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	<title>ARAZÃO &#187; Fábio Vasconcelos</title>
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	<description>A Razão 75 Anos</description>
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		<title>E se o “gênio” aparece&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 01 May 2009 13:57:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Fábio Vasconcelos]]></category>
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		<description><![CDATA[Fábio Vasconcelos
Arquiteto, Teólogo e Deão da Catedral Anglicana do Mediador &#8211; IEAB
Imagine-se encontrando uma lâmpada a semelhança da “Lâmpada de Aladim”, e em apenas um esfregão você fosse alvo da seguinte questão. O “gênio da lâmpada” quer realizar um desejo, e voltando-se para você, com um sorriso no canto da boca perguntaria: O que você [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Fábio Vasconcelos</strong><br />
<em>Arquiteto, Teólogo e Deão da Catedral Anglicana do Mediador &#8211; IEAB</em></p>
<p>Imagine-se encontrando uma lâmpada a semelhança da “Lâmpada de Aladim”, e em apenas um esfregão você fosse alvo da seguinte questão. O “gênio da lâmpada” quer realizar um desejo, e voltando-se para você, com um sorriso no canto da boca perguntaria: O que você gostaria de fazer daqui a 10 anos? Surpreso você responderia: &#8230; Por que? E imediatamente ele replicaria: Para realizar seu desejo eu preciso saber se você deseja mudar seu futuro?</p>
<p>A resposta que possivelmente você deve estar tendo em mente diante desta ilustração pode ser um indicativo de que está na hora de mudar&#8230; Mas mudar não é fácil, é coisa de “gênio da lâmpada”&#8230;</p>
<p>Como tudo de nos arranca da inércia, desejar mudar e entrarmos num processo que não é fácil ser assumido. Afinal, nem sempre estamos preparados para mudar. A nossa tendência é permanecer agarrados nas frágeis continuidades e nas seguranças caducas. Todos temos resistência ao novo, valorizamos por demais as experiências passadas e temos medo do futuro. E de repente para desejar esse futuro é preciso se ver nele. É olhar para frente e enxergar-se lá&#8230;</p>
<p>A velocidade do que nos rodeia e na qual estamos inseridos é proprietária de mudanças tão radicais, que os únicos que continuam desejando em meio a essa realidade são aqueles que se adiantam às mudanças e mudam a partir de si mesmos. Para isso, não se entregam as mesmices e pagam o preço de enfrentar um processo de reorganizar seu propósito de vida. Há quem aponte esse processo em pelo menos três etapas: Cortar o “umbigo” com o passado, organizar o presente e reconhecer o valor das conquistas.</p>
<p>Cortar o “umbigo” com o passado não significa abandonar o que se faz. Porém, é fazê-lo de modo diferente. Sustentar o passado tem um alto preço e exige muito esforço de todos, principalmente dos que são mais capazes.</p>
<p>A questão é saber claramente o que abandonar e como é possível fazer isso, pois uma atitude de se organizar de maneira programada conduz a um futuro possível. Se descobrirmos que é hora de mudar, temos que saber quais são as nossas condições de abraçar o novo. Quando esse processo começar, também junto com ele virão as dificuldades. Aí precisaremos de maturidade para identificar e reconhecer as oportunidades e o valor das conquistas, estando atento ao processo de construção a partir do qual fazer, é fazer bem feito. </p>
<p>Infelizmente, boa parte das pessoas têm um potencial incrível, e por não desejarem mudar seu futuro, terminam suas vidas só no potencial. O cemitério está cheio de potencial enterrado junto com aqueles que não inovaram&#8230; Afinal, explorar o potencial, sem ficar mergulhado em problemas, é o que conduz à inovação.</p>
<p>Então, o que é mais difícil quando se está diante da pergunta desconcertante do “gênio”? É dar o primeiro passo. A decisão de cortar o “umbigo” requer coragem e insatisfação&#8230; Ser insatisfeito, neste caso, é estar inconformado com uma visão de futuro medíocre. É acreditar que sempre é possível fazer o melhor para um futuro melhor. </p>
