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	<title>ARAZÃO &#187; Bispo D. Hélio Rubert</title>
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	<description>A Razão 75 Anos</description>
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		<title>“Confiai em Deus e segui Jesus”</title>
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		<pubDate>Sat, 02 May 2009 13:15:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bispo D. Hélio Rubert]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
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		<description><![CDATA[Hélio Adelar Rubert, Bispo Diocesano de Santa Maria
Com o tema na confiança divina e na resposta humana, o Papa Bento XVI envia para o mundo uma importante mensagem para o dia 3 de maio, 4º Domingo da Páscoa e Dia Mundial de Oração pelas Vocações ao sacerdócio e à vida consagrada.
Quando se fala em vocação, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Hélio Adelar Rubert</strong>, Bispo Diocesano de Santa Maria</p>
<p>Com o tema na confiança divina e na resposta humana, o Papa Bento XVI envia para o mundo uma importante mensagem para o dia 3 de maio, 4º Domingo da Páscoa e Dia Mundial de Oração pelas Vocações ao sacerdócio e à vida consagrada.</p>
<p>Quando se fala em vocação, logo ressoa na Igreja a exortação de Jesus aos seus discípulos: “Rogai ao Senhor da messe que envie trabalhadores para a sua messe” (Mt 9,38). A ordem de Jesus coloca em evidência que a oração pelas vocações deve ser constante e contínua  nas comunidades. </p>
<p>O Papa afirma que “a vocação ao sacerdócio e à vida consagrada constitui um dom divino especial, que se insere no vasto projeto de amor e salvação que Deus tem para cada pessoa e para a humanidade inteira”. Ressalta que dentro da vocação geral à santidade, se destaca a peculiar iniciativa de Deus em escolher alguns para seguirem de perto a Jesus como seus ministros e testemunhas privilegiadas. Lembra também que Jesus chamou pessoalmente os Apóstolos “para andarem com Ele e para os enviar a pregar, com o poder de expulsar demônios” (Mc 3,14-15); eles, por sua vez, agregaram a si mesmos outros discípulos, fieis colaboradores no ministério missionário. Dessa forma, no decorrer da história, fileiras inúmeras de sacerdotes e pessoas consagradas colocaram-se ao serviço do Evangelho na Igreja.</p>
<p>O Papa lembra que em nossos dias, Jesus continua a chamar. Ele “escolhe livremente e convida a segui-Lo pessoas de qualquer cultura e idade, segundo os insondáveis desígnios do seu amor misericordioso”. Afirma, também, que é o próprio Jesus que age naqueles que Ele escolhe e os sustenta com sua graça.</p>
<p>Por parte dos chamados se faz necessária uma atitude de escuta atenta e prudente discernimento, generosa e pronta adesão ao projeto divino, sério aprofundamento do que é próprio da vocação sacerdotal e religiosa. O Catecismo da Igreja Católica recorda que a iniciativa de Deus requer por parte do ser humano uma resposta livre, positiva e que acolhe a iniciativa amorosa do Senhor como uma exigência moral vinculativa, uma homenagem a Deus e cooperação total ao plano que Deus continua na história (cf. n 2062). </p>
<p>Com relação aos chamados à vida consagrada, Bento XVI recorda um texto do Concílio Vaticano II: “Os conselhos evangélicos de castidade consagrada a Deus, de pobreza e de obediência, visto que fundados sobre a palavra e o exemplo de Cristo e recomendados pelos Apóstolos, pelos Papas, Doutores e Pastores da Igreja, são um dom divino, que a mesma Igreja recebeu do seu Senhor e com a sua graça sempre conserva” (LG n 43).</p>
<p>Atraídos por Jesus muitos homens e mulheres, desde os primeiros séculos do cristianismo, abandonaram a família, os haveres, as riquezas materiais e tudo aquilo que humanamente é desejável, para seguir generosamente a Cristo e viver sem reservas o seu Evangelho, que se tornou para eles escola de radical santidade. O Papa assegura que hoje são muitos os que percorrem este itinerário exigente de perfeição evangélica, e realizam a sua vocação na profissão dos conselhos evangélicos. </p>
<p>O Papa faz duas importantes perguntas: Quem pode se considerar digno de ingressar no ministério sacerdotal? Quem pode abraçar a vida consagrada contando apenas com os seus recursos humanos? O próprio Papa responde que “a resposta livre do homem a Deus torna-se ‘corresponsabilidade’, responsabilidade em e com Cristo, em virtude da ação do seu Espírito Santo; faz-se comunhão com Aquele que nos torna capazes de dar muito fruto” (cf. Jo 15,5).</p>
<p>Conclui sua mensagem propondo Maria como modelo de resposta ao chamado de Deus para o sacerdócio ministerial e vida consagrada. Diz o Papa: “Não desanimeis perante as dificuldades e as dúvidas; confiai em Deus e segui fielmente a Jesus e sereis as testemunhas da alegria que brota da união íntima com Ele”. </p>
<p>Agradecemos ao Santo Padre pela mensagem. Prometemos nossa oração, ajuda e incentivo para todas as vocações.</p>
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		<title>Nos Passos do João</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Apr 2009 03:16:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bispo D. Hélio Rubert]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>

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		<description><![CDATA[Hélio Adelar Rubert, Bispo Diocesano de Santa Maria
Talvez muitos já tenham observado, à beira de certas estradas, placas metálicas, todas brancas e com a inscrição: “Nos Passos do João”. São indicativos e sinalização do percurso da caminhada de 130 km,  iniciada em abril de 2006 e intitulada: Nos Passos do Diácono João Luiz Pozzobon.
