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Economia

Safra de arroz com boa expectativa

Abertura oficial da colheita no estado ocorreu sábado, com anúncio de recursos

por A Razão em 20/02/2017 09:40

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Lideranças e produtores rurais comemoram a abertura da colheita e destacam recuperação de perdas da safra anterior (Foto: Divulgação / A Razão)
Lideranças e produtores rurais comemoram a abertura da colheita e destacam recuperação de perdas da safra anterior (Foto: Divulgação / A Razão)

Com a expectativa de uma safra satisfatória e de anúncios importantes para o setor orizícola foi aberta oficialmente no último sábado, em Cachoeirinha, a colheita do arroz no Rio Grande do Sul. Autoridades e produtores rurais acompanharam o trabalho de quatro colheitadeiras na lavoura preparada especialmente para o evento, que também contou com a presença de um grande público.

A área plantada possui um hectare e foi semeada com a cultivar do Irga 424 RI/CL com genética resistente ao arroz vermelho, que está em 60% da lavoura de arroz do Estado.

O arroz movimenta cerca de 3% do ICMS gaúcho, e representa a maior área cultivável em 1 milhão e 60 mil hectares. São 20 mil lavouras distribuídas em 132 municípios. O estado conta com 230 indústrias de recebimento do grão. Calcula-se que 220 mil pessoas estejam envolvidas com a cadeia.

O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, defendeu a valorização do Irga por parte do governo do Estado. De acordo com Dornelles, a entidade é uma autarquia diferente, uma vez que sua manutenção é paga pela cadeia produtiva.                        

Dornelles ainda destacou que o Brasil se encaminha para a maior safra da história, mas que, no arroz, estão sendo recuperadas as perdas do ano passado, quando houve a redução de um milhão de toneladas. O presidente lembrou que o Rio Grande do Sul é responsável por 72% da produção do arroz brasileiro e, além disso, o produto é isento de resíduos de agroquímicos.

Nesse contexto, Dornelles salientou que não é possível que empresas embalem o produto importado e disponibilizem para o mercado como se fosse do selo gaúcho. O presidente também afirmou que em um momento de ajuste de estoques, as cotações dependem da postura do produtor. “O que está sendo ofertado ao mercado é o mesmo volume do ano passado”, disse.

Durante a cerimônia, o superintendente estadual do Banco do Brasil, Edson Bündchen, anunciou recursos para a comercialização e compra antecipada de insumos aos arrozeiros gaúchos. Na linha de Financiamento para Estocagem de Produtos Agropecuários Integrantes do Programa de Garantia de Preços Mínimos (FEPM), que substituiu o EGF, foram disponibilizados R$ 700 milhões, com juros de 9,5% ao ano.

Para aquisição antecipada de insumos, a instituição disponibilizou R$ 12 bilhões em recursos controlados para o Custeio Antecipado da safra 2017/2018. As agências da região produtora de arroz já estão realizando as liberações desde janeiro de 2017.

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