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	<title>ARAZÃO &#187; Padre Xiko Bianchini</title>
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	<description>A Razão 76 Anos</description>
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		<title>Celebração do Corpo de Deus</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Jun 2009 23:44:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Padre Xiko Bianchini]]></category>
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		<description><![CDATA[Padre Francisco Bianchini
A celebração da festa do corpo de Deus, ou Corpus Christi,  hoje em dia também chamado de festa do corpo e sangue de Jesus, coloca-nos diante  de um grande mistério, pois  não o entendemos e  não o explicamos;  somente vemos e degustamos o pão, uma  mistura de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Padre Francisco Bianchini</p>
<p>A celebração da festa do corpo de Deus, ou Corpus Christi,  hoje em dia também chamado de festa do corpo e sangue de Jesus, coloca-nos diante  de um grande mistério, pois  não o entendemos e  não o explicamos;  somente vemos e degustamos o pão, uma  mistura de farinha e água. É a nossa fé que nos leva a declarar que no pão e no vinho sobre o altar está o Cristo. É Cristo vivo, presente, mas mistério; razão pela qual sempre nas celebrações dizemos: eis o mistério da nossa fé.</p>
<p>Realmente é um grande desafio renunciar a compreender esse mistério, desistir de explicá-lo. Exige de nós um profundo  ato de humildade e de confiança, uma vez que, com simplicidade de coração,  aceitamos, cremos e declaramos a presença real de Cristo no pão e no vinho.</p>
<p>A festa do corpo e sangue de Cristo celebra-se sempre numa quinta-feira para fazer referência à Quinta-feira Santa, dia da instituição da Eucaristia, dia da entrega de Cristo a nós num gesto de amor infinito. É, com certeza, o grande gesto de amor de Deus, de um Deus que nos ama de tal modo que quis permanecer conosco nesta forma tão simples e até desconcertante.</p>
<p>Foi no século XIII que se sentiu fortemente a necessidade de ressaltar esta festa, devido à importância da presença de Cristo em forma de pão e de vinho, forma tão humana, mas ao mesmo tempo tão rica de simbolismo. Foi o papa Urbano IV que institui a comemoração da festa do Corpo de Deus, no ano 1264. No início,   ela não teve muita repercussão no interior da Igreja,   pois logo após a sua instituição o papa morreu, porém, aos poucos, foi tomando força e, hoje, é celebrada com muita solenidade e em todo o mundo. </p>
<p>O sacramento da Eucaristia é levado às ruas como um gesto e expressão de fé, ao mesmo tempo como convite à renovação da fé; são os cristãos que manifestam sua adesão a Jesus Cristo presente na forma permanente de pão; manifestam seu reconhecimento a esta amorosa presença no meio de nós, que permanece silenciosa no sacrário ininterruptamente em nossos templos.</p>
<p>Com esta festa, os cristãos querem, pois, expressar todo o reconhecimento e gratidão ao sacramento do amor. Queremos, também, nós hoje exclamar com o poeta: “Eis o pão dos Anjos feito pão dos caminheiros”. Junto com toda a Igreja somos convidados a dizer mais uma vez: “venite adoremus”, (vinde adoremos).</p>
<p>Este Jesus, Pão e Vinho, é o mesmo Jesus dos evangelhos, o mesmo Jesus que no Doc. de Aparecida nos é apresentado  para  termos  um encontro fascinante, capaz de dar um novo horizonte à nossa vida.  Jesus,  Pão e Vinho, é o mesmo Mestre que caminhou com os discípulos de Emaús, que partiu o pão e foi  reconhecido como o Senhor Ressuscitado. Jesus, Pão e Vinho, é o alimento que forma e fortalece a caminhada dos discípulos missionários, tornando-nos seus discípulos missionários. </p>
<p>Este Jesus, Pão e Vinho, é a garantia de nossa fecundidade evangelizadora. É bom escutar de novo as palavras de Jesus: “ Eu sou o Pão vivo descido do céu, quem come deste Pão viverá.” (conf. Jo. 6,41)</p>
<p>Agradecemos a Cristo que nos revela que Deus é amor e vive em si mesmo no mistério pessoal de amor, optando viver no meio de nós como família.  (Doc. Aparecida, 115).</p>
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		<title>Pentecostes</title>
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		<pubDate>Sun, 31 May 2009 23:51:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Padre Xiko Bianchini]]></category>
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		<description><![CDATA[Padre Francisco Bianchini
Neste final de semana, a comunidade cristã comemora a grande e significativa festa de Pentecostes, ou seja, a festa do Espírito Santo. Evidentemente que estamos diante de um acontecimento que exige fé, mas para a Igreja é um fato fundamental, pois é o início da  visibilização da missão da Igreja;  o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Padre Francisco Bianchini</strong></p>
<p>Neste final de semana, a comunidade cristã comemora a grande e significativa festa de Pentecostes, ou seja, a festa do Espírito Santo. Evidentemente que estamos diante de um acontecimento que exige fé, mas para a Igreja é um fato fundamental, pois é o início da  visibilização da missão da Igreja;  o nascimento da Igreja de Cristo. </p>
<p>Pentecostes significa etimologicamente cinqüenta. Vem daí o nome da festa que a Igreja comemora, pois   a vinda do Espírito Santo aconteceu cinquenta dias depois da Ressurreição.</p>
<p>Os apóstolos estavam reunidos no mesmo lugar onde havia sido celebrada  a Ceia Pascal com Jesus, naquele momento, e  juntamente com Maria, (foi ela que conseguiu congregá-los, e reuni-los), naquele ambiente de temor e insegurança, mas, ao mesmo tempo, de intimidade e familiaridade, eles são tomados de espanto. Eis que inesperadamente um fogo inunda-os, transformando-lhes a inteligência e a vontade. São, misteriosamente, modificados, tornam-se irreconhecíveis. Sentiam-se cheios de medo,  trancados a sete chaves, não haviam nem entendido bem o Cristo, já estavam achavam que ele era apenas mais um judeu, mais um profeta. Estavam pensando que tudo tinha descido água a baixo com a Sua morte. Consequentemente não haviam assimilado a Sua mensagem, pois tinham a inteligência fechada e o coração endurecido.</p>
<p>Nesse dia, com este “Fenômeno”,  da presença inesperada e surpreendente dessa Novidade, como num passe de mágica, eles passam a entender Cristo como Salvador e a mensagem que Ele viera trazer ao mundo. </p>