Por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Hélio Adelar Rubert, Bispo Diocesano de Santa Maria</strong></p>
<p>Talvez muitos já tenham observado, à beira de certas estradas, placas metálicas, todas brancas e com a inscrição: “Nos Passos do João”. São indicativos e sinalização do percurso da caminhada de 130 km,  iniciada em abril de 2006 e intitulada: Nos Passos do Diácono João Luiz Pozzobon.</p>
<p>Por iniciativa e inspiração do Bispo Diocesano, do Reitor do Seminário Maior Diocesano São João Maria Vianney, do Postulador da Causa de Beatificação e de alguns leigos, esta “caminhada de fé” está acontecendo todos os anos no mês de abril, próximo ao feriado de Tiradentes. Este ano já é a 4ª Peregrinação.</p>
<p>O objetivo desta caminhada é fortalecer a fé pessoal e coletiva dos caminhantes que percorrem parte dos lugares onde o “seu João” costumava passar com a imagem peregrina da Mãe e Rainha Três Vezes Admirável. Incluímos também como objetivo a preparação do Centenário da Diocese em 2010 e o pedido da graça da beatificação do Diácono João Luiz Pozzobon.</p>
<p>O grupo de peregrinos em cada etapa tem sido em torno de 30 pessoas, cuja maioria são os seminaristas diocesanos do curso de filosofia e teologia. Este ano a caminhada acontece nos dias 17 até 19 de abril. A caminhada inicia na casa onde nasceu o “seu João”, em São João do Polêsine e vai até ao Santuário Basílica da Medianeira com aproximadamente 65 km. Todo o itinerário se realiza a pé. O importante é que essa peregrinação leve os caminhantes ao encontro com o sagrado, ao perdão, ao contato com a bela natureza da região, com parte da história e cultura da 4ª Colônia e com a experiência missionária do Diácono João Luiz Pozzobon.<br />
CCCTB faz caminhada pela Estrada do Perau </p>
<p>No próximo dia 25 de abril, às 7:30, o Comitê de Santa Maria do Controle ao Tabagismo, realiza uma manhã de caminhada pela Estrada do Perau, entre Santa Maria e Itaara, iniciando no Bairro Itararé, Santa Catarina e Estrada do Perau.</p>
<p>É uma iniciativa importante para alertar a população sobre os graves prejuízos do fumo para a saúde humana. Esta caminhada “Por um mundo sem tabaco” tem um caráter profético para a cidade e região. </p>
<p>A participação é livre. Os organizadores estão preparando uma boa infra-estrutura para atender bem a numerosa presença das pessoas. O percurso, escolhido para este ano, visa valorizar o novo trajeto da Estrada do Perau e a necessidade de sua constante conservação pelo poder público e pelos usuários.<br />
Clausura do Processo de Beatificação</p>
<p>Após quase 15 anos de trabalhos, estará sendo realizada solenemente a “Sessão de Clausura” do Processo de Beatificação do Diácono João Luiz Pozzobon. Por ser um processo de responsabilidade diocesana, a solenidade vai ocorrer no Santuário Basílica da Medianeira no dia 8 de maio de 2009, às 19:30. Os convites estão abertos para todos  que desejam participar desse momento inédito e histórico para Santa Maria.</p>
<p>Em maio, Pe. Argemiro Ferracioli, Postulador da Causa de Beatificação, levará pessoalmente o processo para a Sagrada Congregação da Causa dos Santos em Roma.</p>
<p>Após estes anos de trabalhos, orações e documentação da vida, escritos, trabalhos, missão e evangelização, desempenhados pelo Diácono João, a causa não está acabada. Todos somos convidados a prosseguir orando e pedindo a graça da sua beatificação e do milagre correspondente.</p>
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		<title>Feliz Páscoa!</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Apr 2009 00:52:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bispo D. Hélio Rubert]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>

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		<description><![CDATA[Hélio Adelar Rubert, Bispo Diocesano de Santa Maria
A Páscoa é a celebração central de toda a liturgia cristã.
