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Economia

Funcionários de CFC vivem momento de incerteza

CFC Dirija foi fechado sem quitar dívidas com os trabalhadores

por Maiquel Rosauro em 05/01/2017 15:44

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Funcionários do CFC Dirija irão entrar na Justiça para   reivindicar o pagamento de valores que ficaram em aberto.   Foto Maiquel Rosauro / Especial / A Razão
Funcionários do CFC Dirija irão entrar na Justiça para reivindicar o pagamento de valores que ficaram em aberto. Foto Maiquel Rosauro / Especial / A Razão

Os funcionários do Centro de Formação de Condutores (CFC) Dirija preparam-se para ingressar na Justiça em busca de seus direitos. Em 30 de dezembro, a empresa fechou as portas de forma abrupta sem antes quitar valores que estavam pendentes com cerca de 20 funcionários. A maioria está com sete ou oito meses de salário atrasado e sem depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e das contribuições previdenciárias.

É o caso da auxiliar de limpeza Marilei Gonçalves que recebeu o salário de abril apenas em dezembro. Ela atua há duas décadas na empresa e afirma que nos últimos seis anos não foi depositado o FGTS.

“Em agosto foi cortado o vale-alimentação e a insalubridade. O 13º salário também não foi pago. Se eu não tivesse a minha filha para me sustentar, não teria a quem recorrer”, relata Marilei.

A mesma situação enfrenta o instrutor Cezar Azambuja Magalhães. Ele possui dezenas de contas a pagar que estão vencidas e teve seu nome incluso na lista do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). Além disso, ele tinha 15 alunos que hoje estão desesperados com a situação.

“Vários alunos que já haviam pagado taxas do Detran e aluguel do veículo me ligam perguntando o que fazer. Alguns, inclusive, estavam com provas marcadas para os dias 30 de dezembro e 6 de janeiro, mas não conseguiram realizar o teste”, explica.

Advogado entrará com ações individuais
O advogado dos funcionários, Wagner A. H. Pompéo, prepare-se para ingressar na Justiça do Trabalho com ações individuais a fim de que cada funcionário receba os valores que ficaram em aberto.

“Primeiro, entraremos com uma liminar para a baixa na Carteira de Trabalho, depósito do FGTS e liberação do Seguro Desemprego. Esse pedido dará uma oportunidade para eles organizarem a vida, pagarem as contas emergenciais, se sustentarem durante alguns meses e terem tranquilidade para procurar um novo emprego”, explica o advogado.

Após esta etapa, Pompéo continuará trabalhando pelo reconhecimento dos demais direitos exigidos pelos trabalhadores, como salários atrasados, horas extras, intervalos e férias não gozadas, entre outros.

“A empresa fechou por motivos financeiros”, afirma proprietário
Sede da empresa está fechada desde o dia 30 de dezembro.   Foto Maiquel Rosauro / Especial / A RazãoA sede do CFC Dirija, na Rua Doutor Bozano, está fechada desde o final do ano passado. Os móveis já foram retirados do local. Na vitrine, um cartaz avisa os clientes para retirarem as habilitações prontas no CFC Padre Réus. O comunicado também indica que a empresa está trabalhando junto com o Detran/RS para providenciar a transferência dos alunos com aulas em andamento para outro CFC.

O proprietário do CFC Dirija, Romoaldo José Ceretta Junior, afirma que os alunos não terão que realizar novamente gastos com taxas já pagas na empresa.

“O Detran irá entrar em contato com os alunos para fazer o encaminhamento para um CFC, mas ainda não foi definido qual. Eles não terão novas despesas”, afirma.

Quanto ao pagamento dos funcionários, Ceretta diz que não há prazo para quitação. Segundo o empresário, o problema será resolvido junto ao advogado da empresa. Ele também argumenta que o CFC foi fechado em razão da crise econômica.

“A empresa fechou por motivos financeiros, devido à crise no Brasil inteiro”, finalizou Ceretta.

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