<p>Como explicar naturalmente que doze homens tenham a mesma reação, sofram a mesma mudança, tomem as mesmas atitudes, modifiquem absolutamente seu comportamento a ponto de dar a vida por Aquele que até há pouco haviam  abandonado? Como entender, humanamente, que todos, sem exceção, tenham saído a pregar, sem medo, que Cristo é realmente o Salvador do mundo? Fenômeno paranormal?  Seria possível doze homens terem as mesmas decisões e depois sustentá-las até a morte? Sim, até a morte, pois todos foram martirizados por causa de Cristo.</p>
<p>Nós, cristãos, não entendemos esse fato como fenômeno paranoramal, nem como engano, ou ilusão momentânea, mas como um acontecimento divino, intervenção de Deus, realização da promessa de Cristo conforme suas próprias palavras: “Não vos deixarei órfãos”, (Jo.14,18) pois vos darei o meu Espírito.</p>
<p>O Documento de Aparecida nos diz no nº 548 que hoje necessitamos de um novo Pentecostes e, em outra passagem também afirma que precisamos de um novo Pentecostes para nos livrar do cansaço, da desilusão, da acomodação, do medo e para retomar o ímpeto e a audácia dos primeiros discípulos.<br />
Como cristãos, somos chamados a reviver, hoje, a experiência de Pentecostes, voltar ao clima de Cenáculo, de intimidade, de comunhão fraterna, de desprendimento, depondo as chaves do poder (se observamos a imagem representativa do Cenáculo, as chaves estão no chão) e assumir a postura de serviço.</p>
<p>Precisamos, realmente, de um novo Pentecostes que devolva a cada um de nós a alegria de ser cristão, a coragem e o ardor de ser missionário de Jesus. Necessitamos de um novo Pentecostes que nos ensine a entender a magnitude da mensagem de Cristo.</p>
<p>Vinde Espírito Santo, iluminai nossas mentes, aquecei nossos corações e renovai a face da terra</p>
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		<title>Farei Páscoa</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Apr 2009 13:44:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Padre Xiko Bianchini]]></category>
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		<description><![CDATA[Padre Francisco Bianchini
Continuarei a fazer Páscoa, não apenas como ritual, embora extremamente rico e belo; nem como uma liturgia de uma semana, mesmo que tenha sido uma experiência maravilhosa, mas como um acontecimento permanente.
Farei da Páscoa um convite para cada dia, um impulso renovador, um desafio alegre, um acontecimento permanente, uma missão especial.
Farei da Páscoa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Padre Francisco Bianchini</strong></p>
<p>Continuarei a fazer Páscoa, não apenas como ritual, embora extremamente rico e belo; nem como uma liturgia de uma semana, mesmo que tenha sido uma experiência maravilhosa, mas como um acontecimento permanente.</p>
<p>Farei da Páscoa um convite para cada dia, um impulso renovador, um desafio alegre, um acontecimento permanente, uma missão especial.</p>
<p>Farei da Páscoa um motivo sempre renovado de esperança, uma energia vital para cada dia, uma força propulsora de um mundo novo.</p>
<p>Farei  da Páscoa   um  constante  voltar ao túmulo vazio, constatar a presença dos lençóis dobrados, abandonados, mas tendo a  certeza de  que Ele realmente ressuscitou.</p>
<p>Farei da Páscoa um imitar as Marias que de madrugada se dirigem ao sepulcro para se encontrarem  com o Mestre.</p>
<p>Farei da Páscoa  um constante correr  até os meus irmãos para, com entusiasmo, contar que encontrei o túmulo vazio, que disseram que Ele está vivo, que Ele apareceu às mulheres, que é para esperá-Lo na “Galiléia”, pois lá Ele se mostrará.</p>
<p>Farei da Páscoa a maravilhosa experiência de voltar-me para trás muitas vezes para ouvir chamar-me pelo nome e, assim, reconhecê-Lo.</p>
<p>Farei da Páscoa um motivo de caminhar para “Emaús” a fim de sentir o coração arder pela presença de um caminhante que se junta aos meus passos, que me interroga, questiona-me, mas também,  explica-me as Escrituras&#8230;</p>
<p>Farei da Páscoa   um  aceitar o convite para sentar à mesa com Ele e  reconhecê-Lo ao partir o pão, deixar-me tomar de tanta alegria, a ponto de sair correndo contar aos demais o maravilhoso encontro  de estar com Ele à mesa, de ouvir de novo Suas palavras e vê-Lo partir o pão e ter certeza de que Ele está vivo.</p>
<p>Farei da Páscoa a razão para lutar para que o mundo entenda que a morte não tem mais a última palavra, que ela foi derrotada.</p>
<p>Farei da Páscoa o argumento maior para dizer a todos que o pecado, que feriu o ser humano, não só foi ferido, mas também foi derrotado.</p>
<p>Farei da Páscoa o argumento fundamental para anunciar a vida, proclamar a Paz, propor a fraternidade e a igualdade.</p>
<p>Farei da Páscoa a verdade mais contundente para pregar o perdão, a compreensão e a misericórdia.</p>
<p>Farei da Páscoa o sentido primeiro da minha vocação, a alegria de meu trabalho, o entusiasmo pela evangelização.</p>
<p>Farei da Páscoa o critério de julgamento do bem e do mal, da verdade e da mentira.</p>
<p>Farei da Páscoa a inversão de minha mentalidade, deixando a lei, os mandamentos e os ritos em segundo plano, para colocar em primeiro lugar as pessoas, e, sobretudo, o amor.</p>
<p>Farei da Páscoa o marco divisório de minha vida, porque agora existe Alguém que caminha à minha frente, que é a Verdade,  que é a Vida plena.</p>
<p>Farei da Páscoa um programa missionário, um roteiro de vida e um alimento permanente da esperança.<br />
Enfim, farei da Páscoa um ponto de referência para todas as minhas atitudes e decisões, um novo ponto de partida para a minha vida, o fundamento, o centro de minha fé.  O itinerário de minha formação e minha vivência cristã. O caminho para evangelizar.</p>
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		<title>Falta uma semana!</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Apr 2009 14:39:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Padre Xiko Bianchini]]></category>
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		<description><![CDATA[Padre Francisco Bianchini
Apenas uma semana nos separa dos grandes acontecimentos pascais, mas é tempo suficiente, se quisermos, para refletirmos a respeito dos maiores e mais impressionantes acontecimentos que dizem respeito aos cristãos.