Olhando a história pode-se observar que a Páscoa teve vários momentos. Sua origem está relacionada aos povos primitivos, ocupados com o cultivo da terra e rebanhos. No hemisfério norte era uma festa primaveril, comemorada na passagem do inverno [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Hélio Adelar Rubert</strong>, Bispo Diocesano de Santa Maria</p>
<p>A Páscoa é a celebração central de toda a liturgia cristã.<br />
Olhando a história pode-se observar que a Páscoa teve vários momentos. Sua origem está relacionada aos povos primitivos, ocupados com o cultivo da terra e rebanhos. No hemisfério norte era uma festa primaveril, comemorada na passagem do inverno para a primavera. O povo celebrava sua alegria porque a natureza, aparentemente morta pelo rigoroso inverno, se refazia exuberante com as condições climáticas da nova estação. </p>
<p>O povo hebreu, porém, a partir de sua libertação da escravidão do Egito, começou a dar uma nova significação para a Páscoa.</p>
<p>A festa agora não era mais só a passagem da natureza adormecida pelo inverno, mas a passagem da escravidão do Egito para a Terra Prometida. Daquela época em diante, para o povo escolhido, celebrar a Páscoa era agradecer as maravilhas que Deus realizara em sua história e ocasião de renovar a aliança.</p>
<p>Com a vinda de Jesus Cristo, com a sua paixão, morte e ressurreição a Festa da Páscoa recebe o sentido pleno e definitivo. </p>
<p>Seguindo o costume da época, Jesus se reuniu com os seus apóstolos para celebrar a Ceia Pascal. Durante a ceia introduziu algo novo. Transformou o pão em seu corpo e o vinho em seu sangue e os deu aos apóstolos para comerem e beberem. Deu-lhes também o poder de fazerem o mesmo em sua memória.</p>
<p>Aquilo que Jesus realizara na véspera de sua morte, era o que realizaria na cruz. Aquilo que fazemos em cada Eucaristia, é aquilo que Ele viveu na Cruz e em sua ressurreição.<br />
Na manhã do primeiro dia da semana, domingo, Jesus se encontrou com os seus. Algumas mulheres que o haviam seguido, viram-no. Jesus, porém, mandou-as anunciar aos seus Apóstolos que estavam trancados por medo dos judeus. Na tarde daquele mesmo dia, Jesus apareceu a todos eles. Este encontro com o Ressuscitado transformou a todos, pois estavam com medo e com dúvidas se realizaria o que havia prometido: ressuscitar ao terceiro dia. Os discípulos demonstravam ter perdido toda esperança. Mas, de repente, tudo mudou. E isto eles e seus seguidores não deixaram mais de celebrar até nossos dias. </p>
<p>Celebrando e vivenciando a Páscoa de Jesus, realizamos nossa contínua Páscoa. Nossa Páscoa é a contínua passagem do egoísmo para a doação, para o amor e espírito comunitário. Esta é a vida nova neste mundo para a vida eterna na eterna presença de Deus. Vivendo e celebrando a Páscoa, trabalhamos pela nossa libertação da escravidão do mal para se viver a liberdade dos filhos de Deus. Trabalhamos para libertar o mundo da injustiça, das violências, da opressão e de todas as diferenças sociais para faze-lo mais fraterno, pascal e instaurar a civilização do amor, da justiça e da paz.<br />
Uma Santa e Feliz Páscoa!     </p>
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		<title>A baleia e a borboleta</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Apr 2009 02:58:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bispo D. Hélio Rubert]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>

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		<description><![CDATA[Dom Hélio Adelar Rubert 
Repasso aos leitores um forte testemunho e um chamado para a conversão pascal:
“Não peço que se mude a Igreja.  Peço que ela seja viva. Peço-lhe que permaneça fiel à sua missão, e que leve a palavra de Cristo aos nossos contemporâneos, que testemunhe o mundo renovado pelo Espírito. 
Não se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Dom Hélio Adelar Rubert </strong></p>
<p>Repasso aos leitores um forte testemunho e um chamado para a conversão pascal:<br />
“Não peço que se mude a Igreja.  Peço que ela seja viva. Peço-lhe que permaneça fiel à sua missão, e que leve a palavra de Cristo aos nossos contemporâneos, que testemunhe o mundo renovado pelo Espírito. </p>
<p>Não se trata de conservá-la como um tesouro, com o risco de fazê-la um reduto de costumes ultrapassados. Não se trata de remendá-la com alguma astúcia para que sobreviva a um ou dois invernos. Trata-se de que Ela encontre os gestos e as palavras que falarão de Deus ao mundo de hoje. </p>
<p>Ela é a minha Igreja.  Não quero me dissolidarizar dela. Assumo a sua história muitas vezes com orgulho, outras vezes com vergonha, mas sempre com resignação.  Assumo tudo nela, o melhor e o pior.. Eu creio que esta história de homens, com seus heróis e seus relapsos, suas audácias e suas prudências, é santa pelo Evangelho que ela carrega.   </p>
<p>Peço-lhe somente que permaneça na História sem se congelar no eterno.  Peço-lhe que não sacralize seu passado a ponto de se fechar ao presente.  Peço-lhe que renuncie aos sucessos mundanos e às vãs riquezas para não entristecer o Espírito que a chama. </p>
<p>Gostaria que ela tomasse consciência que é necessário que mude porque o mundo, que é o campo da sua missão, mudou. Gostaria que reconhecesse o trabalho do Espírito mais do que os traços do demônio. As novidades não são forçosamente valores que desaparecerão logo, mas freqüentemente “sinais dos tempos”, premissas do Reino. É preciso que abra as portas da esperança, ao invés de cultivar os arquivos da nostalgia. </p>
