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COLUNISTAS

Violência doméstica

João Marcos Adede y Castro

por João Marcos Adede y Castro em 11/01/2017

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Tenho cinco filhos e uma netinha, e os amo demais. Pensar em separar-me deles dói muito, mesmo que essa não seja, no momento, uma possibilidade real. Por isso, compreendo a dor de alguns pais quando, por separações, sofrem muito.

Mas, por maior que seja o sofrimento de pais e mães, não há justificativa para alguns episódios de violência, inclusive com mortes, que temos tido conhecimento, pessoalmente ou pela imprensa. Somos criados para amar, proteger e educar nossos filhos e netos, não para agredi-los, espancá-los e desampará-los, mesmo que nossos corações estejam repletos de raiva, ódio, mágoas e outros sentimentos humanos, mas necessariamente controláveis.

Quem ama não mata, não maltrata, não desampara. A partir do momento em que passamos a procurar justificativas para a violência doméstica, tanto do homem quanto da mulher, estamos retrocedendo séculos de civilização, abrutalhando nossos corações e embotando nossas mentes. Não podemos nem mesmo dizer que agimos como animais, porque esses apenas se defendem ou caçam na busca de alimentos, nunca para maltratar, ferir e magoar.

Ao agredirmos ou aceitarmos as agressões físicas, morais, sexuais e psicológicas, estamos deixando fluir o que de pior, sujo e desonrado temos dentro de nós. Se efetivamente somos seres racionais, devemos usar dessa capacidade para controlar nossos instintos, aceitar as perdas e recomeçar, com honra e dignidade para todos, inclusive para aqueles que nos traem.

É duro recomeçar uma família, mas não é impossível e talvez seja interessante, já que a que formamos inicialmente não está funcionando mais. A base de uma família é o amor, não o ódio, a revanche e a vingança. Não há justificativa social para a violência doméstica. Só o amor e a compreensão constroem.

João Marcos Adede y Castro

João Marcos Adede y Castro

Advogado

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