Penso que, nesta semana, todos nós somos convidados a parar um pouco e a nos perguntar como vivemos este tempo de quaresma, até o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Padre Francisco Bianchini</strong></p>
<p>Apenas uma semana nos separa dos grandes acontecimentos pascais, mas é tempo suficiente, se quisermos, para refletirmos a respeito dos maiores e mais impressionantes acontecimentos que dizem respeito aos cristãos.</p>
<p>Penso que, nesta semana, todos nós somos convidados a parar um pouco e a nos perguntar como vivemos este tempo de quaresma, até o momento. Estamos dispostos a acolher o dom preciso que Deus nos oferece, do seu amor infinito e misericordioso? Queremos, realmente, celebrar o maior gesto de amor possível, que é dar a vida de forma total e livre para que tenhamos vida?</p>
<p>Como faria bem a todos nós se escutássemos a palavra de Jesus que afirmou com tanta clareza: “Eu não vim para condenar o mundo, mas para salvar o mundo”. (Jo. 3, 17) </p>
<p>Marcados que somos por uma cultura condenatória, como nos faz bem ouvir esta declaração de Jesus, que não é para os outros, mas para cada um de nós! Por isso, convido a todos que façamos deste tempo um tempo de sensibilização de nosso coração, de sensibilidade de vida e, sobretudo, de humildade, para nos colocarmos como aprendizes e necessitados de amor misericordioso.</p>
<p>Convido a todos para fazermos desta última semana antes da semana pascal dias de oração, de escuta e de exercícios de fraternidade, pois uma boa festa, um grande acontecimento sempre é precedido de preparação, cuidados e expectativas. Permitamos que nossa mente e nosso coração se deixem tocar pela compaixão de Deus, pelo dom de Deus. </p>
<p>Felizes são aqueles que não só sabem o que é Páscoa, mas a vivem e celebram no seu verdadeiro sentido. Felizes os que não se deixam iludir pelo exagero apelativo do comércio que se reveste do clima pascal, com o objetivo apenas de vender. Felizes aqueles que aproveitam a beleza dos supermercados e lojas para refletir e se revestir de sentimentos e atitudes pascais.</p>
<p>Uma das condições para celebrar a Páscoa do Senhor é programar-se. Você já está se programando para celebrar este momento especial? Com certeza, se você não se programar outros o programarão. Nós todos sabemos que há uma tendência normal à cultura do feriadão. Será que Páscoa também se tornou sinônimo de feriadão? Será que Páscoa reduziu-se a banquetes e ceias, a presentes e viagens?  Será que a mensagem e a vida de Cristo, seus gestos, sua entrega são esquecidos ou relegados a segundo plano?  O Evangelho de São João afirma que “A Luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à Luz”. (Jo. 19) Essa afirmativa, na verdade, ainda é uma realidade hoje. </p>
<p>A sociedade hoje, mais do que nunca, clama por paz, justiça, amor, pois em Cristo temos a resposta: Ele nos afirma “Eu vim trazer a Paz, não como o mundo quer dá-la, dou a minha Paz”, isto é, a paz sem interesses, sem segundas intenções, sem condições. Este desejo de Cristo foi tão forte que, diante da recusa da Paz, Ele chora e exclama: “Jerusalém, Jerusalém se tu soubesses quem pode te dar a Paz”. (cf.  Lc. 41- 43)  Será  que hoje é muito diferente do que em Sua época?</p>
<p>Meus caros leitores, convido-os para fazermos  desta semana uma rica oportunidade de acolhimento, de busca da paz verdadeira, de compreensão do verdadeiro sentido da festa que se aproxima. Acompanhemos Jesus em sua trajetória de manifestações de amor incondicional por nós. </p>
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		<title>O profissional e o homem</title>
		<link>http://www.arazao.com.br/2009/03/24/o-profissional-e-o-homem/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 04:42:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Padre Xiko Bianchini]]></category>
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		<description><![CDATA[Padre Francisco Bianchini
Há poucos dias, assistindo a um programa de TV, deparei-me com uma entrevista com um famoso pianista que em acidente havia perdido os movimentos de uma das mãos e me comovi com seu testemunho de vida.
