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	<title>ARAZÃO &#187; Roger Spode Brutti</title>
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	<description>A Razão 76 Anos</description>
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		<title>Abstenha-se, de vez em quando</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 12:26:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Roger Spode Brutti
Delegado de Polícia Civil
Abster-se é, na maioria das vezes, uma atitude lucrativa. Abster-se de replicar o irado significa lucrar paz e tanquilidade. Ao abster-se do desejo cego por algo material, lucra-se o contentamento de se usufruir da verdadeira felicidade que dinheiro algum poderá jamais comprar, pois ela está nas pequenas e simples coisas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Roger Spode Brutti<br />
Delegado de Polícia Civil</p>
<p>Abster-se é, na maioria das vezes, uma atitude lucrativa. Abster-se de replicar o irado significa lucrar paz e tanquilidade. Ao abster-se do desejo cego por algo material, lucra-se o contentamento de se usufruir da verdadeira felicidade que dinheiro algum poderá jamais comprar, pois ela está nas pequenas e simples coisas da vida, como uma inocente brincadeira com os filhos. Tinha eu, aliás, em torno de quatro anos, quando, enquanto meu pai assistia ao noticiário da TV, convidei-o para brincar de carrinho. Concentrado nas notícias, ele disse não. Muito triste, jurei, naquele mesmo instante, que, quando eu ficasse “grande” e tornasse-me pai, jamais negaria um convite de um filho (a) para brincar. Com aqueles tenros quatro anos, percebi que o meu pai, o qual já era “grande”, não tinha noção de como aquilo era importante para mim.</p>
<p>Disseram-me uma vez que você só se torna realmente feliz, quando promove a felicidade de outrem, abstendo-se dos próprios interesses. É o que as religiões, de forma uníssona, sempre pregaram. Mas você não pode compreender isso, se não o praticar assiduamente. Imagine que o amanhã possa não existir para você, ou para a sua esposa, pai, mãe, filho ou filha. Então, esqueça o preço da gasolina, os tediosos assuntos ruins dos jornais e dê mais atenção a eles. Assim como as flores passam breve, nós também passamos. A vida terrena é curta e o sorriso adiado para amanhã poderá ser tardio. </p>
<p>No livro “Caminho Iluminado” – F. C. X. – sugere-se que nos devemos abster de fixar as deficiências do próximo, mas procurar destacar-lhe as qualidades nobres. Examinar o bem, louvar o bem e estender o bem o quanto pudermos é conduta a ser seguida. A paz pode passar a residir hoje mesmo em nosso campo íntimo, bastando que lhe ofereçamos o refúgio da compreensão. Se nos encontramos na condição de peça na engrenagem de hoje, a que se acolhem tantas criaturas aflitas, não nos entreguemos ao luxo do desânimo e, sim, trabalhemos servindo sempre. É preciso aprender a suportar os revezes do mundo, sem perder a própria segurança. Haja o que houver, trabalhemos na edificação do bem e seguimos adiante. Dor, na maioria das vezes, é o tributo que se paga ao aperfeiçoamento espiritual. Dificuldade mede eficiência. Ofensa avalia a compreensão. A própria morte é nova forma de vida. Resistamos aos percalços que tendem a nos desfibrar e mantenhamo-nos de pé na tarefa a que a vida nos reservou. Recordemos que a regra é a de que tudo sempre se altera para o bem. </p>
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		<title>A verdade é um espelho quebrado</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 12:25:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Roger Spode Brutti
Delegado de Polícia Civil
Guerras sangrenta no Oriente, discussões acirradas dentro das nossas próprias casas, em nosso trabalho, entre adeptos de religiões distintas ou de uma mesma religião, entre partidos políticos, enfim. Cada um tentando impor a sua verdade ao próximo. Muitas vezes, ditas pessoas sentem mesmo a necessidade de assim proceder, inconsciente e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Roger Spode Brutti<br />
Delegado de Polícia Civil</p>
