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COLUNISTAS

Estado de fome

João Marcos Adede y Castro

por João Marcos Adede y Castro em 23/02/2017

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A Organização das Nações Unidas acaba de declarar que no Sudão do Sul, país localizado no continente africano, cem mil pessoas não têm nada para comer e um milhão de pessoas estão à beira da fome, sendo que em três anos de guerra entre governo e grupos rebeldes a inflação chegou a 800%. Diz, ainda, a ONU que cinco milhões de pessoas vivem em estado de insegurança alimentar, o que representa mais de 40% da população.

Não nos cabe escolher lado, se governo ou rebeldes, e nem perguntar quem tem razão, porque o que realmente interessa é que um país produtor de petróleo, o que em tese deveria garantir boas condições de vida, vive um drama humanitário sem precedentes. E, segundo os noticiários, a principal causa da crise é a guerra interna entre governo e grupos rebeldes pelo poder.

Sendo verdadeiros a notícia e os dados apresentados, se poderia dizer que não há surpresa, pois a guerra sempre foi motor de riqueza para os ricos e destruição e fome para os pobres e remediados.
O mais triste é que, em geral, a população, que não defende nem o governo nem os rebeldes é quem sofre, que morre, que migra, que é expulsa de suas casas, jogada de lá para cá ao sabor dos interesses econômicos de uns e políticos de outros.

Os projetos de poder nunca consideraram a fome do povo e as crianças que, segundo as mesmas fontes de notícias, chegam a cerca de 250 mil sofrendo de severa desnutrição.

Como disse um morador entrevistado, a fome “é algo que só dá pra sentir, não tem como explicar”, o que, sem dúvida, é terrível.

É incrível que em pleno século 21 ainda existam pessoas morrendo de fome aos milhares, quando se sabe que as melhores técnicas de produção de alimentos estão à disposição dos governos.
Isto é inaceitável.

Estado de fome é Estado de corrupção, de guerra e de jogo de interesses.

Muito triste.

João Marcos Adede y Castro

João Marcos Adede y Castro

Advogado

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