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	<title>ARAZÃO &#187; idosa</title>
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		<title>Morre idosa atropelada sábado por motociclista</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 23:38:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jornal A Razão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Polícia]]></category>
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		<category><![CDATA[morte]]></category>

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		<description><![CDATA[Ela estava internada mas não resistiu aos ferimentos. No velório, além da dor, revolta de familiares e amigos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Luísa Kanaan</strong></p>
<p>Foi sepultada ontem por volta das 17h no Cemitério Municipal São José, em Itaara, Celanira Silveira Dallapossa, 70 anos, que foi atropelada às 20h50 de sábado por um motociclista quando atravessava a rua de mãos dadas com o marido Lídio Dallapossa no trevo da Avenida Borges de Medeiros com a Rua José Barin, um dos acessos ao Bairro Caturrita, em Santa Maria. Ela havia sido internada em estado grave no Hospital de Caridade Doutor Astrogildo de Azevedo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da uma 1h da madrugada de domingo. O condutor da moto foi socorrido e levado para atendimento médico no Hospital de Guarnição do Exército (HGU) e a motocicleta recolhida ao guincho.<br />
   <br />
No velório, parentes e amigos estavam revoltados com a violência da morte de Celanira e anunciaram a contratação de um advogado para responsabilizar criminalmente o condutor da motocicleta Honda CB 300 cilindradas preta. “Não aceitamos a brutalidade como a coisa aconteceu. A vida dela não tem volta, mas podemos responsabilizar o motoqueiro pelo ato que ele cometeu, pela imprudência que teve na direção. Na hora, tu te preocupas com a dor e esquece de responsabilizar”, afirmou um dos seis filhos da idosa, Paulo Vanderlei Dallapossa, 49 anos.<br />
 <br />
A preocupação dos irmãos é que o condutor da moto, que é um militar de 39 anos, possa fazer novas vítimas. “Ele, como militar, deveria dar bom exemplo. Temos que impedir que isso aconteça com outras pessoas”, disseram os irmãos Edson Luiz, de 41 anos, e Milton Dallapossa, 44 anos. O advogado contratado pela família, Daniel Tonetto, vai acompanhar o inquérito policial e pedir a condenação do motoqueiro por homicídio de trânsito, baseado no que ouviu de testemunhas e do local do acidente. O advogado está atrás de informações sobre um suposto acidente causado pelo mesmo motociclista há algum tempo.</p>
<p> Celanira era líder comunitária da região norte e fazia parte da patronagem do CTG Os Araganos. Em outubro ela completaria 50 anos de casamento com Lídio. Era com o marido que atravessava a rua na hora do acidente. “Faltava apenas um passo para chegarmos na calçada. Quando vi que o motoqueiro vinha em alta velocidade, tentei puxá-la mas aí eles bateram de frente. Aqueles redutores de velocidade que têm ali não seguram os motoqueiros. Ele me tirou a mulher da mão”, disse Lídio.<br />
 <br />
Além dos seis filhos, ela deixou onze netos. Algumas horas antes do acidente, Celanira havia se despedido dos filhos que partiriam para uma cavalgada com início próximo do local do ocorrido. “Partimos para a cavalgada e em torno de quatro horas recebemos a notícia que ela havia sido atropelada a 10 metros de onde havíamos nos despedido”, disse Paulo Vanderlei.</p>
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