<p>Guerras sangrenta no Oriente, discussões acirradas dentro das nossas próprias casas, em nosso trabalho, entre adeptos de religiões distintas ou de uma mesma religião, entre partidos políticos, enfim. Cada um tentando impor a sua verdade ao próximo. Muitas vezes, ditas pessoas sentem mesmo a necessidade de assim proceder, inconsciente e compulsivamente, como se as suas identidades e as razões das suas existências deixassem de ser, caso “suas” crenças quebrassem-se. Nesse diapasão, sentem-se confortadas, quanto mais simpatizantes das suas verdades houver, porquanto isso lhes concede a impressão de estarem certos. Todavia, a verdade pode ser deveras diferente daquela sentida por nossas mentes limitadas. A respeito, colaciono-lhes:</p>
<p>“Contam as lendas que a verdade foi enviada por Deus ao mundo em forma de um gigantesco espelho. Quando o espelho estava chegando sobre a face da terra, quebrou-se e partiu-se em inumeráveis pedaços que se espalharam por todos os lados. As pessoas sabiam que a verdade era o espelho, mas não sabiam que ele havia-se partido. Por isso, aquele que encontrava um dos pedaços acreditava que tinha nas mãos a verdade absoluta, quando na realidade possuía apenas uma pequena parte dela. E quem deterá a verdade absoluta? Só Deus a possui e a vai revelando ao homem na medida em que este esteja apto a conhecê-la. É como se fôssemos juntando os pedaços do grande espelho e conseguíssemos abranger uma maior parcela sua gradativamente. A verdade é conquistada graças aos esforços dos homens e nunca é uma revelação bombástica sem proveito algum para quem a recebe. Após a verdade ser descoberta, ninguém poderá encarcerá-la, ou a guardar só para si. Quem experimenta o sabor da verdade, não mais permanece o mesmo. Toda uma evolução opera-se e uma transformação radical e libertadora é inevitável. Por vezes, nossa cegueira não nos deixa vê-la, mas ela está em toda parte, latente, dentro e fora do mundo e é, muitas vezes, confundida com a ilusão. A verdade é Deus. E para penetrá-la, faz-se necessário diluir-se em amor como os grãos de açúcar em um cálice de água em movimento. A verdade é luz que se expande, aquece sem queimar e vivifica sem produzir cansaço. A meditação facilita-lhe o contato, a oração aproxima o homem da sua matriz e a caridade propicia a vivência com ela. A humildade abre a porta para que adentre no coração do homem e a fé facilita-lhe a hospedagem nos sentimentos.” (Divaldo Pereira Franco) </p>
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		<title>A Teoria das Janelas Quebradas</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 12:23:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Roger Spode Brutti
Delegado de Polícia Civil
Qual a relação que há entre segurança pública e janelas quebradas?
Afirmo que a relação é a mesma que há entre segurança pública e iluminação pública ou entre segurança pública e manutenção de praças públicas!
Veja-se: façamos uma comparação entre os marginais que se alastram em nossa sociedade e as baratas que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Roger Spode Brutti<br />
Delegado de Polícia Civil</p>
<p>Qual a relação que há entre segurança pública e janelas quebradas?</p>
<p>Afirmo que a relação é a mesma que há entre segurança pública e iluminação pública ou entre segurança pública e manutenção de praças públicas!</p>
<p>Veja-se: façamos uma comparação entre os marginais que se alastram em nossa sociedade e as baratas que se proliferam em determinada residência. Não é necessário, então, qualquer esforço mental, a fim de se perceber que, se a residência não for mantida limpa e higinizada regularmente, as baratas alastrar-se-ão desenfreadamente. Assim também o é na estreita e íntima relação que há entre as funções do poder público federal, estadual e municipal para com a proliferação da criminalidade em nossa sociedade. Uma praça pública depredada, mal iluminada, com banheiros públicos deploráveis acaba tornando-se foco de concentração de desocupados, de usuários de drogas, enfim, de marginais que, ao contrário de famílias que ali poderiam usufruir de um local de lazer, acabam assenhorando-se de referidos locais como se territórios particulares seus fossem, afastando os cidadãos, as mães, os pais e seus filhos daquele ambiente.</p>