Em dado momento da conversa, a entrevistadora perguntou a ele, agora já recuperado do acidente e exercendo novamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Padre Francisco Bianchini</strong></p>
<p>Há poucos dias, assistindo a um programa de TV, deparei-me com uma entrevista com um famoso pianista que em acidente havia perdido os movimentos de uma das mãos e me comovi com seu testemunho de vida.<br />
Em dado momento da conversa, a entrevistadora perguntou a ele, agora já recuperado do acidente e exercendo novamente sua profissão, como havia se sentido no momento em que percebeu que havia perdido os movimentos, o que lhe passou pela mente? Sem hesitar um instante e de forma serena respondeu: “naquele momento, dei-me conta de que havia morrido aí o profissional e nascia o homem”.<br />
Que frase encantadora, mas desafiadora. Não é verdade que muitas vezes somos mais profissionais que humanos? Muitas vezes o fato de sermos profissionais faz com que esqueçamos o ser humano que somos.<br />
Com certeza sofremos o perigo de nos tornar profissionais competentes, mas pouco humanos. Pode até acontecer que, pelo fato de sermos excessivamente profissionais,  matemos o homem que há em nós.Quantas pessoas, no dia-a-dia relacionam-se a partir de sua profissão, esquecendo-se de que antes de serem profissionais, são pessoas humanas. Quantas pessoas vivem apenas como profissionais e, quando se aposentam, não sabem mais como viver e o que fazer porque fizeram da vida um mero exercício de profissão.</p>
<p>Você já não se deparou com uma pessoa super conhecida sua que,  por causa da profissão e de certas circunstâncias e ambientes, faz com que você a desconheça? Na verdade, não haveria necessidade de conflito entre estas duas realidades, o profissional e o homem; pelo contrário, o homem que há em nós deveria ajudar-nos a ser profissional e o profissional ajudar-nos a ser mais pessoa humana.</p>
<p>Ainda mais complicado ficaria se, para ser cristão, alguém entendesse que seria necessário destruir o homem, quando, na verdade, o verdadeiro cristianismo vem reafirmar o ser humano em sua dignidade, delicadeza e sensibilidade, pois ele prioriza o amor, por isso mesmo, as relações humanas.</p>
<p>O depoimento desse cidadão, o pianista, fez-me refletir muito sobre a importância de investirmos no homem, e o período especial em que estamos vivendo, a quaresma, tempo mais importante do calendário litúrgico, é o momento mais adequado para isso. É o tempo de refazermos o homem, em nós, aquele homem que o pecado adulterou.</p>
<p>Desde o início, deste período, afirmamos que a etapa quaresmal  quer nos levar a progredir no conhecimento de Jesus e compreender melhor seu imenso amor por  nós, razão pela qual, somos convidados a ir ao deserto, que significa maior interiorização, mais recolhimento e, sobretudo, mais reflexão. O deserto (palavra simbólica) nos obriga a ficar frente a frente com nossa realidade, obriga-nos a tomarmos consciência de nossa fragilidade. O próprio Cristo deu-nos o exemplo indo para o deserto e lá permanecendo 40 dias.</p>
<p>O tempo da quaresma nos pede a simplicidade de coração para ouvirmos Deus. Podemos dizer que é o tempo para estarmos mais perto de Deus e mais tempo com Ele, com Jesus. Para isso precisamos nos embeber de seus ensinamentos, revestirmo-nos  do espírito dos humildes e simples, dos famintos e sedentos de suas palavras, de seus gestos e de seu amor; experimentarmos seu amor gratuito e incondicional e não fazermos como os fariseus que o seguiam somente para criticá-lo, que  tinham o coração endurecido,  não tinham nenhum desejo de acolhê-lo, pelo contrário,  rejeitavam-no e o contestavam sempre que podiam.</p>
<p>Para nos ajudar a estarmos com Cristo são nos oferecidos três caminhos: o jejum, que não significa apenas deixar de alimentar-se, ou diminuir a alimentação, mas de maneira especial, abster-se do egoísmo, do consumismo, do orgulho de todas as tendências que brotam do egoísmo, fonte de todos os males; a esmola, entendida, claro, no contexto atual, como a fraternidade, a solidariedade, a  ajuda e a sensibilidade, especialmente, diante dos sofredores e pequeninos e a  oração que, com certeza, é o caminho por excelência de encontro com o Senhor;  não apenas através da oração verbal, ou de fórmulas recitativas, mas, como atitude de acolhimento, de estar com Ele, de ouvi-lo, de dialogar carinhosamente, de experimentar sua companhia, sua presença.</p>
<p>Como podemos  ver, os caminhos para estarmos com Jesus não são tão difíceis, são possíveis, e este é o período ideal. Vamos, pois, aproveitar a quaresma para nos renovar e nos fortalecer  na fé, no encontro com Cristo, a fim de que sejamos ótimos profissionais  sem deixar  de revelar a grandeza do ser humano que certamente habita em cada um de nós.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tempo de estarmos em “Jerusalém”</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Mar 2009 05:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Padre Xiko Bianchini]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>

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		<description><![CDATA[Estamos no tempo da quaresma, por isso, tempo de estarmos em “Jerusalém”, lugar dos grandes acontecimentos de nossa salvação]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Padre Francisco Bianchini</strong></p>
<p>Estamos no tempo da quaresma, por isso, tempo de estarmos em “Jerusalém”, lugar dos grandes acontecimentos de nossa salvação. Assim como no tempo de Natal estivemos em “Belém” para acompanharmos o nascimento de Jesus, agora queremos estar em “Jerusalém” para vivenciarmos o cumprimento de suas promessas. </p>