<p>Diante da dinâmica em que vivemos, temos que mudar antes que nos mudem&#8230; Se você esta vivo ainda dá tempo!</p>
<p>O que você gostaria de fazer daqui a 10 anos?  </p>
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		<title>A Paixão de Cristo arranha você?</title>
		<link>http://www.arazao.com.br/2009/04/10/a-paixao-de-cristo-arranha-voce/</link>
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2009 15:04:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Fábio Vasconcelos]]></category>
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		<description><![CDATA[Fábio Vasconcelos
Arquiteto, Teólogo e Deão da Catedral Anglicana do Mediador &#8211; IEAB
A “sexta-feira da Paixão” sempre passa uma idéia de tristeza, lamento, contrição para aqueles que vivenciam a mensagem cristã com aquela tônica de devoção popular. Bem, sempre me recordo das “sextas da Paixão” como aqueles dias em que todo mundo fica “triste” por que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Fábio Vasconcelos</strong><br />
Arquiteto, Teólogo e Deão da Catedral Anglicana do Mediador &#8211; IEAB</p>
<p>A “sexta-feira da Paixão” sempre passa uma idéia de tristeza, lamento, contrição para aqueles que vivenciam a mensagem cristã com aquela tônica de devoção popular. Bem, sempre me recordo das “sextas da Paixão” como aqueles dias em que todo mundo fica “triste” por que Cristo morreu. Todavia, na minha infância da fé eu sempre me perguntava que “paixão” era essa&#8230; Só castigo e dor diante de um homem que era o amor em pessoa&#8230;</p>
<p>A palavra Paixão vem do grego Patos, mesma raiz para sofrimento, dor, e o mais interessante, é que relacionamos diretamente alguém que está apaixonado com a imagem de alguém que está “morrendo de amores” por seu objeto de desejo. A paixão “adoece” aos apaixonados&#8230; Certamente descobri depois de amadurecer um pouco mais espiritualmente que o olhar para a Paixão do Cristo é um olhar de admiração e motivação radical ante aquela imagem de suma tristeza e melancolia vivida por alguns.</p>
<p>Creio num Deus que é apaixonado. Um Deus apaixonado por algumas coisas e que apaixonadamente detesta outras. Quando temos a oportunidade de perceber isso, observamos que somos apaixonados desmedidamente também. Pode ser paixão por um problema, por um valor ético, por um grupo de pessoas, por uma causa comum ou incomum, por um projeto, por uma pessoa, pela existência, ou até pela morte&#8230; O que quer que seja, é algo que nos importa, que sempre estaremos compelidos a falar a esse respeito e a fazer o que estiver ao alcance para nos mover pelo ardor que brota das nossas entranhas.</p>
<p>As pessoas não deixam de falar naquilo que mais importam para elas. Por isso, a paixão move muitas conquistas e muitos fracassos. Acredito que a essência da paixão é divina, e que essa paixão é transmitida a todos que se arranharam em Deus. Todos que O sentiram na pele; sentiram o Seu hálito&#8230; Creio que Ele nos dá o ardor para defender um causa e que geralmente brota de uma pele arranhada n’Ele, reconhecida em várias pessoas ao mesmo tempo. Essa é aquela paixão que não falamos em nome de nós mesmos, mas em nome dos que precisam de voz.</p>
<p>Creio num Deus que usa pessoas apaixonadas para mover o mundo e impulsionar a restauração do que se quebrou. Você pode ter recebido uma paixão por algo relevante para você e para o mundo, algo que realmente faça a diferença no meio dos diferentes. O que você tem feito com essa paixão? Espero que não esteja lamentando e sofrendo por ela, e sim transformando ela em algo maior e mais consistente.</p>