<p>Ela introduziu a escola para todos. Ensinou aos homens ler e escrever. Quis que o homem crescesse, mas se angustia hoje porque seu discurso não é mais aceito&#8230; Os adultos de hoje não esperam mais um catecismo. Esperam que ouça suas questões, ao invés de dar-lhes respostas.  Preferem dialogar com Deus e não apenas que se fale d’Ele. </p>
<p>Denunciou os casamentos por interesse e as uniões arrumadas pelos pais. Defendeu a liberdade dos esposos e promoveu o amor no coração do casal. Mas sente-se muito surpresa, quando hoje não se aceita mais a fidelidade de outros tempos. A Bíblia nos fala, entretanto, de uma aliança de amor permanentemente traída e renovada. </p>
<p>Pentecostes reuniu a diversidade dos povos no mesmo espírito. A Igreja, e a Igreja Católica em particular, fez tudo para pacificar as fronteiras e encorajar os intercâmbios. Mas hoje ela se contenta em convidar as nações ricas a reconhecer suas raízes cristãs, ignorando a mistura de populações, que estimuladas ou não, atropelam os Estados, as consciências e as nações. </p>
<p>A grandeza da Igreja foi sempre ficar do lado dos pobres.  Mesmo quando não conseguia levar a justiça, ela consolava por sua caridade.  Ainda hoje os cristãos estão presentes na busca de uma política mais justa e nas ações emergenciais caritativas. É aí que compreendemos o Cristo. É aí que se esperam encontrar seus discípulos, mas os meios de comunicação se divertem enfocando a Igreja apenas através de um Pontífice desempenhando o papel de último monarca&#8230; </p>
<p>Um grito como este deverá ser dirigido a quem?  Uma oração como esta, dirigir a que santo? Para que endereço enviar esta correspondência?  Haveria alguma chance de se mudar alguma coisa?  </p>
<p>O peso da administração  – que não é um mamute, mas uma enorme baleia encalhada na praia – dá a impressão que nada pode despertá-la. Minhas palavras não farão mais ruído do que as asas de uma borboleta sobre o dorso da baleia, mas, apesar de tudo, sabe-se que um vôo de borboletas, no hemisfério sul, pode desencadear uma tempestade no hemisfério norte. E, além disso, há muitas borboletas. E no vento que elas provocam, sopra também o Espírito.   </p>
<p>Por que não poderiam ser capazes de despertar a baleia? Se vier uma grande maré ou uma pequena tempestade, ei-la de volta à água, leve e viva”.</p>
<p>Este anseio pascal para a Igreja é do bispo emérito de Amiens na França, Dom Jacques Noyer. Na certeza da morte e ressurreição de Jesus, no envio do Espírito Santo e na presença do Ressuscitado em nós e na história da Igreja e do mundo, desejo a todos uma generosa e solidária Coleta da Campanha da Fraternidade  no Domingo de Ramos, uma boa Semana Santa e FELIZ PÁSCOA!  </p>
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		<title>2009: Ano Nacional Catequético</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Mar 2009 01:39:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bispo D. Hélio Rubert]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>

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		<description><![CDATA[Dom Hélio Adelar Rubert     
Na 44ª Assembléia Geral da CNBB, em 2006, foi aprovado o Ano Catequético para 2009, como um estímulo para a catequese nos seus diversos níveis: nacional, regional e diocesano, chegando às bases nas pequenas comunidades paroquiais.
Num mundo de grandes mudanças, de elevado padrão de comunicação e de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Dom Hélio Adelar Rubert    </strong> </p>
<p>Na 44ª Assembléia Geral da CNBB, em 2006, foi aprovado o Ano Catequético para 2009, como um estímulo para a catequese nos seus diversos níveis: nacional, regional e diocesano, chegando às bases nas pequenas comunidades paroquiais.</p>
<p>Num mundo de grandes mudanças, de elevado padrão de comunicação e de uma profunda secularização da cultura, mais do que nunca a catequese necessita de momentos fortes de retomada e assumir sua caminhada como verdadeiro ministério.</p>
<p>Numa comunidade, o perfil da vida cristã depende da catequese que nela é ministrada. Para isto, os catequistas precisam ser bem preparados, não bastando apenas boa vontade. Por outro lado, os catequistas necessitam ser incentivados pelas comunidades, pelas lideranças e pelas famílias e receber apoio moral, espiritual e até financeiro.</p>
<p>O Ano Catequético deverá aprofundar estas questões e terá como meta maior a eficiência catequética, acentuando o primado da Palavra de Deus na vida da Igreja, pois ninguém ensina bem aquilo que não conhece.</p>
<p>A catequese receberá um novo impulso, se for entendida como uma dimensão de toda ação evangelizadora, pois uma ação eclesial só é evangelizadora se também catequiza. Por isso, há a necessidade de recuperar o conceito de catequese como um processo permanente de educação da fé e, não somente, uma preparação aos sacramentos ou destinada unicamente às crianças.</p>
<p>Como caminho para o discipulado, a catequese necessita o encontro pessoal com Jesus Cristo e, consequentemente, o seguimento e a missão, sendo que todo discípulo é missionário. O discípulo missionário será atuante e desenvolverá a missão nos vários âmbitos da sociedade: família, comunidade, escola, trabalho e vida planetária.</p>
<p>O tripé da missão bíblico-litúrgica-vivencial da catequese apresenta o itinerário e inspiração catecumenal, tendo como centralidade a Palavra de Deus, a pessoa de Jesus Cristo e a comunidade. A catequese diferenciada, destinada às diversas realidades e situações em que vive a maioria das pessoas, é sempre inclusiva. Acolhe as pessoas com necessidades especiais, migrantes, crianças, adolescentes, jovens e adultos.</p>