<p>Dessa forma, no momento em que um marginal vier a quebrar um banheiro público, no momento em que um marginal vier a quebrar uma lâmpada pública ou pichar um muro qualquer, o poder público tem o dever de se mostrar presente, vigilante e, imediatamente, consertar o estrago levado a efeito, mostrando que não é o marginal que domina a área pública que desejar, mas sim o Estado (entendido este como sendo a administração pública federal, estadual ou municipal).</p>
<p>Foi assim que, em Nova Iorque, durante a gestão do Prefeito Rudolph Giuliani (de 1 de janeiro de 1994 a 31 de dezembro de 2002), aplicou-se a famosa e mundialmente reconhecida “broken windows theory” (teoria das janelas quebradas, também conhecida por “Tolerância Zero”), reduzindo-se drasticamente os índices de criminalidade que ascendiam sem cessar nos últimos trinta anos. </p>
<p>Dessa arte, definitivamente, vê-se que é indissociável a relação entre políticas públicas básicas e segurança pública, sendo pura falta de conhecimento crítico atribuirmos tudo o que se vê e tudo o que se ouve em relação à criminalidade como sendo um problema exclusivamente afeto à Polícia.</p>
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		<title>A sociedade tem os criminosos que merece</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 12:22:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Roger Spode Brutti
Delegado de Polícia Civil
De acordo com LACASSAGNE (1885), “o meio social é o caldo de cultura da criminalidade, sendo o delinquente um mero micróbio que não tem qualquer importância enquanto não encontra a cultura que provoca a sua multiplicação”. Se mudanças na legislação resolvessem o problema da criminalidade, o Brasil hoje seria um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Roger Spode Brutti<br />
Delegado de Polícia Civil</p>
<p>De acordo com LACASSAGNE (1885), “o meio social é o caldo de cultura da criminalidade, sendo o delinquente um mero micróbio que não tem qualquer importância enquanto não encontra a cultura que provoca a sua multiplicação”. Se mudanças na legislação resolvessem o problema da criminalidade, o Brasil hoje seria um paraíso, em decorrência do vasto complexo normativo que já produziu. </p>
<p>Como dizia o aposentado Ministro do STF, Dr. Evandro Lins e Silva, embora muitos achem que a severidade do sistema legal intimida e acovarda os criminosos, aquele magistrado nunca chegou a ter conhecimento, tampouco eu em minhas funções, de um sequer que tenha feito uma prévia consulta às leis penais antes de infringi-las.</p>
<p>Há que distinguirmos, também, os meios formais de combate à criminalidade (leis) dos meios instrumentais aptos a colocá-los em prática (polícias, presídios, etc.). De nada adianta um sistema legal prodigioso, se, de outro lado, existe um sistema instrumental deficiente. O flagelo do complexo carcerário nacional, por exemplo, já era de todos conhecido, exsurgindo novos debates a respeito diante do recente indeferimento de prisões preventivas na Comarca de Canoas/RS. Paralelamente a isso, como se não bastasse, nossas polícias, já assoberbadas de serviço, travam uma luta desigual contra a crescente criminalidade originada pela mortífera e crescente onda do “crack”.</p>
<p>Percebe-se, pois, que não mais é possível ao Poder Público deixar de reconhecer que a simplória ação de “tentar” reprimir vale menos que a ação de prevenir. Manter-se o foco exclusivamente na repressão penal é mecanismo falho, reprovado pelo tempo e rejeitado pela falta de eficiência. Não se pode focar unicamente a consequência e olvidar-se das suas causas. A crise do sistema penal repressivo é notória e generalizada. São incontáveis e incessantes rebeliões em estabelecimentos penais, reincidência criminal flagrante, aumento significativo e crescente do consumo de drogas, etc.</p>
