Assim nasce um jornal

Assim nasce um jornal

No dia 9 de outubro de 1934,

circulava pelas ruas de Santa Maria

a primeira edição do Jornal A Razão

 Santa Maria, 9 de outubro de 1934. Uma manchete sobre o enfrentamento de forças integralistas e comunistas estampava a capa da primeira edição de um dos mais longevos veículos de comunicação do Rio Grande do Sul, o Jornal A Razão. Idealizado por Clarimundo Flores, o periódico nasceu em um período de intensa efervescência cultural, social e política em todo o país – a revolução de 1930, afinal, ainda estava bastante presente no dia a dia nacional.

O crescimento do jornal já era palpável apenas um ano após sua fundação, com sucursais em grandes capitais: Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Em um primeiro momento, contudo, A Razão tinha como carro-chefe noticiar eventos de alcance internacional, como a Segunda Guerra Mundial, que teve início em 1939 e ganhou ampla cobertura jornalística. Quatro anos depois, com a venda do veículo aos “Diários Associados” de Assis Chateaubriand, o jornal começou a direcionar seu foco para o que acontecia no município.

Durante muito tempo, entre 1934 e 1975, A Razão fora impresso em uma impressora rotoplana, em Santa Maria. Posteriormente, suas páginas passaram a ganhar vida longe daqui, primeiro em Porto Alegre, depois em Cruz Alta. Em 1982, o jornal passa por um novo e marcante momento, com a aquisição da empresa pela família De Grandi, que permanece a frente do negócio. Com Luizinho, Maria Zaíra e Celito De Grandi, A Razão rapidamente entrou nos novos tempos: em 21 de agosto de 1986, a impressora rotativa chegava à cidade e colocava o jornal no caminho da modernização. Editorialmente, também ocorreram mudanças significativas, e a equipe de reportagem dava destaque aos fatos nos quatro âmbitos: municipal, estadual, nacional e internacional.

Em 1988, o assassinato de Luizinho De Grandi mexe com as estruturas emocionais do grupo, que supera o luto – sempre focado no legado de Luizinho -, e vive novo momento a partir dali, quando Maria Zaira De Grandi assume a diretoria do jornal. Nesse período, a modernização continua: vem a informática, a impressão colorida, a digitalização fotográfica… E foi assim, com sua veia empreendedora, que Zaira manteve A Razão firme até sua morte, em agosto passado. Agora, sob comando do filho dos ex-diretores, Alexandre De Grandi, o jornal novamente vê-se frente ao desafio de seguir sempre se modernizando, sem perder seu diferencial, o caráter regional e comunitário.