<p>É tempo de estarmos em “Jerusalém” para acompanharmos as palavras e os gestos mais impressionantes da história da humanidade que nos dizem respeito.</p>
<p>É tempo de irmos ao deserto para nos depararmos com a realidade e  fragilidade da vida e  através da palavra de Deus entendermos mais profundamente o sentido da vida; para aprendermos a vencer as tentações modernas do relativismo, do egoísmo, do consumismo e, sobretudo, de vivermos a vida sem dar-lhe um sentido. </p>
<p>É tempo de irmos ao deserto para nos fortificarmos na autodisciplina;  para nos afastarmos um pouco do dia-dia, das correrias e nos perguntarmos que sentido estamos  dando à nossa vida.  Qual é a missão de cada um de nós neste mundo?</p>
<p>É tempo de estarmos em “Jerusalém” para também galgarmos a montanha, se possível a mais elevada, acompanharmos Jesus e permitir que a nuvem da história e, especialmente, a nuvem  do amor nos envolva para que  junto com Ele aprendamos ouvir a declaração de Deus que nos diz que, como Jesus,  somos seus filhos e filhas muito amados. </p>
<p>É tempo de permanecermos na montanha para deslumbrarmos uma nova dimensão deste Homem, Jesus, o seu mistério e sua divindade. E, bem no alto da montanha, experimentarmos a alegria do transcendente, do inusitado, do mistério, a ponto de sentirmos a tentação de querermos permanecer  lá . </p>
<p>Porém, lá do alto da montanha haveremos de contemplar o mundo  com seus desafios, suas novas exigências e aceitar sermos convidados, pelo próprio Jesus, a descer para sermos aqui, neste mundo, o sal, a luz e o fermento transformador.</p>
<p>Vai chegar o tempo em que desceremos do monte para irmos ao templo presenciar a expulsão dos vendilhões, dos que fazem da casa de Deus lugar de comércio e de jogo de interesses. Para isso, precisaremos nos munir de coragem e expulsar os vendilhões que podem estar dentro do templo ou em cada um de nós; ou seja, expulsar todos aqueles desejos e instintos que nos levam a deturpar nossa verdadeira identidade, nossa dignidade e santidade, como, por exemplo, o egoísmo, o orgulho, a inveja, o comodismo, as discriminações, as injustiças, a falta de fraternidade, de solidariedade e tantos outros vendilhões que conhecemos muito bem.</p>
<p>Depois de termos o coração limpo e livre, poderemos voltar novamente à montanha, só que ao monte das bem-aventuranças, para recebermos a nova cartilha, as novas tábuas da lei, o novo programa de vida. E com a cartilha das bem-aventuranças na mão, partirmos seguros para o trabalho da construção da própria vida, colocando-nos a serviço dos demais, com novos critérios e novas esperanças. </p>
<p>É tempo de estarmos em “Jerusalém” para progredirmos no conhecimento de Jesus Cristo, verdadeiro homem e verdadeiro Deus e compreendermos mais profundamente seu imenso amor por nós. </p>
<p>É tempo de estarmos em “Jerusalém” para purificar nosso olhar, colocando o olhar da fé, para que, com os olhos iluminados pela luz de Cristo, possamos ver a realidade do mundo de hoje de maneira diferente.</p>
<p>É tempo de estarmos em “Jerusalém” para lembrarmos que fomos tirados da escravidão do Egito pela mão poderosa de Deus e conduzidos à terra prometida. E, assim, sentirmo-nos povo herdeiro de uma promessa, de um legado que vem desde Abraão.</p>
<p>É tempo de estarmos em “Jerusalém” para sermos ouvintes atentos,  abertos, humildes, porque, com certeza, de novo, acontecerá que os habitantes de “Jerusalém”, não lhe darão ouvidos, pois Ele é profeta da terra e  dificilmente os  profetas  da própria  terra  são ouvidos. </p>
<p>É tempo de estarmos em “Jerusalém” para facilitar nossa conversão tornando-nos discípulos missionários de Jesus e de sua  grande mensagem de amor a Deus.</p>
<p>É tempo de estarmos em “Jerusalém”! </p>
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		<title>Quero ouvir de novo</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 05:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Padre Xiko Bianchini]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>

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		<description><![CDATA[Pretendo fazer uma viagem de volta ao tempo e permanecer em Jerusalém, fazer-me discípulo discreto, mas atento para degustar de suas palavras, imbuir-me de sua coragem e tentar mergulhar na profundidade de sua proposta]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Padre Francisco Bianchini</strong></p>
<p>Quero, neste tempo de quaresma, (nestes 40 dias especiais de reflexão), entrar novamente em clima de “Jerusalém”,  de recolhimento, de solidão sempre que possível, de silêncio  interior, de meditação para ouvir as palavras mais impressionantes já pronunciadas por um homem  através de parábolas e alegorias.</p>
<p>Pretendo fazer uma viagem de volta ao tempo e permanecer em Jerusalém, fazer-me discípulo discreto, mas atento para degustar de suas palavras, imbuir-me de sua coragem e tentar mergulhar na profundidade de sua proposta.</p>
<p>Sei que para isso preciso revestir-me do espírito de humildade, de oração e desprendimento; preciso ter uma atitude de mudança de coração, de abertura ao novo e surpreendente. </p>
<p>Quero, fazer-me discípulo como os discípulos de Jesus para estar em sua companhia, caminhar com Ele, segui-lo durante estes 40 dias com o desejo e propósito de encantar-me, outra vez, pela sua doutrina, pelo seu modo de relacionar-se com as pessoas, pelo seu testemunho de solidariedade, pela sua coragem diante dos contestadores, mas, de maneira muito especial, quero encantar-me pelo seu projeto de vida.</p>
<p>Quero fazer-me discípulo para acompanhá-lo, nem que  seja de longe, na sua estada no deserto e aprender com Ele o gosto pelo silêncio e pela solidão, não vazia, mas cheia de transcendência e de infinito.</p>