<p>Os desafios para uma catequese nova nos métodos e na linguagem são grandes.</p>
<p>A abertura do Ano Nacional para a catequese está previsto para o 2º Domingo da Páscoa, dia 19 de abril, nas dioceses, prelazias, paróquias e comunidades. De 22 até 30 de abril será realizada uma celebração do episcopado pelo Ano Catequético, durante os trabalhos da 47ª Assembléia Geral dos Bispos em Itaici. À nível regional, teremos em Santa Cruz do Sul, no dia 24 de maio, o grande Encontro Estadual dos (as) Catequistas.</p>
<p>A culminância do Ano Catequético será com a 3ª Semana Brasileira de Catequese que ocorrerá de 6 a 11 de outubro de 2009, em Itaici, Indaiatuba – SP, com o tema: “Catequese, caminho para o discipulado” e o lema: “Nosso coração arde quando Ele fala, explica as Escrituras e parte o pão” (cf. Lc 24, 32.35).</p>
<p>No dia 30 de agosto, haverá a celebração do Dia do Catequista nas paróquias, dioceses e regionais. O encerramento do Ano Catequético acontecerá no dia 22 de novembro, no domingo de Cristo Rei, em sintonia com o Dia Nacional do Leigo. Nossa Diocese de Santa Maria, no mesmo dia 22 de novembro, fará o Encontrão dos (as) Catequistas no Santuário Basílica da Medianeira.<br />
Todas estas programações do Ano Catequético visam impulsionar a catequese para “formar discípulos missionários de Jesus Cristo para que nEle todos os povos tenham vida”.                                                                               </p>
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		<title>Campanha da fraternidade e ações concretas</title>
		<link>http://www.arazao.com.br/2009/03/14/campanha-da-fraternidade-e-acoes-concretas/</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Mar 2009 05:24:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bispo D. Hélio Rubert]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>

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		<description><![CDATA[Anualmente realizamos no Brasil a Campanha da Fraternidade durante o período da Quaresma. Neste ano de 2009 o tema é: “Fraternidade e Segurança Pública” e o lema: “A paz é fruto da justiça” (Is 32,17).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Hélio Adelar Rubert</strong></p>
<p>Anualmente realizamos no Brasil a Campanha da Fraternidade durante o período da Quaresma. Neste ano de 2009 o tema é: “Fraternidade e Segurança Pública” e o lema: “A paz é fruto da justiça” (Is 32,17).</p>
<p>A metodologia empregada é sempre constatar a situação atual da Segurança Pública, iluminar a realidade com a Palavra de Deus e buscar ações concretas para superar as necessidades. Hoje focalizamos nossa atenção sobre as ações concretas.</p>
<p>O compromisso na luta contra as causas e fatores que geram insegurança social é de todos, pois todos aspiram soluções rápidas. </p>
<p>Citam-se entre as causas que geram insegurança:</p>
<p>- o modelo social centrado no econômico-financeiro; tudo gira ao redor deste modelo de modo que outros valores são relativizados. Essa idolatria do dinheiro gera violência, frustração, exclusão social e a negação do bem comum; &#8211; a injustiça social; &#8211; a desvalorização da pessoa humana pelo valor econômico; &#8211; a pobreza, a miséria, a fome e a exclusão social. As necessidades básicas como a alimentação, moradia, vestuário, saúde, educação não ganham a sua devida satisfação e, com isso, geram a violência; &#8211; a educação de má qualidade; &#8211; os meios de comunicação social que, às vezes, incitam as pessoas à violência; &#8211; o individualismo e o subjetivismo impedem a superação da insegurança pública; &#8211; a violência precisa também ser percebida na realidade familiar e comunitária; &#8211; o sistema carcerário atual exige um novo modelo penal. </p>
<p>Intuímos que a mudança social passa pela educação: &#8211; a família deverá ser a primeira a assumir o papel de educadora de seus filhos na cultura da paz, a partir dos valores do Reino de Deus; &#8211; a realização da CF nas escolas públicas e particulares divulgando o tema da segurança pública entre alunos, professores, funcionários e familiares; &#8211; o comprometimento do Estado e a sociedade organizada por campanhas de conscientização; &#8211; o compromisso por campanhas educacionais nas diferentes confissões religiosas e comunidades para a segurança pública e a paz nas comunidades e sociedade.</p>
<p>Algumas ações concretas podem ser feitas como: &#8211; desenvolver nas escolas o compromisso de todos na conquista da paz e da segurança junto aos professores; &#8211; produção de material para os pais e educadores em vista da formação das crianças e dos adolescentes; &#8211; a criação de centros de formação que falem da segurança pública; &#8211; formação de leigos e leigas em vista da construção de uma sociedade segura; &#8211; a inclusão da segurança pública nos programas de formação para iniciação cristã e pastoral da juventude; &#8211; fortalecer a família para a missão de educar os filhos nos autênticos valores humanos e cristãos; &#8211; superar a violência doméstica; &#8211; promover fóruns e seminários que estudem temas sobre a segurança pública; &#8211; incentivar as universidades e os centros de investigação para que promovam cursos de pós-graduação em segurança pública; &#8211; atuar junto aos meios de comunicação social para um aprofundamento do tema da segurança pública; &#8211; sugerir aos jornais, rádios e agentes de comunicação que abordem o tema da segurança pública; &#8211; criar espaços na Internet para discutir temas da CF atingindo principalmente os jovens; &#8211; produzir DVDs, programas de rádio, música que fortaleçam a mentalidade da cultura da vida, da justiça de da paz; &#8211; aprofundar questões de segurança pública com palestras destinadas às lideranças religiosas, penais, educacionais, militares e civis. </p>
