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Saúde

Hospital Regional irá atender 60% SUS e 40% por convênios

A estimativa é de que o empreendimento abra suas portas até o final do 1º semestre de 2017

por Maiquel Rosauro em 16/12/2016 12:24

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Autoridades aprovaram as instalações do Hospital Regional. Foto Gabriel Haesbaert / A Razão
Autoridades aprovaram as instalações do Hospital Regional. Foto Gabriel Haesbaert / A Razão

O Hospital Regional de Santa Maria será filantrópico e irá atender 60% SUS e 40% por convênios. O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira (16) com a presença de dezenas de autoridades que visitaram a estrutura cuja obra está concluída. O empreendimento tem previsão de inauguração para o final do 1º semestre de 2017 e será referência em procedimentos de alta complexidade. No total, irá contar com 176 leitos de internação e 37 leitos de Unidade Terapia Intensiva (UTI) adultos, pediátricos e semi-intesivos.

A cerimônia contou com a presença do ministro da Saúde, Ricardo Barros; ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra; governador José Ivo Sartori; secretário estadual de Saúde, João Gabbardo; prefeito José Haidar Farret; prefeito eleito Jorge Pozzobom, entre outras autoridades da região.

“Temos aqui a primeira estrutura do Rio Grande do Sul compartilhada entre várias gestões hospitalares, será uma referência estadual”, afirmou o governador Sartori.

Os hospitais Moinhos de Vento, de Porto Alegre, e Sírio Libanês, de São Paulo, irão implementar todas as ferramentas de gestão do empreendimento. Para isso, eles irão receber R$ 5,9 milhões provenientes do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi). A execução dos serviços será feira pelo Hospital Mãe de Deus, também de capital gaúcha.

“Este é o momento de olhar o projeto e fazer a revisão de tudo o que foi planejado. Deveremos concluir em breve este estudo para começarmos a definir as tecnologias que serão empregadas”, destaca o diretor executivo do Sírio Libanês, Fernando Torelly.

O superintendente executivo do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Mutlaq, segue na mesma linha. Segundo ele, este o momento de estruturar o estabelecimento.

“Vamos montar um pré-projeto de planejamento para abertura do hospital. Faremos um diagnóstico das ferramentas de gestão, recursos e equipe necessárias para a abertura. Iremos fazer o apoio à gestão através de recursos do Proadi para melhorias eficientes e melhorias dos indicadores de despesas”, explica Mutlaq.

O Hospital Regional está instalado em uma área de 20 mil m², no Parque Pinheiro Machado, região Oeste de Santa Maria. A Prefeitura investiu no bairro mais de R$ 10 milhões em infraestrutura para receber a iniciativa. A expectativa é de que sejam realizados, por mês, 19.885 atendimentos, incluindo 663 internações e 9.214 atendimentos ambulatoriais.

Modelo de gestão
O secretário estadual de Saúde, João Gabbardo, afirmou que o hospital será um modelo de gestão através da parceria público-privada. O empreendimento terá prioridade máxima às áreas de neurologia, traumatologia e reabilitação.

“Em nível ambulatorial, vamos implementar uma experiência nacional no qual todos os municípios da região terão acesso direto aos pacientes com as doenças crônicas mais prevalentes”, destacou.

Conforme Gabbardo, todo paciente com diabetes e hipertensão será atendido por uma equipe multidisciplinar, sendo acolhido por médicos, psicólogos, nutricionistas e enfermeiros.

“Esta é a maneira para se evitar que um paciente com diabete, mas adiante, precise amputar um membro ou tenha um acidente vascular cerebral. Este será o perfil da unidade”, esclareceu.

Durante a coletiva de imprensa, o secretário demonstrou descontentamento quando questionado sobre o atendimento 60% SUS e 40% por convênios.

“Nunca dissemos que este hospital seria 100% SUS. Por que alguém que tenha IPE não poderá vir neste hospital? Não acho justo. Queremos que atenda predominantemente pacientes do SUS e tenha a potencialidade e capacidade de atender também pacientes de convênios, fundamentalmente, do IPE porque a Unimed já tem seu hospital próprio”, relatou.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, justificou a medida afirmando que a parceria público-privada foi a forma encontrada para equilibrar a administração da unidade.

“Esta é uma solução inteligente e pragmática porque precisa gerar recursos para manter a estrutura e vai gerar centenas de empregos. Representa uma nova visão de saúde que queremos implantar em todo país, que não depende apenas de recursos públicos”, afirma Barros.

Há também a expectativa de que o Regional seja também um ambiente de formação de gestores em saúde, no qual profissionais de todo o país poderão acompanhar as técnicas utilizadas na unidade.

Rede Sarah
O ministro Osmar Terra afirmou que ainda não desistiu de implantar a Rede Sarah na unidade.

“Teremos uma ala de reabilitação física aqui no Regional, porém ainda falta um complemento para depois trazermos a Rede Sarah, que passaria a atender toda a região Sul do país”, disse Terra.

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