<p>As paixões nos são dadas de diferentes formas, de formas diferentes, para que se concretizem e se transformem em nova VIDA. Isso é Páscoa! Nova Vida vivida com VIDA! Não devemos esperar que alguém se entusiasme pela nossa paixão. Em vez disso, devemos ouvir e valorizar as mensagens de vida uns dos outros, porque ninguém tem como dizer tudo. Jamais despreze ou menospreze a paixão dada por Deus à outra pessoa e a você. Mesmo que você não acredite que a Paixão do Cristo é um projeto que tem como meta para arranhar você&#8230;</p>
<p>Apaixone-se e Feliz Páscoa!</p>
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		<title>Passando o pão no rosto&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 05:18:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Fábio Vasconcelos]]></category>
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		<description><![CDATA[Certa vez, presenciei uma discussão de dois queridos meus sobre o entendimento claro, por vezes “folclórico”, de algumas pessoas sobre expressões bíblicas que estão no domínio público]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Fábio Vasconcelos</strong><br />
<em>Arquiteto, Teólogo e Deão da Catedral do Mediador</em></p>
<p>Certa vez, presenciei uma discussão de dois queridos meus sobre o entendimento claro, por vezes “folclórico”, de algumas pessoas sobre expressões bíblicas que estão no domínio público. Na ocasião a celeuma se dava porque um deles afirmava que ainda existem aqueles, que ao ouvir a popularizada citação bíblica “comerás o pão, com o suor de teu rosto”, acreditam que ela se refere à ação de passar o pão no rosto suado e comê-lo&#8230; Confesso que dei muitas risadas naquele dia.</p>
<p>Certamente não sou o primeiro, nem o último a mencionar que a origem da palavra trabalho vem do latim Tripalium. O Tripalium era um instrumento de tortura romano formado por três (tri) paus (palus) unidos e cravados no chão em forma de uma pirâmide, com o objetivo de trazer o suplício aos torturados. No mundo ocidental esta mancha negativa ao termo não se abate com o “Laboro” usado na idade média e renascimento. Afinal, a concepção negativa desta ação esteve durante séculos ligada ao sofrimento trabalho escravo e à dureza da atividade manual do servo. A lógica histórica é não trabalhar, principalmente quando se tem alguém para trabalhar por você. Não sei se mudou muito, porém, temos que admitir que essa idéia de que trabalho é sofrimento perdura até hoje em algumas culturas. Muitos de nós já ouvimos frases como: “Ah&#8230; Um dia, quando eu parar de trabalhar, vou descansar e fazer o que gosto&#8230;” Assim, tudo aquilo que é cansativo, difícil, custoso e tortuoso é “trabalhoso”.</p>
<p>É claro que o citado texto bíblico se reporta à provisão humana através do suor do trabalho, contudo, podemos perguntar: Hoje, trabalha-se mais que no passado?</p>
<p>Bem, recentemente um paladino da gestão estratégica em uma pertinente conversa sobre tempo e trabalho trouxe a minha lembrança que, durante a explosão da industrialização, as jornadas de trabalho eram ainda maiores que as de hoje, entretanto, o ser humano parece mais ocupado, infeliz, estressado e sem tempo. Por que?</p>
<p>Na sua vida profissional, ou temos prazer e foco naquilo desejamos alcançar, ou simplesmente trabalhamos bastante&#8230; Afinal, somos avaliados pelo que produzimos ou por quanto tempo trabalhamos? Quanto o excesso de carga reduz a eficácia, eficiência e efetividade do que fazemos? Quantas vezes paramos para afiar o machado?</p>
<p>Uma agência japonesa reguladora de trabalho concluiu que um engenheiro da montadora Toyota morreu por trabalhar demais, marcando a mais recente decisão contra o excesso de trabalho no Japão. O trabalhador tinha 45 anos e sofria uma grande pressão como chefe de engenharia no desenvolvimento de uma versão híbrida do carro Camry, segundo afirmou advogado que representava a mulher do falecido, que teve sua identidade mantida em segredo. Nos dois meses anteriores à sua morte, o engenheiro teve uma média de mais de 80 horas extras por mês. Ele constantemente trabalhava à noite e finais de semana, quando sofreu uma isquemia cardíaca em janeiro de 2006. Em comunicado, a Toyota afirmou que está trabalhando para melhorar o monitoramento da saúde de seus funcionários. </p>
