Medicina Nuclear sem exames no HUSM

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Ergometria e ecocardiograma também seguem paralisados

A falta de materiais para a realização de exames de diagnóstico por imagem segue prejudicando pacientes do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM). Após A Razão divulgar com exclusividade, na edição de final de semana, os problemas na Cardiologia, vários médicos entraram em contato com o jornal para denunciar dificuldades em outros setores da instituição. É o caso da Medicina Nuclear, que desde o início do ano não realiza nenhum exame.

De acordo com o chefe da Divisão Médica da instituição, Larry Argenta, entre 1º de dezembro e 9 de janeiro, o HUSM não recebeu nenhum recurso proveniente do Fundo Nacional de Saúde. São pelo menos, R$ 5 milhões, que não entraram no caixa.

A situação fez com que os procedimentos de Cardiologia do setor de Hemodinâmica fossem paralisados na quarta-feira passada. Por ironia, os materiais necessários para o serviço, como stents, por exemplo, encontravam-se lacrados na instituição e, legalmente, não poderiam ser usados devido à falta de pagamento.

“Por uma questão de diminuição de custos, as empresas deixam os materiais aqui, porém é algo que não nos pertence. Temos o contrato para usar e pagar. Contudo, como é uma situação de urgência, decidimos utilizar os materiais. Como será pago, vamos ver depois”, relata Argenta.

Já os exames de Ergometria e Ecocardiograma seguirão indisponíveis no HUSM, pois os equipamentos seguem estragados. Para a Ergometria não há recurso para a compra de uma nova máquina, enquanto que o Ecocardiograma segue à espera de conserto do fabricante.

“Sem o Ecocardiograma não estamos fazendo o Ecocardio Fetal. Já o Ecocardio Pediátrico e Neonatal são realizados a critério de cada médico em outro equipamento inferior”, relata o físico médico e chefe da Unidade de Diagnóstico por Imagem, Guilherme Lopes Weis.

Medicina Nuclear

A falta de radioisótopo paralisa os exames de Cintilografia do Miocárdio, que está sem radioisótopo. A ausência de material radioativo também impossibilita todos os exames da Medicina Nuclear.

“Estamos resolvendo o contrato com o IPEN (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, fornecedor do material radioativo) e assim que vier o recurso faremos o empenho para a retomada do serviço”, explica Weis.

O exame de cateterismo cardíaco também não vem sendo realizado. Espera-se que o problema seja solucionado em fevereiro.

Cardiologistas que entraram em contato com A Razão e desejaram não se identificar, afirmam que pacientes do HUSM ficam sem os exames devido aos equipamentos estregados ou pela falta de materiais. Todavia, a direção do hospital garante que apenas pacientes ambulatoriais estão sem exames e que casos de urgência são direcionados para empresas prestadoras de serviço da rede privada.

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