jornal A Razão procurou o arquiteto Luiz Gonzaga Binato, que também é representante do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) no Estado. Binato é uma das referências em arquitetura no município e foi o guia da matéria para poder pormenorizar e melhor entender cada uma das situações dos bens públicos existentes no município. Foi Binato o autor do projeto que transformou a primeira quadra da antiga rua Doutor Bozano no que hoje é o Calçadão.


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