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Política

HUSM investiga cirurgia de filho de político

Paciente é filho do Presidente da Câmara de Vereadores de Santa Maria

por Maiquel Rosauro / Especial em 23/02/2017 08:47

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HUSM quer saber como o rapaz conseguiu ingressar na instituição via  sistema privado e também se o paciente furou a fila do pronto-socorro (Foto: Deivid Dutra / A Razão)
HUSM quer saber como o rapaz conseguiu ingressar na instituição via sistema privado e também se o paciente furou a fila do pronto-socorro (Foto: Deivid Dutra / A Razão)

A direção do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) abriu um processo de apuração de fato frente à denúncia de que um paciente teria violado as regras de regulação para acessar o Pronto-Socorro (PS) da instituição. Giovani Pozzobom, 27 anos, filho do presidente da Câmara de Vereadores, Admar Pozzobom (PSDB), e sobrinho do prefeito Jorge Pozzobom (PSDB), teria furado a fila para realizar uma cirurgia de apendicite no dia 9 de fevereiro.

O paciente chegou ao PS vindo diretamente do sistema privado de saúde. No mesmo dia, ele foi operado. A irregularidade está no fato de o jovem não ter ingressado no hospital via sistema de saúde pública (da UPA para o HUSM, por exemplo).

“A nossa estranheza é justamente essa: como ele teve acesso ao serviço púbico se veio do sistema privado? Mais de 60 pessoas estavam internadas na emergência naquele dia, muitas aguardando procedimento cirúrgico”, revela a gerente de Atenção à Saúde, Soeli Guerra.

A investigação teve início há pelo menos uma semana e desencadeou uma averiguação em diversos setores do HUSM, como porta de entrada, internação do pronto-socorro, centro-cirúrgico e registros da ouvidoria.

Se for constatado que algum servidor praticou alguma irregularidade, beneficiando a cirurgia do paciente no detrimento de outra pessoa que estava no pronto socorro, uma sindicância será aberta. A pena pode ir desde advertência até demissão.

Admar garante que não furou fila

Admar Pozzobom garante que seu filho foi para o HUSM devido a um encaminhamento do profissional que o atendeu no sistema privado.     

“O médico ligou para o HUSM com pedido de uma cirurgia de emergência. Não furamos a fila. Chegamos ao hospital por volta das 16h30 e a cirurgia ocorreu em torno das 21h”, destacou o parlamentar.
Admar também afirma que não usou o seu cargo público para tirar vantagem e sequer se identificou como vereador no HUSM.      

“Dentro do hospital, inclusive a minha ex-esposa acompanhou o Giovani. Tudo foi feito dentro da legalidade”, assegura Admar.

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