<p>Quero permanecer o mais possível no deserto com Ele para experimentar a fragilidade humana, a pequenez, a pobreza, mas, ao mesmo tempo, experimentar, de forma única, a presença de Deus  que sabe revelar-se no silêncio do deserto.</p>
<p>E lá, no interior do deserto, quero aprender com Ele a vencer a tentação do egoísmo, do materialismo, do relativismo e do orgulho que é a fonte de todas as tentações. Sentir a alegria de ser alimentado pelo carinho de Deus. Quero aprofundar-me na percepção de quanto é importante descobrir as duas dimensões da vida: a da solidão e a do comunitário.</p>
<p>Lá do deserto, quero acompanhá-lo ao monte Tabor, deixar-me envolver pelo ambiente da nuvem vinda do céu, permitir ser tomado pelo clima de transcendência e, assim, conhecer outra face de Sua vida. </p>
<p>Quero, junto com Pedro, Tiago e João experimentar a alegria e o deslumbramento e como eles exclamar: “como é bom estar aqui”!</p>
<p>Quero ouvir, mais uma vez, com emoção, Ele contar a parábola do filho pródigo e  sentir-me convidado a refletir sobre onde estou, com quem estou, estou no meu verdadeiro lugar, preciso ficar onde estou? </p>
<p>Quero sentir-me convidado a voltar para um convívio mais profundo de filialidade e fraternidade. Quero, com Ele, peregrinar pelas terras da Judéia, da Samaria para presenciar e vivenciar seu amor aos sofredores, aos desvalidos e, especialmente, aos pecadores. Não quero perder a oportunidade de aprender com Ele a orar ao Pai, com a verdadeira simplicidade de um filho.</p>
<p>Quero ir à beira do lago do mar da Galiléia, subir em sua barca, entrar nas sinagogas, andar nas estradas do deserto, nas cidades, nas vilas e entrar com Ele nas casas dos pecadores.<br />
Quero imaginar-me com Ele na casa de Zaqueu, admirar sua compreensão, sua firmeza, sua capacidade de diálogo e, sobretudo, sua misericórdia. Quero com Ele presenciar a confissão de Pedro diante da pesca milagrosa&#8230;</p>
<p>Quero ouvi-lo falar da paz, da justiça e do amor aos pequeninos, quero apreender com Ele a ternura na relação com as crianças, com os enfermos e o  trato com as autoridades e com os perseguidores.<br />
Enfim, quero, como já disse anteriormente,  fazer-me discípulo dócil e atento como muitos que o acompanharam em todos os lugares com sede e fome de justiça e paz.</p>
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		<title>Campanha da fraternidade</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Feb 2009 05:17:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Padre Xiko Bianchini]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[campanha da fraternidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Eessa campanha traz-nos um tema de suma urgência: “Segurança pública e fraternidade”,  com o lema: “A paz fruto da Justiça”. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Padre Francisco Bianchini</strong></p>
<p>Todos os anos, no tempo da quaresma, a Igreja propõe a Campanha da Fraternidade com um tema específico para reflexões, gestos e atitudes concretas.Neste ano, essa campanha traz-nos um tema de suma urgência: “Segurança pública e fraternidade”,  com o lema: “A paz fruto da Justiça”.<br />
Esse tema é de fundamental importância, pois, como  sabemos, existe uma enorme necessidade de segurança, uma vez que, a cada dia, aumenta mais  os casos de violência especialmente em nosso país. Por isso a Igreja católica quer engajar-se no processo de conscientização de que necessitamos tomar providências para que a sociedade consiga viver com mais tranquilidade. Segurança pública não é responsabilidade somente dos governos ou das entidades públicas, pelo contrário, é  de todos nós, portanto, passa por cada cidadão.</p>
<p>Com essa campanha, neste ano,  a Igreja deseja intensificar um movimento em favor da justiça social e da paz para que diminua o sofrimento humano. Parte da violência, com certeza, acontece porque há muitas injustiças que geram problemas, desajustes e insatisfações. É necessário que haja uma distribuição justa da renda, salários dignos, varredura da corrupção e assim por diante, para que venha a existir  a paz e a fraternidade.</p>
<p>A segurança pública é o grande grito da sociedade atual. Gostaríamos de poder sair de casa tranquilos, chegar a casa sem receio, não precisar aumentar os aparatos de segurança que tornam nossas casas verdadeiras prisões.</p>
<p>A Igreja quer unir-se a todos aqueles que realmente desejam segurança, mas uma segurança humana, verdadeira, que vem da paz e da fraternidade e não do medo. Ela acredita que as causas básicas da violência nascem na família e no íntimo de cada cidadão. Nasce no coração do cidadão descontente, desequilibrado, descompensado, com famílias desestruturadas; por isso a importância de investir na família, nos valores que devem norteá-la. </p>
<p>Precisamos repensar a sociedade que estamos construindo, sem limites, relativista, consumistas, sem valores,  onde Deus,  , para muitos, torna-se  descartável ou supérfluo, quando não um utilitário apenas para os  interesses pessoais e imediatos.</p>
<p>A Igreja quer, com essa Campanha da Fraternidade, propor que cada um de nós pense no seu modo de vida, na sua cultura, nos valores que prioriza; quer promover um mutirão de conscientização para que realmente cada indivíduo na sua família assuma  o seu papel de educador, saiba por limites e imprimir os valores humanos;  que os pais assumam seu papel de pai e mãe e não deleguem a outros esta tarefa; que os pais se convençam de que não é dando apenas bens matérias que vão equilibrar os filhos, que a sua presença e o seu carinho são muito mais importantes, até mesmo, indispensáveis. </p>