<p>Um estudo analisou 2.214 funcionários públicos britânicos de meia idade e descobriu que aqueles que trabalhavam mais de 55 horas por semana tinham menos habilidades mentais do que os que faziam o horário normal. A pesquisa, divulgada na publicação científica American Journal of Epidemiology, descobriu que os que trabalhavam demais tinham problemas com a memória de curto prazo e lembrança de palavras. Os empregados que trabalhavam em excesso tinham menos horas de sono, relatavam mais sintomas de depressão e consumiam mais bebidas alcoólicas do que os que trabalhavam apenas no horário normal.</p>
<p>Parece que o Tripalium continua torturando e matando a muitos&#8230; E ainda mais, deixando as pessoas “dementes”&#8230;</p>
<p>Certamente temos que separar aquilo que chamamos de estresse daquilo que podemos considerar como cansaço. Quando fazemos qualquer trabalho com prazer não necessariamente precisamos nos estressar. Trabalho tem haver com qualidade de vida e com resultado.</p>
<p>Olhe para sua vida hoje e pense. Pense se você mesmo trabalhando muito tem desfrutado de qualidade de vida&#8230; Pense se trabalho para você é tortura; um sofrimento&#8230; Pense se você esta ficando “demente”&#8230; Pense se você está cansado ou estressado&#8230; Só não me venha dizer que está passando um pedaço de pão no rosto suado e comendo, acreditando que um dia, “se Deus quiser”, vai fazer o que gosta&#8230;</p>
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		<title>Agora um “Q.S.” para você medir..</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Feb 2009 01:58:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Fábio Vasconcelos]]></category>
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		<description><![CDATA[Depois daquele dia fiquei curioso para saber o que era aquele tal “Q.I.” e descobri que era uma medida de inteligência]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Fábio Vasconcelos</strong><br />
Arquiteto, Teólogo e Deão da Catedral Anglicana do Mediador</p>
<p>Certa vez, quando ainda era criança, passava pela sala de jantar e observei meu irmão mais velho sentado à mesa, com um relógio do lado, e escrevendo atentamente em um caderno, Ele olhava sistematicamente para os minutos passados a sua frente e anotava questões. Naquela ocasião perguntei a ele o estava fazendo e prontamente obtive sua resposta: Estou fazendo um teste de “Q.I.”&#8230; Depois daquele dia fiquei curioso para saber o que era aquele tal “Q.I.” e descobri que era uma medida de inteligência. O meu irmão estava desejoso em saber o quanto “inteligente” ele era, e para isso ele se utilizava de um dos inúmeros testes que se propõem a medir a inteligência das pessoas.</p>
<p>O &#8220;Q.I.&#8221; (quociente de inteligência) mede-se por meio de testes desenvolvidos para avaliar as capacidades cognitivas (inteligência) de um sujeito. Esses começaram a ser utilizados cientificamente na França no inicio do século XX. Durante um tempo o &#8220;Q.I.&#8221; foi alvo do orgulho e arrogância de muitos. Lembro-me de pessoas que mencionavam de boca cheia: Ah&#8230; Meu &#8220;Q.I.&#8221; está acima de 110 pontos! Logo eu sou acima da média!</p>
<p>Entretanto, na década de 90 surge um novo tipo de inteligência mensurável chamado de “Inteligência Emocional”. Ela tornou-se tema de vários livros campeões de vendas e de uma infinidade de discussões televisivas, em meios educacionais e empresas. Foi o redator de ciência do New York Times, Daniel Goleman, que em 1995, despertou esse interesse público quando na edição de outubro, a revista Time pergunta ao leitor: “Qual é o seu ‘Q.E.’ ?” Ou seja: Qual é seu Quociente Emocional?<br />