<p>Por fim, vale dizer que, se para os administradores do nosso país a construção de presídios mostra-se a única solução perceptível perante todo esse sistema penal arruinado vigente, é porque tudo ficará ainda pior do que já está, pois nos faltam gestores de visão. Há que perceberem referidos homens públicos que por trás de todo flagelo de hoje estão as políticas públicas básicas deficientes de ontem. Ou se curam as causas, ou se chegará ao absurdo de um dia a sociedade precisar mais de presídios do que de escolas em seu meio social.</p>
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		<title>A Odrem das leatrs não aeltra a plaavra!</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 12:18:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Roger Spode Brutti
Delegado de Polícia Civil
Cdaa plaavra detse tetxo cotném exteaamnte tdoas as lretas que deervia, proém em odrem cmpleoetamnte earrda. Premaecenram, apneas, sem eçxceão, as piosções da pirimera e da úlitma lteras. Cmoo tdoos pdoem ntoar, failcmente lê-se o txeto sem qauluqer pobelrma. A rspieeto dsiso, uma pseqiusa de uma uinvresdiade ignlsea cmoporvou que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Roger Spode Brutti<br />
Delegado de Polícia Civil</p>
<p>Cdaa plaavra detse tetxo cotném exteaamnte tdoas as lretas que deervia, proém em odrem cmpleoetamnte earrda. Premaecenram, apneas, sem eçxceão, as piosções da pirimera e da úlitma lteras. Cmoo tdoos pdoem ntoar, failcmente lê-se o txeto sem qauluqer pobelrma. A rspieeto dsiso, uma pseqiusa de uma uinvresdiade ignlsea cmoporvou que não ipmotra em qaul odrem etsão as lteras de uma plaavra. A úinca ciosa ipmoratnte é que a pirmeria e a útmlia ltreas etejsam no lguar creto. O rsteo pdoe ser uma ttoal bguaçna que vcoê cnsoeuge ler sem qalaqeur dfiicudadle.</p>
<p>Mas eu rsoevli ecsrveer etse atigro dstea frmoa, praa chmaar a aençtão dos lietroes praa o sgueitne: “a frmoa não é o mias ipmoratnte”. Um hmoem com o mias lnido e elgaente trneo e com o mias rcio vcaobuálrio pdoe ser, esiriptulmaente, mituo vil. A mluher mias lnida e elgaente pdoe ser, qanuto à sua epsirtuailiadde, a mias msqeuihna e inupsorávtel de tdoas. O que ipomrta é o cotendúo, não as aaprnêcais. </p>
<p>Qeubarr agulns praadgimas é a úicna frmoa de eovlirmuos. Grndaes inenvõçes srguiram asism. Um dos mioares pcaedos no mnduo aadcêimco, por eemxlpo, é eigxiroms dos aunlos atnçãeo qusae úicna às rgears da ABNT, não sei mias do quê e nem sei o prouqê. O que se dvee icenntvair nos aunlos é a lierdbdae e a ciartiidvade, as quias são, mutais vzees, sfuoadcas praa sepmre pleos póprrois eudcaordes.</p>
<p>Caapcdiade de ionvar é do que mias ncesesitmaos no mmeotno. Uma nvoa frroma de fzear poítilca, de adinmisrtar, de cmboaetr a criimnaidalde, os porblmaes de târnstio, a cesrcetne derepdçaão abimetanl, efinm. O mraamso etsá nos epmurradno praa um absmio sem fim. Reovnar nososs cncoetios não só vlae a pnea, cmoo é iprescimndíevl. A vdia se reovna a cdaa isntatne. Só asism ela se mnatém.  </p>
<p>E praa temrinar etse esricto um pocuo diefretne, trgao aos nbroes lietoers agluams farses praa reeflxão: &#8220;Vcoê nncua sbae que reulstdaos vrião da sua ação. Mas se vcoê não fzeir ndaa, reulstaods não eixsirtão.&#8221; (Mahatma Gandhi); &#8220;O úicno hmoem que nnuca cmoete erors é auqele que nncua faz cisoa alugma. Não tnhea mdeo de erarr, pios vcoê arepndreá a não coetemr daus vzees o memso erro.&#8221; (Theodore Roosevelt); &#8220;Mrroe letamnetne qeum não vijaa, qeum não lê, qeum não ovue múicsa e qeum não ahca gaçra de si msmeo.&#8221; (Martha Medeiros); &#8220;A mias prfunoda riaz do frcaasso em nosass vdais é pneasr, &#8216;Cmoo sou intiúl e frcao&#8217;. É essnceial pnsear pdoeosra e firememnte, &#8216;Eu cnosgio&#8217;, sem otesnatção ou peorcuapção.&#8221; (Dalai Lama).</p>
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		<title>A educação no trânsito vem do berço</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 12:16:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Roger Spode Brutti
Delegado de Polícia Civil
Como custa a mim noticiar aos pais que o seu filho amado acabou de falecer em um acidente de trânsito! De todas as minhas atribuições funcionais, esta é a mais dolorida.