<p>Algumas outras ações podem ser desenvolvidas na comunidade eclesial e na sociedade como: &#8211; assegurar serviços de caridade para com as vítimas da violência e seus familiares; &#8211; apoiar as associações que lutam para superar as causas da insegurança; &#8211; promover o diálogo com os poderes públicos, leis e políticas públicas que permitam a construção de uma sociedade mais segura; &#8211; organizar casas de acolhida que atendam com compaixão e solidariedade as vítimas da violência e os grupos de risco; &#8211; fortalecer as pastorais sociais, sobretudo, a pastoral carcerária; &#8211; promover dinâmicas de perdão entre as famílias; &#8211; denunciar toda forma de trabalho escravo,  tráfico de pessoas, exploração sexual, violência doméstica particularmente contra a mulher, a criança e o idoso; &#8211; trabalhar pela prevenção do uso das drogas; &#8211; acompanhar os usuários de drogas e recuperar a sua auto-estima e vencer esta enfermidade; &#8211; ter presente o diálogo ecumênico para a busca de caminhos na construção da vida segura&#8230;</p>
<p>Todas estas ações, e outras, deverão ajudar na superação da violência e na construção da cultura da paz nas pessoas, na família, na comunidade e na sociedade.</p>
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		<title>A paz é fruto da justiça</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 05:21:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bispo D. Hélio Rubert]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>

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		<description><![CDATA[Na Quarta-feira de Cinzas, abrimos a Campanha da Fraternidade 2009 com o tema: “Fraternidade e Segurança Pública” e com o lema: “A paz é fruto da justiça” (Is 32,17)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Hélio Adelar Rubert</strong></p>
<p>Na Quarta-feira de Cinzas, abrimos a Campanha da Fraternidade 2009 com o tema: “Fraternidade e Segurança Pública” e com o lema: “A paz é fruto da justiça” (Is 32,17).</p>
<p>É uma campanha quaresmal que une em si as exigências da conversão, da oração, do jejum e da doação. É um chamado forte a renovar a vida da Igreja, a transformar a sociedade a partir de um tema específico abordado à luz do projeto de Deus. </p>
<p>O tema da “Segurança Pública” é social. Convoca os cristãos e todas as pessoas de boa vontade a uma maior participação nos sofrimentos de Cristo com possibilidade de auxílio aos pobres.</p>
<p>Uma primeira atitude é olhar a CF com enfoque positivo. Tanto a oração da Campanha quanto o hino estão num claro sentido de esperança. O objetivo da Campanha não é só denúncias, mas criar condições necessárias para que todos vivam em segurança, na paz e na justiça que tanto se deseja.</p>
<p>Para ajudar na compreensão do tema da CF 2009, a CNBB preparou um Texto-Base com o método do Ver, Julgar e Agir. Este material pode ser encontrado nas livrarias católicas e outras. É um material muito bem pesquisado e apresentado com fundamentação sólida. </p>
<p>O texto parte sempre da realidade atual. No Brasil os números da violência são alarmantes. Uma pesquisa situa o Brasil na quarta posição dos 84 países pesquisados com mais violência. A CF quer alertar a triste realidade em que vivemos com tantos tipos de violências, algumas das quais a sociedade nem percebe, por exemplo: a violência psicológica ou a agressão emocional, a diferença entre as classes sociais, os desvios no comportamento sexual, no alcoolismo e uso de drogas, etc&#8230;</p>
<p>Pode-se distinguir três tipos de violência: a) a estrutural, baseada na discriminação social; b) a física que é visível e concreta sob tantas formas e c) a violência simbólica que se manifesta nas situações de ameaças, humilhações e pressões sociais.</p>
<p>Numa visão global pode-se elencar as várias formas de violências apresentadas no  Texto-Base da CF 2009: &#8211; a violência no ambiente familiar; a violência contra o nascituro e sua mãe; a violência entre os grupos sociais; a violência do racismo; a violência no campo; contra os povos indígenas; no trânsito; contra a ecologia; contra os defensores de direitos humanos; a violência policial e a violência contra os policiais. Pode-se elencar também as violências no mundo da saúde, da religião e das comunicações. São tantas formas de violências modernas. </p>
<p>A CF, porém, procura iluminar o tema com a luz da Palavra de Deus, o testemunho de Jesus, dos profetas e dos cristãos. Tudo se constitui fundamento e iluminação para os caminhos da paz como fonte da justiça. Existiu e existe muita gente que quer contribuir. Por isso, todos são convocados a trabalhar pela cultura da paz.</p>
<p>O que poderia dar resultado? Certamente o que Jesus pregou e fez. Também a educação, seguida da política de paz e justiça, o trabalho, a oração, a disciplina, etc&#8230;</p>
<p>O terceiro grande momento do Texto-Base é o AGIR. Nesse campo entram muitas sugestões e se abre espaço para a criatividade popular e das lideranças em todos os níveis. O agir não se limita só aos cristãos, mas a toda sociedade humana. É urgente enfrentar coletivamente as causas da injustiça social, da desvalorização da pessoa humana e da perda dos valores. São sugeridas ações educativas na família, nos meios de comunicação social, nas escolas públicas e particulares, e campanhas educacionais para a paz. </p>