<p>É preciso também que cada instituição faça sua parte. Que tenha  coragem de enfrentar a hipocrisia de pensar que a violência existe pela falta de policiamento, ou que o policiamento vai resolver a questão da segurança pública. Teremos segurança na medida em que cada um de nós colocarmos um policial dentro de nós, em nossa mente e em nosso coração para cuidar de nossos instintos e desejos desenfreados, gerados por esta sociedade relativista, onde cada um quer fazer o que bem entende e acha que ninguém tem o direito de dizer nada. </p>
<p>Precisamos ter a coragem de admitir que nós contribuímos com grande parte da insegurança que existe sempre que não cultivamos os valores permanentes, sempre que nos deixamos dominar pela cultura do momento, do prazer a qualquer custo, do mais fácil; quando abandonamos a disciplina pessoal e vivemos sem programa de vida, fazemos apenas o que surge no momento  presente.</p>
<p>Falta-nos a coragem, especialmente aos pais, ao educarem os filhos, de afirmarem em alto e bom tom que Deus é importante e decisivo na vida das pessoas e que uma das  causas da violência é a falta de Deus, do Deus verdadeiro, do Deus amor, do Deus amigo.</p>
<p>Meus caros leitores, como vocês podem ver, a verdadeira segurança vem de Deus, a paz que produz segurança vem de Deus. Lembremos que as fazendas terapêuticas que trabalham para curar as dependências valem-se da disciplina, do trabalho e da oração. O que falta para a nossa sociedade? Disciplina, a começar pelas famílias; trabalho para todos e a todos os níveis e oração, o que normalmente não faz parte do currículo do dia-a-dia. Como vamos querer segurança?!</p>
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		<title>Lembrar é necessário</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Feb 2009 01:54:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Padre Xiko Bianchini]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[Padre Francisco Bianchini
Lembro com emoção, admiração e respeito de todas aquelas pessoas que, muitas vezes no silêncio, no anonimato, são presença decisiva na vida dos sofredores,  humildes e desprotegidos. 
Lembro com admiração e respeito daquelas pessoas que, sem perguntar até quando vai o trabalho, sem perguntar se é difícil, se terá resultado positivo, investem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Padre Francisco Bianchini</strong></p>
<p>Lembro com emoção, admiração e respeito de todas aquelas pessoas que, muitas vezes no silêncio, no anonimato, são presença decisiva na vida dos sofredores,  humildes e desprotegidos. </p>
<p>Lembro com admiração e respeito daquelas pessoas que, sem perguntar até quando vai o trabalho, sem perguntar se é difícil, se terá resultado positivo, investem tempo dinheiro e, sobretudo, amor generoso.</p>
<p>Lembro com admiração e respeito daquelas pessoas que tiram tempo para dedicar-se aos mais desprovidos,  carentes e muitas vezes indefesos.</p>
<p>Lembro com admiração e respeito daquelas pessoas que, apesar das dificuldades e desafios, trabalham sempre com um sorriso nos lábios e alegria no coração.</p>
<p>Lembro com admiração e respeito daquelas pessoas que, podendo tirar para si, para o seu lazer ou descanso, dedicam seu tempo aos pequeninos.</p>
<p>Lembro com admiração e respeito daquelas pessoas que, não podendo dar de seu tempo, oferecem seu poder aquisitivo, seu tesouro material.</p>
<p>Lembro com admiração e respeito daquelas pessoas que, mesmo com dificuldades pessoais, são capazes de ajudar os demais.</p>
<p>Lembro com admiração e respeito daquelas pessoas que sempre tiram tempo par servir, mesmo estando sobrecarregados de atividades.</p>
<p>Lembro com admiração e respeito daquelas pessoas que não sabem dizer não, que estão sempre disponíveis para servir à comunidade, mesmo quando não são suficientemente compreendidos.</p>
<p>Lembro com admiração e respeito daquelas pessoas que são incansáveis no serviço ao bem comum, mesmo quando não recebem gratificações.</p>
<p>Lembro com admiração e respeito daquelas pessoas que não calculam, não perguntam se  outros deveriam estar em seu lugar.</p>
<p>Lembro com admiração e respeito daquelas pessoas que, depois de terem feito de forma generosa e gratuita, ainda pensam que devem agradecer pela oportunidade recebida.</p>
<p>Lembro com admiração e respeito daquelas pessoas que primam pela fidelidade, que estão sempre prontas para servir, que não necessitam ser convidadas, mas se oferecem espontaneamente para ajudar. </p>
<p>Lembro com admiração e respeito daquelas pessoas silenciosas, mas eficientes e prestativas. </p>
<p>Lembro com admiração e respeito daquelas pessoas que, onde estão, criam ambiente de união, fraternidade, alegria e descontração.</p>
<p>Lembro com admiração e respeito daquelas pessoas que sempre têm uma palavra de apoio, de estímulo e de encorajamento.</p>
<p>Lembro com admiração e respeito daquelas que são companheiras de todas as horas, são lenitivo, conforto e segurança.</p>
<p>A todas essas pessoas, minha profunda admiração e respeito. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Uma casa referencial III</title>
		<link>http://www.arazao.com.br/2009/02/06/uma-casa-referencial-iii/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Feb 2009 18:24:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Padre Xiko Bianchini]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>

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		<description><![CDATA[Padre Xiko Bianchini
Da Casa de Retiros de Santa Maria, desde as primeiras conjeturas,  sonhos, debates, dificuldades e lutas pela sua concretização até a data de sua inauguração no dia primeiro de janeiro de 1949, já se falou um pouco.