Estamos em plena “Semana Nacional do Trânsito”. Ela tem sua origem no art. 326 do nosso Código de Trânsito Brasileiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Roger Spode Brutti<br />
Delegado de Polícia Civil</p>
<p>Como custa a mim noticiar aos pais que o seu filho amado acabou de falecer em um acidente de trânsito! De todas as minhas atribuições funcionais, esta é a mais dolorida.</p>
<p>Estamos em plena “Semana Nacional do Trânsito”. Ela tem sua origem no art. 326 do nosso Código de Trânsito Brasileiro e ocorre todos os anos no período compreendido entre 18 e 25 de setembro. Para este ano, o Conselho Nacional de Trânsito estipulou a “Educação no Trânsito” como tema.</p>
<p>Não obstante, estou convencido, como cidadão e como titular de uma delegacia de polícia especializada na matéria, que a educação no trânsito visada por tais campanhas jamais surtirá efeito significativo caso não encontre terreno fértil na consciência moral que deve ser angariada pelo sujeito ao longo dos anos no seio da sua família. </p>
<p>Inexoravelmente, é no trânsito onde podemos observar, com ímpar nitidez, o verdadeiro caráter das pessoas. Conduzindo seus veículos, protegidos pela couraça das colunas e pelos vidros dos seus automóveis, encobertas suas faces pelos capacetes de uso obrigatório, os condutores não se intimidam em agir de acordo com o seu verdadeiro temperamento. De fato, é-lhes fácil sair rapidamente daquele local onde cometeram uma indelicadeza para com o pedestre que esperava um generoso motorista que lhe permitisse a travessia da faixa de segurança; é-lhes também fácil sequer olhar para aquele motorista que esperava pacientemente a boa vontade de alguém para poder adentrar na via de tráfego congestionado; enfim, como é fácil ser mal-educado quando se está no trânsito!</p>
<p>Por tais razões, sempre afirmo que, indubitavelmente, será mesmo no berço, com os exemplos emitidos pelos nossos pais e pelas constantes conversações afetuosas que esses educadores por excelência devem desenvolver com os seus queridos filhos, durante o amadurecimento intelectual destes, o local exato de onde poderemos ver exsurgir uma campanha realmente eficaz para a conscientização dos nossos condutores. Afirmo: a má-educação no trânsito é reflexo da má-educação recebida no seio da família. Ademais, essa má-educação multiplica-se indefinidamente, na medida em que o filho mal-educado tornar-se-á o pai mal-educado que, por sua vez, repassará a sua má-educação aos seus descendentes e&#8230; assim por diante.</p>
<p>É dessa arte toda, e por derradeiro, que considero oportuno colacionar aos diletos leitores a perspicaz doutrina do pensador Charles Chick Govin: “É mais fácil construir um menino do que consertar um homem.” </p>
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		<title>A diferença entre o bem e o mal</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 12:13:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Roger Spode Brutti]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>

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		<description><![CDATA[Roger Spode Brutti
Delegado de Polícia Civil
Foi nesta segunda-feira, na Praça General Ozório. Era princípio de noite. A perda de intensidade dos raios solares concedia espaço à crescente escuridão daquela praça há muito mal iluminada, tornando-se hoje campo fértil para a junção de marginais durante o período noturno. Foi quando alguém, com desvalor, deixou na beira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Roger Spode Brutti<br />
Delegado de Polícia Civil</p>
<p>Foi nesta segunda-feira, na Praça General Ozório. Era princípio de noite. A perda de intensidade dos raios solares concedia espaço à crescente escuridão daquela praça há muito mal iluminada, tornando-se hoje campo fértil para a junção de marginais durante o período noturno. Foi quando alguém, com desvalor, deixou na beira daquele local um filhote de gato, recém-nascido. O animalzinho, desesperadamente, miava por sua mãe. Surgiu, então, dos antros da escuridão da praça, três adolescentes, armados com pedaços de pau, anaunciando que iriam matar a pauladas a frágil e pequena criatura. Absolutamente perpelxo, como os demais vizinhos, não acreditava que isso pudesse ser possível. Só podem estar brincando, pensei! Porém, não estavam, e o massacre só não ocorreu, porque a vizinhança mostrou-se presente, e um vizinho resgatou o frágil felino. </p>
<p>Instantes antes, estava eu feliz, pois escutara, pela primeira vez, ao colar o ouvido junto à barriga de minha esposa, meu futuro filho, com pouco mais de três meses de gestação, movimentar-se no útero, promovendo alguns barulhinhos. Todavia, após a atitude perversa daqueles três adolescentes de má índole, passei a refletir sobre tudo o que teria de fazer, como pai, durante o desenvolvimento do meu filho, a fim de mostrar a ele algo que parece ser muito simples, mas que muitos pais relapsos deixam de fazer e acabam permitindo que estranhos, nas ruas, ensinem isso aos seus, ou seja, qual é a diferença entre o bem e o mal. Indiscutivelmente, isso parece ser muito simples e, por isso mesmo, muitos o desconsideram, agindo com desdém, lançando à sorte toda formação moral dos seus filhos, permitindo que eles absorvam, no dia-a-dia, nas esquinas, com as más companhias, o temperamento, a conduta e a moralidade que carregarão como características pessoais suas para o resto da vida. Ora, os adolescentes que mantêm condutas como a que descrevi acima são os mesmos que, mais cedo ou mais tarde, acabam estuprando, roubando e matando, muitas vezes com requintes de crueldade, por mero prazer.</p>
<p>Assim, àqueles que são vigilantes e que não descuidam da educação dos seus filhos um dia sequer, parabéns. Agora, àqueles que lançaram a vida dos seus filhos à sorte e que hoje, sendo eles adolescentes problemáticos, esperam alguma palavra de alento de minha parte, antes deste artigo terminar, só posso dizer-lhes uma apenas&#8230;”lamento”! </p>
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