Sempre que penso sobre isso vem a minha mente a imagem de um sujeito com um “Q.I.” elevado tendo que decidir em apertar um botão de um míssil nuclear em meio a um tsunami e alguém gritando no seu ouvido: Aperta! Aperta! Resolve! Resolve! E ele, vencido, tendo um imediato surto&#8230; Claro, uma pessoa emocionalmente equilibrada decide sempre melhor que uma que, apesar da genialidade, é extremamente inseguro&#8230;</p>
<p>Provou-se que a inteligência humana não é regida somente pela razão, mas também pelas paixões. Hoje, nos EUA muitas empresas importantes já utilizam uma medida chamada &#8220;Q.E.&#8221; (quociente emocional) em vez do cartesiano &#8220;Q.I.&#8221; na escolha do pessoal de escalão superior. Muitos justificam que, de nada vale, para um candidato a gerente, ser inteligente e saber muito sobre tecnologia e ser um estourado, um mal-humorado ou um assediador sexual. </p>
<p>Por sua vez, atualmente, tem-se falado do desenvolvimento de outra inteligência: a Inteligência Espiritual. Ela está relacionada à necessidade humana de ter propósito e sentido na vida. Logo o “Q.E.” (quociente espiritual) é uma relação de medida diretamente ligada a nossa existência e que nos leva a noção de éticas, valores e crenças que norteiam as ações do nosso cotidiano. Apesar de o termo remeter a um sentimento religioso, ele tem sido utilizado para referir-se a atitudes de ousadia, intuição, fé, autoconfiança, convicção, além de desenvolver valores que sensibilizam a sociedade, tais como a generosidade, o senso de justiça, o contentamento. Em alta no mercado profissional, essas atitudes determinam o perfil do sujeito, do parceiro, do colaborador, do trabalhador, do amigo, ou do<br />
empreendedor desejado&#8230; </p>
<p>As neurociências e a neurolinguística já apresentam evidências da existência desse tipo de inteligência, através da qual captamos fatos, idéias e emoções. A capacidade de se perceber-se inserido em contextos maiores que tornam o ser humano mais sensível aos valores e as questões ligadas à divindade e à transcendência. Essas ciências também afirmam que a espécie humana se diferencia evolutivamente das outras por uma região dos lobos temporais do cérebro batizada de “o ponto Deus”. </p>
<p>O &#8220;Q.S.&#8221; é definido como fonte do equilíbrio, do nível máximo da lucidez no ser humano, fonte do bom senso, como uma forma de percepção que permite compreender que o todo é maior do que a soma das partes. Desperta o interesse pela busca da felicidade e a da capacidade de realização pessoal.</p>
<p>Hoje, olhando para a vida do meu irmão mais velho, percebo que diante dos desafios de sua vida ele criou situações novas, compreendeu a necessidade de mudar de rumo, de investir mais em um novo projeto, de dedicar mais tempo à sua família. Não sei qual foi o resultado do seu teste de “Q.I.” há alguns anos atrás, mas posso afirmar mesmo sem olhar para os “minutos do relógio” percebo o alto desenvolvimento de sua Inteligência Espiritual, e que tem feito uma grande diferença em sua vida.</p>
<p>E você? Qual é a medida do seu “Q.S.”? </p>
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		<title>Darwin e um Criador bem humorado</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Feb 2009 01:14:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Fábio Vasconcelos]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>

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		<description><![CDATA[Darwin foi uma pessoa de grande moral, tanto em sua vida pessoal como em sua preocupação para com os outros]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Fábio Vasconcelos</strong></p>
<p>Charles Darwin nasceu na casa da sua família em Shrewsbury, Shropshire, Inglaterra, em 12 de fevereiro de 1809 e faleceu em Downe, Kent, em 19 de Abril de 1882. Ele era um homem quieto, de família, cuja vida foi marcada por doenças.  Ele nasceu em uma casa no afluente Shrewsbury e foi para Cambridge estudar teologia para ser ministro anglicano, concluindo teologia em 1831.  Naquele mesmo ano ele foi convidado para participar como naturalista do navio HSM Beagle, a fim de navegar em volta do mundo fazendo pesquisas.  Isso mudou a sua vida e o curso da ciência.  Na viagem ele estava mais interessado em geologia e só mais tarde &#8220;deslocou-se&#8221; para a biologia.</p>