<p>A CF não apresenta receitas prontas, mas quer dar sua contribuição. Somos convidados a orar, apoiar e participar nessa importante campanha pela “Fraternidade e Segurança Pública”.</p>
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		<title>A dignidade da pessoa</title>
		<link>http://www.arazao.com.br/2009/02/13/a-dignidade-da-pessoa/</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Feb 2009 01:10:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bispo D. Hélio Rubert]]></category>
		<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>

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		<description><![CDATA[O ser humano deve ser respeitado e tratado como pessoa desde o instante de sua concepção]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Bispo Dom Hélio Rubert</strong></p>
<p>No dia 12 de dezembro de 2008, a Congregação para a Doutrina da Fé lançou em Roma um documento de caráter doutrinal intitulado: “<strong>Dignitas Personae</strong>”, isto é, “A Dignidade da Pessoa”. Com 33 páginas, o documento atualiza os ensinamentos da Igreja Católica sobre algumas questões de bioética.</p>
<p>Esta instrução foi aprovada expressamente pelo Papa Bento XVI, de forma que goza de autoridade própria do magistério do Sumo Pontífice.</p>
<p>Toda a instrução se baseia em dois princípios fundamentais:</p>
<p>O primeiro princípio afirma: “o ser humano deve ser respeitado e tratado como pessoa desde o instante de sua concepção” (n. 4).</p>
<p>Em segundo lugar, a instrução assegura que a origem da vida humana “tem seu autêntico contexto no matrimônio e na família, onde é gerada por meio de um ato que expressa o amor recíproco entre o homem e a mulher” (n. 6).</p>
<p>Na luz destes dois princípios, o documento oferece critérios éticos sobre diferentes práticas que em nossos dias se tornaram freqüentes. Eis algumas questões:</p>
<p><strong>Técnicas de assistência à fertilidade</strong> – A instrução considera estas técnicas lícitas quando respeitam “o direito à vida e à integridade física de cada ser humano”, assim como “a unidade do matrimônio” e o ato de procriação conjugal. Estimula as ajudas para remover os obstáculos que impedem a fertilidade natural e alenta a adoção das numerosas crianças órfãs.</p>
<p>Confirma o juízo ético negativo sobre a fecundação in vitro e constata o aumento dos perigos que esta prática implica, pois o número de embriões sacrificados é altíssimo (80% nos centros mais importantes, segundo afirma no n.27).</p>
<p><strong>O congelamento de embriões e óvulos</strong> – O congelamento de embriões é incompatível com o respeito devido aos embriões humanos por estes motivos, e todas as respostas à pergunta sobre o que fazer com os embriões já congelados propõem diferentes problemas, reconhece o documento.</p>
<p><strong>A redução embrionária é aborto</strong> &#8211; Dado que algumas técnicas de procriação artificial deram lugar a um aumento significativo da porcentagem de gravidez múltipla, há anos se aplica a redução embrionária, que elimina embriões ou fetos no seio materno para reduzir seu número. “Desde o ponto de vista ético, a redução embrionária é um aborto intencional seletivo” (n. 21).</p>
<p><strong>Clonagem humana </strong>-  A clonagem humana é “intrinsecamente ilícita”, afirma, pois “se propõe a dar origem a um novo ser humano sem conexão com o ato de recíproca doação entre dois cônjuges e, mais radicalmente, sem nenhum vínculo com a sexualidade” (n.28). </p>
<p>No que se refere à clonagem terapêutica, indica que “produzir embriões com o propósito de destruí-los, ainda que seja para ajudar os enfermos, é totalmente incompatível com a dignidade humana, porque reduz a existência de um ser humano, inclusive em estado embrionário, à categoria de instrumento que se usa e destrói” (n.30).</p>
<p><strong>Células-tronco</strong> – A avaliação ética depende dos métodos de coleta de células-tronco. “Devem-se considerar lícitos os métodos que não procuram grave dano ao sujeito do qual se extraem. Esta condição se verifica, geralmente, no caso de: a) extração de células de tecidos de um organismo adulto; b) sangue do cordão umbilical no momento do parto; c) tecidos de fetos mortos de morte natural”(n. 32).</p>
<p>Contudo, considera “gravemente ilícita” a “extração de células-tronco do embrião humano vivo”, pois “causa inevitavelmente sua destruição. Neste caso, a pesquisa não se põe verdadeiramente ao serviço da humanidade, pois implica a supressão de vidas humanas” (n. 32).</p>
<p>A instrução “Dignitas Personae” aborda ainda o tema dos embriões híbridos e a utilização de vacinas de origem ilícita. São todos assuntos atuais e que merecem atenção (cfr. Página do Vaticano: <a href="http://www.vatican.va">www.vatican.va</a> Fonte: Zenit, 12/12/2008).</p>
<p>Esta síntese, embora parcial, deseja ser uma provocação para a leitura e o estudo deste documento tão importante sobre algumas questões de bioéticas suscitadas pela biomedicina nas últimas décadas.</p>
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		<title>As santas missões populares</title>
		<link>http://www.arazao.com.br/2009/01/31/as-santas-missoes-populares/</link>
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		<pubDate>Sat, 31 Jan 2009 11:58:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bispo D. Hélio Rubert]]></category>

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		<description><![CDATA[Estamos no ano das Santas Missões Populares. Toda a Diocese de Santa Maria se prepara para seu Iº Centenário em 2010. O momento forte dessa preparação são as Missões. Gostaríamos que todas as comunidades sejam atingidas pelas Missões e sejam renovadas a partir da espiritualidade missionária.