As primeiras moradoras foram as Irmãs de Maria de Shoensttat cuja superiora era a Irmã Provincial [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Padre Xiko Bianchini</strong></p>
<p>Da Casa de Retiros de Santa Maria, desde as primeiras conjeturas,  sonhos, debates, dificuldades e lutas pela sua concretização até a data de sua inauguração no dia primeiro de janeiro de 1949, já se falou um pouco.</p>
<p>As primeiras moradoras foram as Irmãs de Maria de Shoensttat cuja superiora era a Irmã Provincial Norberta Schulte.</p>
<p>A solene inauguração foi presidida de um tríduo na própria Casa de Retiros, iniciado no dia 29 de dezembro, às 6h da manhã, com a celebração da Eucaristia. Durante todo o dia houve adoração no Santuário da Mãe e Rainha Três Vezes Admirável e, às 20h uma grande carreata a partir da catedral Diocesana até a Casa de Retiros, trazendo a Imagem de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos. Na chegada, pregação realizada pelo Pe. Abílio de Marcos Sponchiado, seguida da bênção com o Santíssimo Sacramento. Nos dias 30 e 31 repetiram-se as missas de manhã, às 6h, a adoração durante o dia e, à noite, pregação, dizia-se sermão, proferida pelo Pe. Frederico Didonet, cura da Catedral; logo após, bênção com o Santíssimo. No dia 31, a  pregação à noite foi feita pelo Pe. Alfredo Venturini.</p>
<p>O dia da inauguração foi extremamente quente e seco e, como não havia asfalto, muita poeira dançava nos ares.</p>
<p>O ato inaugural teve início com solene missa presidida pelo Provincial dos Palotinos, Pe. Benjamim Ragagnin; os cantos estiveram a cargo dos seminaristas palotinos e irmãos maristas, coral regido pelo músico Pe. Jorge Zanchi. Após o evangelho, fez o discurso inaugural o conhecido orador sacro, Pe. Dorvalino Rubin. Logo após a missa, usou a palavra o Bispo Diocesano Dom Antônio Reis que, visivelmente feliz e emocionado, falando de improviso, manifestou sua alegria pela inauguração da Casa de Retiros, afirmando que a sua construção era o maior monumento de compreensão espiritual e sobrenatural da diocese.</p>
<p>Chamou-a de quartel-general de Cristo Rei. Felicitou, ainda, os padres palotinos por terem dado à diocese esta Casa, que é a casa mais abençoada desta cidade de Santa Maria. Agradeceu de modo muito especial ao Pe. Celestino Trevisan, ao qual chamou de Fundador da Casa de Retiros.</p>
<p>Para expressar toda sua alegria e gratidão, Dom Antonio ofereceu à Casa de Retiros um belíssimo crucifixo de bronze que recebera do clero da cidade de Porto Alegre por ocasião de sua ordenação sacerdotal.<br />
O primeiro reitor da Casa de Retiros foi o Pe. Vitélio  Trevisan e  o diretor ou promotor de retiros, também coordenador dos missionários palotinos, o Pe. Celestino Trevisan, o qual teve como auxiliares os Padres Dorvalino Rubin e Sebastião Lovatto.</p>
<p>Os primeiros três retiros foram orientados pelo Pe. José Kentenich, fundador da Obra de Schoensttat. O primeiro, realizado de 4 a 7 de janeiro do mesmo ano, foi organizado para 34 padres cooperadores e capelães. O segundo foi endereçado para párocos e vigários da diocese e aconteceu nos dias 11 a 14 de janeiro também de 1949, do qual participou o próprio bispo diocesano e padres palotinos, seculares, franciscanos, capuchinhos, do Verbo Divino, da Sagrada Família, do Sagrado Coração de Jesus e Saletinos em número de 69 padres. O terceiro, exclusivamente para padres palotinos, e dele participaram 33 padres.<br />
Daí em diante os retiros sucederam-se de forma rica e contínua até 1964, contabilizando 390 turmas de retirantes, mais 9 cursos de formação cristã, num total de 12.812 participantes.</p>
<p>A partir de 1964 até 1974 quem mais ocupou a casa de Retiros foi o Movimento Apostólico de Schoensttat, depois, este construiu sua casa de encontros, o Centro Mariano.</p>
<p>Seguiram-se 10 anos, poderíamos dizer de inverno, ou de vacas magras, pois os retiros desapareceram. No entanto, a partir de 1972, com  a vinda do Movimento de Cursilho para Santa Maria e com a Legião de Maria, os retiros foram retomados, claro, retiros de estilo diferente. Mas a Legião de Maria conseguiu construir sua sede própria e a Casa de Retiros ficou praticamente com os retiros para o Movimento de Cursilhos que acontecem até hoje com muito entusiasmo. Nestes 37 anos foram realizados, pelo Movimento de Cursilho, 234 retiros. Também, desde 1973, um significativo número de pessoas, ligadas o Cursilho, se reúne todas as segundas-feiras para aprofundar sua fé. Hoje, além desses, a Casa de Retiros destina-se para cursos de formação pastoral e outros e mesmo para diversos tipos de eventos.</p>
<p>Realmente, o que foi dito por Dom Antônio Reis no lançamento da pedra fundamental da Casa de Retiros , “&#8230;se as paredes desta Casa, depois de algum tempo, pudessem falar, quantas maravilhas nos revelariam!&#8230;” E é verdade, se as paredes desta casa falassem, contariam maravilhas acontecidas nos incontáveis de dias e noites de evangelização, falariam de alegria, de conversões, de encontros pessoais e profundos com Cristo.</p>
<p>Por tudo isso nosso profundo agradecimento e louvor a Deus maravilhosamnente presente nesta historia de 60 anos, bem como aos construtores e continuadores desta história.</p>
<p>Salvem os 60 anos da Casa de Retiros, “CENÁCULO DE SANTA MARIA”.</p>
<p>Fonte: Arquivo da Província Palotina.</p>
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