<p>Como resultado, ele escreveu um curto livro A Origem das Espécies, que foi publicado em 1859.  </p>
<p>Durante os vinte anos seguintes, ele escreveu uma série de livros biológicos sobre orquídeas, plantas insetívoras, trepadeiras, de autofertilização em plantas, e, finalmente, sobre vermes.  O livro que rendeu o maior desafio para alguns foi A Descendência do Homem (1871), que afirmava uma visão totalmente evolutiva dos seres humanos. Seus trabalhos publicados encheram 29 volumes e representaram a vanguarda da biologia no seu tempo. </p>
<p>Darwin denota ter sido um homem de grande espiritualidade, e oscilou entre um vago teísmo e o ateísmo, e manteve seus motivos para permanecer agnóstico.  Alguns estudiosos de sua vida defendem o argumento de que ele perdeu a fé após a morte de sua filha de dez anos idade, Annie, porém, não com base em provas sólidas.  Entretanto, em Downe ele se tornou um forte colaborador e membro mantenedor da igreja anglicana local. </p>
<p>Darwin foi uma pessoa de grande moral, tanto em sua vida pessoal como em sua preocupação para com os outros.  Ele apoiou muitas causas nobres, incluindo as agências missionárias como a SAMS (Sociedade Missionária para a América do Sul). Ele foi da terceira geração dos Darwin-Wedgwood que se voltou contra a escravidão.  Ficou chocado com a escravidão no Brasil e em 1860 se opôs à escravatura nos Estados do Sul do EUA.  Mesmo assim, foi acusado de racista pelos anti-evolucionistas. Um estudo atento na história não comprova isso, e como exemplo, podemos constatar que o anti-evolucionismo tem muitas vezes resultado em racismo como nos Estados do Sul dos EUA e na Apartheid da África do Sul.   </p>
<p>A percepção popular é que os cristãos têm sido sempre implacáveis na oposição a Darwin. Inicialmente alguns cristãos, que aceitaram geologia, rejeitaram a evolução por diversas razões, mas nenhuma posição de um casal original da espécie apresenta uma terra que não pode ser mais antiga que 10.000 anos.</p>
<p>A partir de 1780 muitos anglicanos apoiaram o surgimento da ciência da geologia e de alguns geólogos do mundo antes de Darwin. No período de 1800 a 1855, mais de 80% do clero anglicano aceitou a geologia. Posteriormente, a reação no cristianismo a Darwin foi variada, alguns, entretanto aceitando evolução. Durante décadas muitos anglicanos pensaram em aceitar a evolução, mas em muitos momentos insistiu-se na criação direta de seres humanos. Esta aproximação entre cristianismo e evolução continuou até 1980, com a maioria aceitando a evolução, incluindo a muitos dos evangélicos, com uma minoria discordante, mas não rejeitando a evolução geologia da terra.</p>
<p>Contra isso a maioria dos cristãos, anglicanos ou não, simplesmente não se importa muito com as dúvidas sobre evolucionismo. Curiosamente, durante os últimos 130 anos muitos escritos de teólogos anglicanos têm alegremente aceitado o evolucionismo, sejam eles conservadores ou liberais.</p>
<p>Pode-se entender porque alguns cristãos são perturbados pela teoria de Darwin ou pelo o evolucionismo, por sua vez, todo o cenário de cinco mil milhões anos de idade da Terra começou por produzir vida há quatro bilhões de anos atrás e, em seguida, em última análise, toda a variedade de vida conhecida até aqui.</p>
<p>Afinal, o que é relevante na criação do ser humano?</p>
<p>Hoje, diante do bicentenário de Darwin nós sabemos o quanto é empolgante e fantástico perceber com reverência e admiração a CRIATIVIDADE do Criador. Quanto mais se estuda o homem, quanto mais se respeita Darwin, mais me impressiono apaixonadamente pela pelo tremendo bom humor do nosso Criador da Vida.</p>
<p>Acho que ele dá tremendas gargalhadas de tudo isso&#8230;</p>
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