Na 65ª Romaria da Medianeira, dia 9 de novembro de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos no ano das Santas Missões Populares. Toda a Diocese de Santa Maria se prepara para seu Iº Centenário em 2010. O momento forte dessa preparação são as Missões. Gostaríamos que todas as comunidades sejam atingidas pelas Missões e sejam renovadas a partir da espiritualidade missionária.</p>
<p>Na 65ª Romaria da Medianeira, dia 9 de novembro de 2008, fomos desafiados a cumprir três compromissos: 1º) Ler as cartas de São Paulo; 2º) Participar das Santas Missões Populares e 3º) Rezar uma dezena do terço todos os dias.</p>
<p>Certamente todos estão levando a sério este chamado da Igreja Diocesana. No fundo é um compromisso com a Palavra de Deus, um incentivo à oração e à missão.</p>
<p>Agora é a hora de intensificar a evangelização. Ninguém pode cruzar os braços ou ficar indiferente. Todos podemos e devemos fazer a nossa parte. As Santas Missões Populares serão uma grande bênção.</p>
<p>Nossa primeira atitude é ter Deus no coração e levá-Lo ao coração dos irmãos. O nosso mundo está cheio de grandes problemas por falta de Deus. É preciso que nos voltemos para Ele de todo coração. Com isso surge uma nova humanidade dentro de nós e ao nosso redor.</p>
<p>Quem tem Deus no seu coração, naturalmente sente a alegria de levá-Lo para outros. Fazendo a experiência pessoal de Deus, que é Uno e Trino, nós nos apaixonamos por Ele. Entramos na sua intimidade e observamos os seus mandamentos que são o caminho para o nosso bem e felicidade. Cultivando uma sincera amizade com Deus, deixamo-nos inundar de seu amor e sabedoria. Esta experiência é tão gostosa e forte que nos impulsiona a levar Deus ao coração dos irmãos, a partir dos mais queridos.</p>
<p>Quando uma pessoa é apaixonada por Jesus, sente necessidade de falar bem de Jesus, do Evangelho, da sua Igreja, da vida sacramental e da sua comunidade.</p>
<p>Evangelizar, portanto, é conhecer Jesus e anunciá-Lo.</p>
<p>Onde começar? O lugar da evangelização é na própria casa, na família, na cidade e no trabalho. Pe. Perini, num artigo sobre a hora de evangelizar, apresenta sugestões bem concretas sobre o lugar de evangelização: Na família, o marido evangeliza a esposa, ou ela a ele. Os pais evangelizam os filhos, ou talvez eles a seus pais. Os irmãos evangelizam seus irmãos. O namorado evangeliza a namorada ou vice-versa. A esposa pode evangelizar o esposo rebelde. A mãe grávida já pode evangelizar o bebê que está gerando, antes de nascer. A mãe pode evangelizar seu bebê recém-nascido, enquanto o amamenta. Eis uma obra, às vezes, difícil, mas imprescindível: evangelizar na família.</p>
<p>No trabalho, há tantas oportunidades de evangelizar aqueles colegas mais amigos e achegados. Podemos evangelizar os vizinhos de residência ou de apartamento, com quem temos amizade ou possibilidade de anunciar. Na escola, os professores podem evangelizar seus alunos. Os alunos podem evangelizar seus colegas de escola. Enfim, onde quer que estejamos, há sempre alguém ‘muito pobre’ de Deus, que precisa encontrar a ‘pérola preciosa’ que é Jesus (cfr. Pe. Alírio J. Pedrini, Brasil Cristão, p. 14, jan.2009).</p>
<p>Nossa evangelização não é imposição. Damos testemunho de Jesus com simplicidade e coerência. Nossa vida será “anunciar o Evangelho sobre os telhados&#8230; anunciar que somos de Jesus”.</p>
<p>Carlos de Foucauld dizia: “Meu apostolado deve ser o apostolado da bondade. Quem me vê deve pensar: já que esse homem é tão bom, sua religião deve ser boa. E se me perguntarem porque sou manso e bom, devo responder: porque sou servo de um outro muito melhor do que eu. Ah! Se vocês soubessem como é bom o meu Senhor Jesus. Gostaria de ser tão bom, que se pudesse dizer: se o servo é assim, como não será então, o Senhor?” (cfr. Edosn Damian, Espiritualidade para nosso tempo, p. 135, Ed. Paulinas, 2007).</p>
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