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COLUNISTAS

Os (des)humano

James Pizarro

por James Pizarro em 14/07/2016

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Onde estão os “eternos” amigos de adolescência?

Os primeiros vulcânicos amores?

As eternas namoradas?

Os companheiros de política estudantil?

Os colegas de escotismo?

Os amigos fraternos de aula?

Os vizinhos de rua, de edifício?

Os amigos do peito que viraram ferozes concorrentes profissionais?

E certos parentes de sangue que ainda vivem, mas não existem?

Os que juravam amizade e hoje nos injuriam?

Os que viraram políticos famosos e nos olham com desdém?

Os que eram honestos e ficaram corruptos?

Os que nos pediam cola no colégio e que hoje nem nos cumprimentam?

Os amigos que trocavam confidências e faziam terapia conosco e hoje nos bloquearam no computador?

Os que deletam nossos e-mails sem os ler?

São as pessoas que não voltarão mais.

São os (des)humanos tipo “one way”. Uma só via.

Foram. Hoje já não são mais.

Fizeram parte da nossa biografia no capítulo ecológico dos dejetos.

Hoje, como ajudaram a nos amadurecer, podemos considera-los...aterros sanitários.

Mas nada a lamentar.

É uma lição que quanto mais cedo se aprende melhor.

A solução é dar valor ao seu único, grande e definitivo amor. Aos filhos. Netos. Genros. Noras. Enfim, sua tribo. E aqueles poucos, um ou dois amigos verdadeiros. Mais do que isso agradeçamos a Deus por termos vários, bons e verdadeiros amigos. E, também, se pudermos ser considerados verdadeiros amigos de nossos amigos. Professor aposentado da UFSM e ambientalista

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